segunda-feira, 20 de junho de 2022

ESTUDO BÍBLICO SEMANAL











Estudo 1: A SALVAÇÃO 



Leitura bíblica: Gênesis 3.9-15


A Igreja Assembleia de Deus Russa dá início a 4 breves Estudos Bíblicos (um por semana), que abordam a Doutrina da Salvação (Soteriologia), sem a profundidade teórica das Teologias Sistemáticas, porque se destinam a pessoas novatas no evangelho ou inexperientes nas doutrinas bíblicas. 

Por isso, não surpreendem aqueles já conhecedores do assunto; mas abrem possibilidade para as suas respeitáveis e bem vindas contribuições. Rogamos a Deus para que haja proveito para aqueles que participarão desses encontros em nossa sede. Mãos à obra!



  1. SOTERIOLOGIA: ESTUDO DO PLANO DE SALVAÇÃO.


A palavra grega soteria significa livramento, redenção. Essa palavra grega só passou a ser usada pela Teologia, a partir do século XIX. 

A salvação, do ponto de vista bíblico, é o mais majestoso plano de Deus, com vistas a resgatar o ser humano, que, no Éden, afastou-se das diretrizes divinas.

Ao homem foi dada a autonomia, isto é, a capacidade de decisão sobre o caminho a seguir. Deus não fez do homem um dependente moral; ele criou um ser livre, inteligente e capaz de tomar decisões, inclusive, as que fossem inadequadas ao querer divino.

Por causa dessa autonomia, o homem ficou, também, responsável e responsabilizado pelas consequências de suas decisões, logo, ele não escolheu inocentemente o lado errado. Deus lhe dera um aviso, como se lê em Gênesis 2. 16-17.


  1. DEUS PROIBIU QUE ADÃO COMESSE DO “FRUTO DA ÁRVORE” OU O ORIENTOU A QUE NÃO COMESSE?


“... e ordenou o Senhor Deus ao homem dizendo: De toda árvores do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal. Dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”


Note que os verbos contidos na advertência divina estão no modo imperativo. Em português, esse modo verbal, além de marcar expressões de ordens, de determinações taxativas, também serve para denotar avisos, advertências; logo, isentos de noção autoritária.

Nas estações dos Metrôs há avisos tais como: “Aguarde o trem, antes da faixa amarela!”. Nas escadas rolantes: “Deixe a direita livre!” etc. Os verbos, nesses avisos, estão no modo imperativo, mas não expressam determinações; expressam lembretes, sugestões.


Assim, as ordenanças de Deus a Adão podem ser entendidas como avisos, advertências. Não é impossível crer-se que Deus não precisava impor uma ordem a Adão, sua amada criatura, feita à sua imagem e conforme à sua semelhança. Adão fora criado em perfeição; não era afetado pelo pecado, não precisava de imposição da parte de Deus, pois lhe era totalmente obediente. Adão não conhecia a desobediência a Deus. O Senhor era Amigo de Adão, e este, naturalmente, reconhecia a AUTORIDADE de Deus.

 

Não há dúvida de que Adão reconhecia o poder e a autoridade do Senhor Deus. A prova disso está em que o casal, quando pecou, escondeu-se de Deus. “... e escondeu-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim.” (Gn 3.8).


Certamente, eles não se esconderiam, caso não reconhecessem o poder e a autoridade de Deus. Na verdade, Satanás intentou afrontar a Soberania de Deus e, para isso, serviu-se da inocência de Eva, atingindo a decisão de Adão. Mas esse intento foi frustrado. Deus jamais é atingido pelo Mal. 

A lição que se pode tirar desse episódio é que a autoridade de Deus é inegavelmente explícita, tanto nas suas determinações quanto nas suas orientações. O homem caiu, mas a autoridade divina jamais foi abalada. 


  1. NADA, NEM NINGUÉM SURPREENDE A DEUS.


A queda do ser humano não foi um recurso que Deus inventou, à última hora, às pressas, para contornar uma situação que lhe fosse surpreendente, inesperada. Deus jamais será surpreendido pela atitude de quem quer que seja, nem por qualquer acontecimento. A queda do ser humano não foi uma surpresa para Deus.

O pecado humano era previsto por Deus, pois sabemos que a desobediência de Adão confirmou os desígnios do Senhor, estabelecidos desde antes da fundação do mundo. Creio que é possível entender que o Plano da Salvação foi a maneira escolhida por Deus, para que o homem - depois da queda - pudesse conhecer mais amplamente o amor, a misericórdia e, sobretudo, a graça do Pai Celestial.

O homem jamais conheceria a graça de Deus, caso não se tornasse carente dela. No Éden ele não carecia da graça, porque não havia pecado. Essa benevolência divina para com a humanidade está assinalada em Gênesis 3.15. 

No conceito bíblico, a bênção da salvação expressa o processo estabelecido pelo próprio Deus, para resgatar o ser humano que, ao desobedecer à orientação e à determinação divinas, cometeu o pecado que o afastou de Deus. (Is 59.1.3; Rm 3.23).


  1. SALVAÇÃO ANTES DE CRISTO E DEPOIS DE CRISTO.


Não são poucas as perguntas sobre a salvação daquelas gerações que antecederam a vinda do Messias. Houve Salvação antes da vinda do Salvador a este mundo?

Deus não criou não criou uma geração anterior, sem acesso à Salvação, e outra posterior, destinada à Salvação, trazida por Jesus Cristo, o Messias, outrora prometido.

As Escrituras deixam claro que não há uma geração destinada à perdição, e outra destinada à salvação. Todos os homens são iguais perante Deus.

Deus criou todos os homens como seres moralmente livres e inteligentes; aptos a tomarem decisões. Essas características fazem de qualquer ser humano alguém responsável por suas escolhas. Houve Salvação antes de o Messias vir a este mundo. O salmista diz, em aproximadamente, 10 séculos antes de Cristo:


“Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado... Torna a dar-me a alegria da tua salvação e sustém-me com um espírito voluntário...” (Sl 51 – destaque meu)



O ser humano foi criado para, de livre e espontânea vontade, conhecer e honrar o Criador de todas as coisas. Sem essa liberdade moral, o homem não seria capaz de mostrar fidelidade a Deus. A fidelidade é fruto da vontade, nasce da decisão das pessoas. Ninguém é obrigatoriamente fiel! Sabemos, entretanto, que o homem optou pela infidelidade; por isso, gerou o próprio afastamento de Deus.


Evidentemente, Satanás julgou-se vencedor, depois de ter enganado a Eva e feito Adão pecar. Haveria ele destruído a principal obra do Criador? De modo algum! Satanás estava enganado, ainda que não tenha desistido de investir com as suas artimanhas, são bem conhecidos os seus ardis. O apóstolo Paulo deixa claro que o diabo se compraz na destruição da humanidade. 


“... porque não ignoramos as suas intenções.” (2Co 2. 6-11) 


O pecado do ser humano não constituiu – nem constitui – uma derrota do Criador. O Plano divino da Salvação já estava pronto para ser posto em prática, no momento aprazado por Deus. Dessa forma, por meio desse Plano, o ser humano se tornaria totalmente capacitado para compreender com clareza o amor, a bondade e a misericórdia de Deus.


Sabemos que o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” fez expiação pela humanidade, desde antes da fundação do mundo. Leiamos Efésios 1.3-8. Assim sendo, a morte expiatória de Cristo também alcançou os fiéis do Antigo Testamento com a preciosa bênção da Salvação. Quando Isaías, profeticamente, 700 anos antes de Cristo, diz


“... Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades...” (53.5)


Não se refere especificamente às gerações futuras. Ele diz “nossas transgressões”, “nossas iniquidades”; portanto, refere-se a todas as gerações, a partir de Adão. Refere-se às gerações anteriores e às posteriores. Glória a Deus pelo Plano da Salvação de todo aquele que crê!

Conceito de salvação no Antigo Testamento: Já vimos que o Senhor criou o ser humano e deu a ele o livre arbítrio, o poder de decisão. Isso já se evidencia lá no início, pois, Adão e Eva puderam decidir sobre serem fiéis ou infiéis à decisão de Deus; Caim pôde decidir sobre como agir para com Abel. Todo homem está capacitado para escolher o caminho que quer seguir; ou o caminho do Bem, ou o caminho do Mal.


Com base nessa compreensão, podemos afirmar que as gerações do Antigo Testamento também podiam escolher o Bem ou o Mal; a Salvação ou a Perdição. Nínive vivia vida de pecado, mas, depois de repreendida, decidiu voltar-se para Deus. Já, as cidades de Sodoma e Gomorra decidiram pela vida de pecados.

Há, em todo ser humano, uma percepção impregnada por Deus, para discernir entre o Bem e o Mal. Lendo o Antigo Testamento, encontramos homens fiéis aos princípios divinos, mas também encontramos os ímpios.


O professor Mário Persona diz que o homem pode atender ou não à lei moral que está fixada em sua alma e reforça: “Todos os seres humanos têm um código moral que é sempre mais elevado do que eles possam alcançar.” Esse código moral é a Lei de Deus no homem; totalmente inegável nas pessoas, mesmo naquelas que optam pelo pior modo de vida.


Adão e Eva, mesmo depois do pecado, mantinham em si a consciência de Deus. A prova de que a mulher de Adão era crente em Deus, apesar da queda no pecado, está em Gn 4.1; 25. A partir da geração de Sete, “se começou a invocar o nome do Senhor” (Gn 4.26). O homem, embora expulso do Éden, não perdeu a consciência do seu Criador.


Mário Persona deixa claro que havia, sim, a lei divina para Adão e Eva; essa lei consistia na obediência em “não provar do fruto”. A lei não salva o homem, aponta-lhe o caminho que o condena, se a infringir. “A alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18.20). Todavia, o pecado ficou arraigado no ser humano, tornando-o incapaz de cumprir a Lei.


Evidentemente, Deus sabia – e sabe – isso. Por essa razão, o Senhor providenciou o Plano de Salvação, o plano bendito do resgate. Quando no Éden, Deus vestiu o casal com a pele de um animal sacrificado, criou a simbologia da remissão do pecador (Hb 9.22). Sangue foi o preço do pecado!


“E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão. De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios melhores do que esses, porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém, no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de Deus.” (Hb 9. 22-24)


A noção de resgate (ou remissão) se tornou constante entre os homens do Antigo Testamento. A salvação se dá pelo resgate! A prática do resgate no Antigo Testamento é uma simbologia do resgate que Deus providenciara antes da fundação do mundo! Jó, o mais antigo patriarca tinha essa noção quando disse: “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha carne, ainda em minha carne verei a Deus.” (Jó 19.25-26 – destaque meu)


Há quem diga que essa fala de Jó é uma referência ao Messias, mas a noção de Redentor, em Jó, ainda é daquele que resgataria a sua saúde física, familiar e patrimonial. Jó não menciona a salvação da alma, quando diz: “em minha carne verei a Deus”.


Portanto, a ideia de salvação, no Antigo Testamento, remetia à ideia do recebimento de proteção e de bens materiais vindos da parte de Deus para aqueles que o temem. Muitos salmos tratam do pedido de proteção dos bens terrenos e da destruição dos ímpios, isto é, daqueles que não temiam a Deus. (Is 58.11).


Muitas igrejas ainda prometem, erradamente, uma redenção por meio das bênçãos materiais e da derrota material dos inimigos. Tais igrejas baseiam-se nos textos do Antigo Testamento, e desprezam as bênçãos espirituais em Cristo. (Efésios 1.3-6)


Conceito de salvação no Novo Testamento: Leiamos Gálatas 4.1-5.  No tempo anterior à vinda de Cristo, a humanidade era tutorada pela Lei.


“Digo, pois, que todo o tempo em que o herdeiro é menino, em nada difere do servo, ainda que seja senhor de tudo. Mas está debaixo de tutores e curadores até o tempo determinado pelo pai. Assim, nós também nós, quando éramos meninos estávamos reduzidos à servidão, debaixo dos primeiros rudimentos do mundo; mas, vido a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.” (Gl 4.1-5)


Nenhum mérito, ou trabalho, ou esforço, ou prática religiosa podem salvar o homem. Somos salvos pela graça (Ef 2.8-9). A palavra graça tem origem no latim e, biblicamente, significa “recebimento de um favor imerecido”. Somos misericordiosamente salvos pela bondade de Deus. Ele nos amou, “sendo nós ainda pecadores”.


“Nós o amamos, porque ele nos amou primeiro.” (1Jo 4.19)

“Mas, Deus prova o seu amor para conosco pelo fato de que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Rm 5.8)


Cristo Jesus é a manifestação da preciosa graça de Deus para todos os homens.


“Havendo Deus, antigamente, falado muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós, falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho.” (Hb 1.1)




Conclusão.


Espero que este breve estudo enriqueça a sua vida no conhecimento da Salvação que há em Cristo Jesus. Também espero que sejamos gratos ao Senhor por tão grande bênção. Diz-nos o escritor da Carta aos Hebreus:


“Portanto, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas.” (Hb 2.1). Amém!








Estudo 2: A IMPORTÂNCIA DA SALVAÇÃO


Introdução


O primeiro passo para entendermos a importância da salvação, parte da leitura de Romanos 3.23 e, a seguir, João 3.14-16 e 1ª Pedro 2. 9-10. Antes, porém, de abordarmos essa indiscutível importância, convém meditar no que expõe o pastor assembleiano, Claudionor de Andrade, que está entre os teólogos brasileiros, vivos, mais expressivos e respeitáveis.


Aquele pastor afirma em um dos seus trabalhos - A Raça Humana, Origem, Queda e Redenção, 1ª edição, CPAD, 2019 - que somente Deus é o Ser perfeitamente simples, independente, cuja natureza está nele próprio; isto é, Deus não necessita de qualquer composição para existir; por isso, simples. O homem é um ser complexo, formado de corpo, alma e espírito. Deus, por ser absolutamente Espírito, é incorpóreo.


“Deus é Espírito; importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (João 4.24)


Repare que, relativamente a Deus, foi empregada a palavra Espírito (maiúsculo); porém, em relação ao ser humano, espírito (minúsculo). Por quê? Porque Deus É Espírito; mas o homem TEM espírito. Deus, porque é simples, nada há que o limite; nem o tempo (Deus não é sujeito ao cronos), nem ao espaço (Deus é Onipresente), nem a quaisquer circunstâncias. Ele é Onisciente.


Ainda, conforme Claudionor de Andrade, embora os anjos tenham apenas a natureza espiritual (são incorpóreos, por isso, não são sujeitos às leis da Física), eles são criaturas dependentes de Quem os criou; a subsistência angelical depende de Deus. A natureza de Deus é exclusividade dele mesmo. Deus independe de tudo e de todos. Por isso, ele disse a Moisés: “Eu Sou o que Sou!”. (Êxodo 3.14).


Embora a natureza humana seja diferente da natureza divina e da natureza angelical, pois o homem é um ser tricotômico - composto de corpo, alma e espírito - tal condição não é impedimento para que ele mantenha comunhão com Deus; afinal, também a existência humana é dependente de Deus. A Bíblia diz que Deus fez os seres humanos um pouco menores do que os anjos! (Salmos 8.5-6; Hebreus 2.7-8) Convém ler Hebreus 2.1-12. Essa diferença envolve a distinção das duas naturezas: angelical e humana.


Entretanto, para não entrarmos em pontos que não são, necessariamente, alvo deste breve estudo, dediquemos algum tempo para meditar na grande importância na salvação.


  1. PECADO: A MAIOR TRAGÉDIA DA HUMANIDADE 


“Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos, não há quem faça o bem, não há sequer um.” (Salmos 14.1)

“Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus.” (Romanos 3.11)

“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3.23)


Era papel do homem produzir cultura, em conformidade com as leis divinas. Entretanto, o pecado no Éden mudou a cultura que Deus lhe propusera. Os seres humanos passaram, então, a gerar as suas primeiras manifestações culturais, em oposição à de Deus. É, contudo, necessário que se recorde alguma noção sobre o que é cultura. Entre muitos conceitos e definições, ficaremos com o que é mais simples e mais usual. É corriqueiro falar-se em cultura indígena, cultura alemã, cultura europeia, etc.


“Cultura é o conjunto de crenças, conhecimentos, ideias, hábitos, técnicas e práticas de determinados grupos sociais.”


Na verdade, Deus criou o homem para produzir cultura. (Gn 1.26-30; Êxodo 25.1.8; Êxodo 31.1-11). A cultura celestial, porém, foi trocada pela cultura do pecado. Eva foi levada a pecar, pelo engano da serpente, que a seduziu mostrando-lhe as maravilhas do poder criador: “Deus sabe que vocês serão como ele!” (Gn 3.5). Adão não foi enganado; ele decidiu pecar, com essa decisão, sua semente desenvolveu culturas alheias àquela para a qual fora criada (ler Gênesis 11). O pecado vem, desde lá, fazendo crescer as culturas pecaminosas; a decadência moral aumenta dia a dia e, consequentemente, aumenta também a decadência espiritual em toda a humanidade.


O crescimento da cultura diabólica levou o Senhor a punir a terra com o dilúvio e, mais tarde com a destruição de Sodoma e Gomorra. Mas a vida pecaminosa não cessou; cada vez mais o homem distancia-se de Deus.


 “Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos, não há quem faça o bem, não há sequer um.” (Salmos 14.1)

“Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus.” (Romanos 3.11)

“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3.23)


  1. O AMOR DE DEUS REVELA A IMPORTÂNCIA DA SALVAÇÃO. 


Os versículos registrados em João 3.15-16 são bem conhecidos de todo crente. O amor de Deus é bem conhecido dos homens, e ninguém o poderá contestar com pleno argumento. Pode, sim, haver quem o rejeite, por causa do pecado que se enraíza na alma humana.


Há, porém, um perigo muito grande na natureza humana: acostumar-se. Quando uma situação ou um conhecimento são frequentes em nossa vida, a tendência é deixarmos o conteúdo esvaziar-se. O ser humano acostuma-se, adapta-se. Com isso, esvazia-se também o sentido das coisas importantes.


Reparem no hábito rotineiro, peculiar aos comportamentos humanos: o filho habitua-se a pedir a bênção de seu pai, sem qualquer referência contextual ao que está pedindo. É o hábito que esvazia o significado. Deus nos guarde de esvaziarmos o sentido das Escrituras! Vigiar inclui não esquecer os conteúdos da Palavra de Deus.


“Ensina-me, ó Senhor, o caminho dos teus estatutos, e guardá-lo-ei até o fim. Dá-me entendimento, e guardarei a tua lei, e observá-la-ei de todo coração.” (Salmos 119.33.34)


Precisamos ser mais atenciosos com o Texto Sagrado. Jamais tenha uma passagem bíblica como costumeira, porque ela é viva e eficaz. Leiamos Hebreus 4.12! A palavra de Deus é apta para apontar, em nós mesmos, aquilo em que estamos pensando e quais as intenções do nosso coração, isto é, da nossa mente.


A grande importância da salvação não está em que nós amamos a Deus. Não somos salvos porque amamos a Deus; mas, porque ele nos amou primeiro.  Leia Efésios 1.4-5.


 

“Nós o amamos a ele, porque ele nos amou primeiro.” (1João 4.19)


Clive Staples Lewis era irlandês, nascido em 1898, mais conhecido entre nós como C.S. Lewis. Ele fora, durante anos, ateu convicto; mas terminou por convencer-se do evangelho, vindo a ser um importante apologeta (defensor das Escrituras Sagradas). C.S Lewis diz:


“Ele nos amou, não porque somos amáveis, mas, porque ele é o amor.”


Porque o Senhor nos amou primeiro, somos hoje homens sãos e salvos. Sãos, porque Jesus veio curar os doentes, que éramos. Salvos, porque ele nos resgatou da perdição. Quando tememos que alguém tenha sofrido algum dano causado por acidente, sentimo-nos tranquilos com a notícia: “Ele está são e salvo!”

A condição do homem tirado por Cristo do poder das trevas e transportado “para o Reino do Filho do seu amor” É a condição daquele que está verdadeiramente são e salvo.


“Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor;... A vós também que noutro tempo éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora, contudo, vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, para, perante ele, vos apresentar santos e irrepreensíveis, e inculpáveis; se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.” (Colossenses 1.13; 21-23 - destaque meu)


É de suma importância que o crente observe insistentemente a importância da salvação que recebeu pela fé em Cristo Jesus. Insistentemente, porque a nossa natureza facilmente torna corriqueiro aquilo com que convivemos. O salmista revela que “escondeu a Palavra de Deus em seu coração, para não pecar...” (Salmos 119.11). Quem esconde sabe por que faz isso: esconde para não perder, para não se habituar para não banalizar.


Finalizando o conteúdo deste estudo sobre a importância da Salvação, convém que cada participante - ou leitor - leia Hebreus 10.19-23.


Passaremos ao 3º estudo, se Deus nos permitir.



quinta-feira, 9 de junho de 2022

ONDE ESTAIS, MESTRES?


 


Há uma multidão de "pregadores" e de "preletores" (estes põem-se num lugar acima daqueles) que usam fragmentos bíblicos fora do seu contexto, a fim de dar crédito aos seus interesses, principalmente, financeiros.

 

Mais grave é ler-se a grande quantidade de "amém!" e "eu recebo!".

 

Os verdadeiros mestres, que Deus deu à Igreja, precisam, com urgência, sair dos seus redutos eclesiásticos, para, de algum modo, contribuir para o esclarecimento dos fiéis, os quais constituem a Igreja de Cristo, em todos os lugares. (Ef 4 11-12)


quarta-feira, 1 de junho de 2022

ESCASSEZ DE ENSINO




Estou envergonhado da ignorância que tantos crentes (já maduros, mas que se mantêm meninos) demonstram do linguajar peculiar dos crentes maduros.

 

Sabemos que os salvos, que morrem em Cristo, estão no Paraíso, e aguardam o Dia do Arrebatamento da Igreja, quando ressuscitarão para, junto com os que estiverem vivos, encontrarem o Senhor nos ares. (1Ts 4.13-17). 

 

Ora, se sabemos isso, qual é a razão de expressarmos o "desejo" de que "descansem em paz"? Resquício do catolicismo romano no meio evangélico!

Há, ainda crente que deseja "que Deus lhe dê um bom lugar"!

Não, gente; não dá!

 

Pelo jeito, faz décadas que, em muitas igrejas, falta uma boa assistência discipuladora! Acabou-se a EBD, já não há,"culto" regular de ensino bíblico!

Crente é discipulado; senão, o Senhor não daria à Igreja os mestres e os doutores. (Ef 4.11).


DEUS NÃO TEM CELEBRIDADES.


 


Algumas pessoas - poucas ou muitas - assistiram ao batismo de Jesus, no rio Jordão. Tais pessoas bem sabiam que aquele homem era o Cristo, por informação, dada por João em Mt 3.11; Mc 1. 7-8; Lc 3. 16; Jo 1. 26-27.

Porém, Jesus, depois de batizado, não discursou, não deu entrevista, não posou para foto. Ele, aliás, retirou-se, e foi conduzido para o deserto, onde seria tentado pelo diabo. Ninguém fez festa pelo batismo do Senhor.

A igreja atual comete grave erro, quando festeja o batismo de alguma "celebridade" no meio social.

Há alegria no céu por causa de um pecador que declara a própria miserabilidade e dependência do Salvador; não há festa por causa do destaque social que alguém possa ter. 

A Igreja também se alegra com esse evento; o destaque, porém, não vai para a pessoa do batizando, seja quem for!

A alegria não se dá, porque um "famoso" desceu às águas, pois não batizamos famosos; batizamos pecadores que reconhecem sua condição de pobres pecadores, agora, resgatados do pecado, por Cristo Jesus, o Senhor, mediante a conversão, confessada, a ele. (Rm 10. 9-10).

Esqueçam-se os batizandos de que, se outrora, o mundo os exaltava; agora, eles passaram a membros de um corpo que serve ao Rei dos reis e Senhor dos senhores.


ORAÇÃO QUE DESAGRADA A DEUS.





Não entendo que crentes, os quais se indignam contra a impiedade que cresce no Brasil, peçam a misericórdia de Deus para com os que insistem na vida ímpia.

 

Não se deve orar pelos que rejeitam ao Senhor; isso também é afrontar a Deus.

 

Os crentes devem orar pela Igreja brasileira e pelos que "querem" a Salvação, como fizeram os que ouviram a pregação de Pedro, no dia de Pentecostes (At 2.37) e o carcereiro carcereiro em Filipos (At 16.30).


VOCÊ, COM OS SALVOS OU COM OS PERDIDOS?


 




Um bem conhecido pastor - pentecostal, com apreciável formação em Teologia - disse não acreditar em que, no final de tudo, a quantidade dos que se perderam seja maior do que a dos salvos. Eis a expressão que ele usou: "Deus não perderia para o diabo".

 

Mas, quem disse a ele que Deus disputa almas com o diabo?

 

A humanidade, dotada, por Deus, de livre arbítrio, optou pela desobediência e pecou.


Por isso, ficou destituída da glória de Deus (Rm 3.23; Is 59.1-3).

 

Mas, na Carta aos Efésios 2.4-10, Paulo explica que Deus, pelo seu rico amor com que nos amou, reconciliou-nos, por intermédio de Cristo.

 

Todavia, o próprio Cristo, na parábola dos dois caminhos, desfaz o argumento daquele Reverendo.

 

Muitos são os que optam pela porta larga cujo caminho leva à perdição. (Mt 7.13-14).

 

Haverá menos salvos do que perdidos, porque a maioria dos seres humanos recusa a graça da Salvação em Cristo. Espero que esse não seja o nosso caso, amigo leitor!


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