terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

O BATISMO: A PRIMEIRA ORDENANÇA DA IGREJA

 

 





            Estamos diante de uma preciosa lição de natureza bíblico-teológica do Novo Testamento. Antes, porém, de entrarmos especificamente no assunto desta lição, não podemos nos esquecer de que a falta de instrução quanto a qualquer parte da Doutrina bíblica é fator de consideráveis prejuízos para a vida pessoal do cristão e, consequentemente, para a vida da igreja.

 

            Desde os primeiros dias da conversão ao evangelho de Cristo, o cristão “pensa saber” algumas coisas relativas ao batismo em águas e à Ceia do Senhor; mas sempre é um conhecimento superficial, não raro, distante da Doutrina bíblica; por esse motivo, há uma multidão de batizados e de participantes da Ceia completamente distantes da sua própria responsabilidade por esses atos. O apóstolo Paulo fala do grave prejuízo daquele que participa da Ceia, sem discernimento do corpo e do sangue do Senhor. Muitos não discernem o valor do batismo nem a importância da Ceia.

 

            Em inúmeras igrejas, geralmente em denominações pentecostais, parece ser normal a prática do batismo a granel, com a finalidade principal de “acrescentar pessoas ao seu cadastro de membros”, como se o ato de batizar fosse uma prática de disputa de produtividade com suas coirmãs. Por isso, fazem grande divulgação da quantidade de inscritos. Essa não é a finalidade da ordenança do Senhor. Jesus não nos mandou angariar membros de igreja. Em Atos dos Apóstolos, lemos que o acréscimo é o Senhor quem dá. (At 2.47). Cumpramos a nossa parte, obedecendo à ordenança do Senhor!

 

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” (Mc 16. 15-16)

 

“Portanto, ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinado-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e, eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” (Mt 28. 19-20).

 

1.    A diferença entre sacramento e ordenança.

 

A Igreja evangélica rejeita o termo sacramento, palavra latina (res sacrans) que torna santo, coisa santa, também equivale à palavra grega mysterion, coisa oculta, misteriosa, sagrada. Para a Igreja Católica, a palavra sacramento refere-se a cada um dos ritos poderosos, capazes de contribuir para a graça (o dom da Salvação de Deus para os homens). São sete; mas, porque eles ferem a Doutrina do evangelho de Cristo, as igrejas cristãs não os reconhecem com tal virtude: batismo, confirmação, eucaristia, penitência, unção de enfermos, ordem e matrimônio. Essa pretensa virtude salvífica traduz um desvio muito sério, com relação ao único e suficiente poder do nosso Único e Suficiente Salvador, Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1. 29).

 

“... Eu sou o Caminho, a Verdade, e a Vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por Mim.” (Jo 14. 6)

 

 

As igrejas evangélicas obedecem às ordenanças do Senhor, as quais são o batismo, como testemunho público de fé em Jesus e a Ceia, que é o memorial do Senhor, mencionado em Mt 26. 26-29; Mc 14. 22-25; Lc 22. 15-20 e ICo 11. 23-32. Lembre-se: o batismo não é um meio de salvação; ele confirma a conversão! “Nem o batismo, nem a Ceia produzem qualquer mudança espiritual naqueles que deles participam.” (Declaração de Fé das A.D., p.122). Jesus instituiu o batismo como símbolo da nossa união com ele, bem como a nossa confissão diante do mundo da nossa união com o Senhor. A Ceia marca a lembrança perpétua que temos da morte do Senhor em nosso lugar (ICo 11. 23-26).

 

2.    Para quem é o batismo?

 

Jesus mandou que os seus discípulos saiam pelo mundo e anunciem a toda criatura o evangelho de Salvação. As igrejas cristãs devem ter esse trabalho como indispensável. O grande papel de uma igreja não é receber membros transferidos de outras igrejas cristãs, embora essa prática se justifique pelo amor fraternal. Todavia, a mais importante tarefa dos crentes é “ir pelo mundo”, anunciando a Palavra de Salvação ao que jazem perdidos, sem Deus e sem esperança.

 

Nenhuma igreja foi constituída para apenas congregar, para conviver entre quatro paredes. Há crentes que não trabalham no evangelho; contentam-se em “ir ao culto”. Jesus não nos chamou para “irmos à igreja”; chamou-nos para entrar na equipe de ceifeiros. Quem fica de fora aqui; não entrará “no gozo do seu Senhor”, porque é “servo mau e infiel!

 

O mais amplo púlpito das igrejas é o mundo! Porém, a missão não termina na divulgação do nosso trabalho. Muitas igrejas propagam mais o que elas fazem do que o evangelho. O apóstolo Pedro chama a Igreja de “geração eleita, sacerdócio real, nação santa e povo adquirido”. Que bênção espetacular, a nossa! Mas não é somente isso, o apóstolo expõe a finalidade dessa bênção, quando prossegue dizendo: “... para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós que, em outro tempo, não éreis povo; mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.” (IPe 2.9-10)

 

Jesus mandou pregar o evangelho a toda criatura, mas também mandou batizar os que creem, em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo e ensinar os novos crentes a que guardem as santas Palavras do Senhor. (Mt 28. 19-20). Façamos evangelismo pessoal com vista a fazermos discípulos que vão ao batismo e aprendam a guardar tudo quanto Jesus ensinou. Jamais considere completo o ato de apenas dizer ao incrédulo que Jesus o ama. O crente tem mais o que dizer para os que se perdem. Pensemos em buscar convertidos, instruindo-os para que se batizem. As multidões carecem de da plenitude do evangelho!

 

Diz o hino 60 da Harpa Cristã:

 

“Eis os milhões que em trevas tão medonhas jazem perdidos sem o Salvador!

Quem, quem irá as novas proclamando, que Deus, em Cristo salva o pecador.

Todo poder o Pai me deu, na terra como lá no céu! Ide, pois, anunciar o evangelho,

E eis-me convosco sempre!

 

Glória a Deus, meu irmão! Essa lição é para nós, para mim e para você! Despertemos, já é dia! Trabalhemos com fervor, e levemos com alegria muitas almas ao Senhor! (H.C. 17) Amém!”

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