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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A AVAREZA E SUAS CONSEQUÊNCIAS


 
Leituras bíblicas:

Mateus, 19.16-22; Mt 6.19-24; 1Tm 6.10.

 

            A avareza é um mal destruidor não só do contaminado, mas de todos os circunstantes. Também, ela não é um problema apenas dos endinheirados, mas também dos materialmente pobres. O que o avarento não sabe é doar. Tudo é dele e para ele. É um exclusivista.

Não há, nem haverá jamais, quem supere a Deus em coisa alguma. Deus é supremo e absoluto em todos os seus atos e decisões. Quando o assunto é bondade doação e misericórdia, seu coração transborda; tanto que a Bíblia diz que o Pai amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito! (Jo 3.16). Ele é o único exemplo verdadeiro e pleno de doação. A mesquinharia não faz parte do caráter de Deus; a usura não lhe pertence.

É tão ampla a bondade de Deus, que lhe permite usar a severidade em contrapartida. (Rm 11. 22). Só a bondade absoluta dá espaço para a severidade irretorquível. Para que alguém fique sob a severidade de Deus é necessário que haja desprezado a imensa amplitude de sua bondade.

Paulo orienta a que sejamos imitadores de Deus (Ef 5.1); portanto, não cabe ao crente a pequenez de coração, a usura, a avareza, o apego àquilo que é material; mas a grandeza de um espírito doador.

 
Um conceito de avareza.

Pode-se denominar avareza ao comportamento do homem avaro, ou seja, trata-se da atitude contumaz daquele que é mesquinho, que tem excessivo apego a bens materiais.

 
Características do homem avarento.

O homem avarento (ou avaro) não é benevolente: é egoísta; pois, pensa apenas em si mesmo, não se dispõe a auxiliar o próximo; cultiva tenazmente o lucro; torna-se invejoso e afunda-se na inquietação do porvir. (Pv 3. 9-10) Por tudo isso, contradiz o ensino do Senhor. (Is 1. 19)

 
Consequências da avareza.

Esse mal atinge grande parte da humanidade e se desenvolve entre as gerações como doença contagiosa. Pode, talvez, ser controlado por meio da educação social; mas só pode ser curado pela obra redentora de Cristo no coração afetado. Sem esse antídoto perfeito, são graves os resultados para a sociedade e para o crescimento do Corpo de Cristo, a Igreja. (1Pe 4. 10).

 
  1. A avareza produz morte.
Acã, um israelita, causou enorme desgraça para a sua nação, porque, numa das batalhas contra os homens de um lugar chamado Ai — embora avisado para não errar — cobiçou e guardou para si alguns bens que eram despojos amaldiçoados por Deus. Perderam-se, por isso, trinta e seis guerreiros e um exército inteiro foi humilhado. Para o pecador Acã, o fim foi a morte.

Ananias e Safira venderam uma propriedade e, por causa da avareza, mentiram ao Espírito Santo. Foram imediatamente mortos. Deus não suporta a mesquinhez.

  1. A avareza empobrece.
No livro de Provérbios, 11. 28 lemos: “aquele que confia nas suas riquezas cairá...” O avaro nunca está satisfeito com o que possui, porque não vê as bênçãos de Deus sobre a sua vida. Tudo quanto ele tem é fruto de dores e sacrifícios enormes (o avarento julga que só ele luta pela vida, todas as coisas lhe são muito caras) essa concepção o faz achar-se sem recompensa satisfatória de sua luta.  Todavia, não é essa a visão do salmista, quando diz: “... Pois será como árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão e tudo quanto fizer prosperará”. (Sl 1. 3).

A mesquinharia transforma o homem em ímpio, sempre mal-sucedido e com os olhos fitos no progresso alheio. Saul, o primeiro rei de Israel era mesquinho, pois invejava o sucesso de Davi. Davi ainda não era rei, mas o próprio rei cobiçava as virtudes do servo de Deus. (I Sm 18. 8) Tal foi a pobreza moral de Saul, que morreu tristemente numa batalha inglória. (I Sm 31. 4).

  1. A avareza deforma o caráter.
Já se mencionaram aqui os exemplos de Acã, de Saul e do casal Ananias e Safira. Essas pessoas tiveram seu caráter deformado pela avareza. E que dizer sobre o “filho da perdição”, Judas Iscariotes? Aquele infeliz só pensava no lucro e no roubo. Não é necessário falar do seu fim.

Certa ocasião, Pedro repreendeu duramente a um homem que pensou em comprar os dons de milagres. (At 8. 18-23) Ele achava que a posse de dinheiro supriria qualquer de suas concupiscências. São inúmeros os exemplos de pessoas cujo caráter é deformado por esse insidioso mal.

Os salvos têm de fugir dessa doença terrível, devem buscar a proteção da Palavra de Deus guardada em seus corações.

  1. A avareza é irmã gêmea da inveja.
Quando alguém julga que tem menos bens do que o seu irmão, já está contaminado pela inveja, a irmã da avareza. Muitos invejosos e avarentos camuflam o seu mal com uma capa de humildade. São eles os que proclamam frases tais como: “Pobre de mim! Quem sou eu perto de fulano?!” ou “Quisera eu ...

José, filho de Jacó, se mostrou em evidência entre seus irmãos; por isso, tornou-se alvo da inveja deles e foi vendido como escravo. (Gn 37. 18-20). Ainda que ali estivesse embutido um plano divino para o jovem José, seus irmãos o detrataram. Daniel sofreu penas amargas porque seus algozes não suportavam vê-lo em melhor condição. Davi sofreu atitudes invejosas de Saul. Nos primórdios, tem-se o exemplo de Caim, o primeiro invejoso: ele julgou que seu irmão tinha mais da parte de Deus; por isso tornou-se o primeiro homicida da Terra.

A maior de todas as vítimas da inveja avarenta foi o Senhor Jesus: os fariseus eram avaros de sua religião; carregavam-na como uma propriedade indivisível, pessoal, particular. Eram donos da verdade; como resultado, foram implacáveis perseguidores do Senhor Jesus. Em conluio com aquele outro avarento, Judas Iscariotes, tramaram a morte do Senhor. Mais tarde, o próprio apóstolo Paulo seria outra vítima daqueles usurários da religião.

Conclui-se, portanto, que o cristão deve fugir do apego às coisas materiais, contentando-se com o que lhe é necessário e suficiente. Deve pensar no próximo, sendo com ele magnânimo.

O apóstolo Paulo, escrevendo aos romanos diz: “Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade;... (Rm 12. 13) Mais adiante, insiste: “Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos.” (v. 16).

Se quisermos realmente fazer a vontade de Deus, devemos praticar as Escrituras, pois tudo quanto fizermos em desacordo com a Palavra de Deus é pecado. Evidentemente, todos pecamos, mas necessário é que nos arrependamos dos nossos males com sinceridade e que peçamos a graça do Senhor com a ajuda do Espírito Santo, sem a qual nada faremos, para nos mantermos firmes até o dia final.

Convém atentar para a recomendação do apóstolo Pedro: “Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte; Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. Sede sóbrios; vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar.” (I Pe 5. 6-8).

Izaldil Tavares de Castro

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