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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

A PERDA DA INDIVIDUALIDADE CRISTÃ

A Igreja “ekklesia” é o Corpo místico de Cristo; entretanto, essa mesma Igreja não é, a priori, a nossa congregação ou denominação evangélica, uma vez que cada uma dessas instituições é apenas a parte material, visível, física, do Corpo invisível do Senhor. Aqui se detecta um problema tão incômodo quanto sério: a perda da individualidade responsável para com Deus.

Corpo é um organismo constituído de partes. Sabe-se que nenhuma dessas partes é mais - nem menos - importante no organismo. Deus vê a saúde do Corpo, por meio da saúde dos membros. A humanidade perdeu a glória de Deus, por causa do pecado de num indivíduo: Adão. O povo de Israel foi prejudicado por causa do pecado de Acã. Por causa dessa constatação, cada um de nós deve manter em ordem um relacionamento absolutamente pessoal com Deus.

Por outro lado, nosso envolvimento com a congregação, isto é, nosso senso de inclusão denominacional pode causar uma grave distorção na responsabilidade que nos atinge individualmente no relacionamento com o Senhor. Em vez de notarmos a nossa própria situação, transferimos o problema para a igreja, quando nela vemos problemas que, não raro, estão em nós pessoalmente. Como resultado disso, terminamos sendo empecilhos para a boa saúde de todo o Corpo.

Ensina o apóstolo Paulo: “Ora, vós sois o corpo de Cristo e, individualmente, um de seus membros” (1Co 12.27). Essa tradução, a Versão Brasileira, da SBB, 2015, oportunamente traduz do grego a palavra individualmente. A versão KJ diz: “Vós sois o Corpo de Cristo e, cada pessoa entre vós, individualmente, é membro desse Corpo”. Note-se a ênfase: “cada pessoa entre vós, individualmente”.

Existe uma tendência contemporânea de se apontarem os descuidos da “igreja”: é a igreja que não participa, é a igreja que não coopera, é a igreja que não comparece, é a igreja que não contribui. Como está mal a igreja (entenda-se a congregação ou a denominação)!

Mais prejudicial ainda é o fato de algumas lideranças não perceberem que entre os faltosos há os disciplinados: há joio, sim; mas Jesus recomendou cautela nesse assunto. Certos discursos ferem o coração de muitos fiéis e a situação fica mais complicada. Já ouvi líderes fazendo sermões duros e, para justificarem sua decisão, valeram-se da passagem em que Jesus foi severo em sua fala (Jo 6. 66-67). Acontece que não leram os versículos 67 e 68. Palavras de vida eterna só Jesus tem!

Certa ocasião, o diretor de determinada instituição de ensino chamava a atenção dos professores sobre os problemas que eles causaram no ano letivo anterior. Um dos colegas interpelou-o com relação aos que não causaram problemas. A resposta foi ríspida, desanimadora. Disse aquele péssimo administrador: “Vocês quererão ganhar uma medalhinha por isso?”. Se esse comportamento é reprovável no mundo corporativo, que se dirá na igreja!

Todavia, voltando à questão da perda da individualidade responsável para com Deus, é urgente, extremamente urgente, que todas as congregações, todas as denominações, instruam sobre a necessidade de que cada crente traga sobre si mesmo a responsabilidade de ser um saudável membro do Corpo místico de Cristo (não simplesmente alguém diluído na liquefação da instituição denominacional).  É nesse espaço vago - entre o individual e o coletivo - que se estabelecem a falsidade, a máscara, os relacionamentos meramente virtuais de que muitos se aproveitam para expor uma pseudosantidade; aí também nascem os grupos mantenedores de interesses particulares. Isso causa as dissensões, as tristezas e os desajustes na congregação.

É necessário temos um mesmo espírito, uma só maneira de agir (1Co 1.10). Essa uniformidade de vida não vem da determinação humana, mas tem como regra a infalível palavra de Deus, na qual cada crente alicerça o seu conviver pessoal com Deus.

Antes de ver o cisco que embaça a visão do nosso companheiro, devemos ver a venda que nos torna cegos (Mt 7.3). Devemos entende que o nosso mau relacionamento com Deus afeta todo o Corpo. Um membro doente faz padecer o corpo inteiro. Por isso não há sabedoria em se espancar o corpo pelo fato de a mão não estar bem. É necessário tratar a mão enferma. Sou eu uma mão, ou um pé, ou um braço, ou um dedo mínimo... Preciso estar saudável, para que o corpo não padeça.

Quando uma congregação está em crise, somente a reconciliação pessoal de seus membros para com Deus trará os efeitos desejados. Cada um veja como edifica (1Co 3. 10-14).

Ev. Izaldil Tavares de Castro.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

COMUNHÃO VIRTUAL É PRECÁRIA E PERIGOSA

A tecnologia da comunicação tem afetado todo o sistema de relacionamento social no mundo. Muitas pessoas não contam com a proximidade de dez amigos, mas contam centenas (ou milhares) de amigos (?) virtuais. Entre o indivíduo e a proximidade com o semelhante está a moderna "tecnologia da amizade".
Diz o Salmo 133.1: "Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!" Evidentemente o salmista não dispunha dos aparelhos e das tecnologias à disposição deste tempo. Todavia, já saboreava a vida social entre os irmãos. E conclui: "Porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre" (v.5).
A Bíblia também diz que nos últimos tempos "o amor de muitos esfriará". Ouso dizer que as relações meramente virtuais são uma forma de um amor frio, petrificado, ausente do outro, fingido e não profundo. O cristão sabe que o amor não deve ser fingido.
É pratica comum entre nós evitar a exposição da verdade em que sempre estamos mergulhados; por isso, ficou estabelecida a resposta clichê dada a pergunta sobre como se está: "Tudo bem!", a qual alivia qualquer responsabilidade do outro quanto à nossa realidade. Mas, continuamos "grandes" amigos no facebook!
Outro problema que vem engolfando os membros de quase todas as igrejas são os grupos sociais sem objetivo específico. Dão-se belos nomes a isso: "Homens em comunhão"; Mulheres Unidas", "Jovens de Cristo", entre outras verdadeiras camuflagens que evitam a verdadeira união. Os mesmos participantes dos grupos, não raro, deixam de cumprimentar-se nas igrejas que frequentam.
Outro grande problema é a porta que nisso se abre para a divulgação de fofocas, ou de mensagens não filtradas pela doutrina bíblica, opostas ao ensino que emana dos púlpitos. Não há dúvida de que o diabo anda der olho nesse espaço também, a fim de implantar o que é indevido e causador de confusão.
Devo esclarecer, neste ponto, que não me oponho a relacionamentos nas mídias sociais, mas eles só são válidos se banhados pelo verdadeiro amor cristão e sujeitos a finalidade claramente definida. Nesse caso, qualquer intromissão fora do padrão estabelecido deve ser coibida.
O amor cristão não se revela nas formas frívolas de tratamento, tão comuns entre algumas irmãs, quais sejam "minhas amadas", "queridinha" etc. É necessário perceber o cheiro de falsidade que essas formas petrificadas de linguagem exalam. Quando os apóstolos se dirigiam às igrejas, tratavam os conservos com a expressão "amados", mas o conteúdo de suas mensagens garantiam o tratamento. Os "amados e amadas" devem, de fato, ser amados!
É mister que se dê menos valor ao expediente nas mídias sociais, e se aplique mais atenção ao contato pessoal. As igrejas estão lotadas de pessoas que carecem de abraço, de aproximação, de cuidado cristão, que o facebook não é capaz de suprir.
É mister que o "amor seja não fingido"; seja o nosso olhar, prioritariamente, posto no olhar do irmão; não na tela do aparelho. Vale a pena atentar para o perigo do duvidoso "amor cristão virtual", mormente nos grupos sem finalidade mais específica que se vêm formando entre os irmãos.
"Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. [...] E perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar" (At 2.44; 46-47).
Vale lembrar o que disse, numa conversa com meu pai, há muitas décadas, um irmão alegre por ter-se convertido a Cristo: "A Bíblia educa, instrui e civiliza".
Ev. Izaldil Tavares de Castro.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

LIBERTOS, MAS NÃO NECESSARIAMENTE LIVRES.

Duas palavras interessantes: livre e liberto. Ambas remontam a um mesmo radical latino, líber, mas cada uma assumiu um sentido diferente, donde se depreende que o fato de alguém estar na condição de liberto não o põe, necessariamente, na condição de livre. Trata-se, pois, de nuances semânticas bem ligadas a um pensamento filosófico.

A forma livre, tanto quanto a forma liberto são - a priori - particípios irregulares dos respectivos verbos livrar e libertar, normalmente empregadas como adjetivo. Assim, diremos homem livre/homem liberto. Na condição de particípios verbais, obedecem à norma do emprego dos particípios nas conjugações perifrásticas ou compostas. Assim, tendo-se como auxiliares os verbos ter ou haver, serão empregados os particípios regulares: Ele tinha livrado/libertado. Com os auxiliares ser, estar ou ficar, emprega-se, em geral, o particípio irregular: Ele deve ser, estar ou ficar livre/liberto. Porém, não se tome essa última orientação como definitiva, considerando-se os aspectos semânticos envolvidos.

Voltando à questão inicial, vale a pena entrar no mérito semântico de alguém ser livre e ser liberto. Que é ser livre? Os melhores dicionários informam que se trata da situação em que alguém não traz sobre si nenhum jugo; trata-se de quem seja senhor de si mesmo, para decidir, realizar atos, e assumir total responsabilidade pelo que faz. Entenda-se, portanto, que o homem socialmente relacionado é livre, em tese, uma vez que todos estão sob o jugo da legislação de sua sociedade.

No aspecto da organização social, ou política, o homem livre será aquele que em tempo algum - ele mesmo, ou seus descendentes - foi escravo, isto é, jamais esteve à disposição ou sob imposições de outro homem. Nas civilizações antigas, Egito, Grécia e Roma, por exemplo, havia cidadãos livres (os senhores) e os escravos.

A civilização hebreia foi tornada escrava no Egito, até que Deus lhe providenciou a liberdade, por intermédio de Moisés. Algumas leis romanas também promoveram liberdade a escravos e, não longe de nós, a Princesa Isabel, de Portugal, assinou a discutível Lei Áurea, em favor dos escravos africanos, no Brasil.

Ora, de acordo com esse ponto de vista, os homens que viveram sob a escravidão não se tornaram homens livres; mas libertos. Assim, pode-se estabelecer a diferença conceitual entre ser livre e ser liberto. O livre nunca precisou de libertação.

Que é ser liberto? Entende-se por liberto aquele a quem se concedeu a liberdade, ou seja, aquele que, por meio da libertação, saiu da situação de escravo. O escravo não se liberta a si mesmo; pode, no máximo, rebelar-se contra a sua escravidão, mas não se livra dela.

O ser humano, no princípio, quando Deus o criou, recebeu do Pai a condição de ser livre. “E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente,...” (Gn 2.16 - grifo meu). A desobediência de Adão, por ter dado ouvidos a quem o queria escravizar, tornou-o servo, escravo do mal, sujeito à atuação da morte espiritual e física (Gn 2.17). A humanidade permanece escravizada pelo pecado. Os homens são carentes de libertação. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23).

A carência de liberdade humana só pode ser satisfeita pelo unigênito Filho de Deus, Jesus Cristo, o Senhor. Ele declarou: “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Disse ainda: “... e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8.32).

Bem, uma vez que toda a humanidade se tornou escrava do pecado, por causa da desobediência de Adão, Deus lhe apresentou um plano de liberdade: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

Nós, os que já aceitamos essa tão grandiosa dádiva de Deus, tornamo-nos libertados por sua graça. Nossa libertação não nos tornou livres, no sentido de nada dever a ninguém: quem foi libertado lembra-se de que fora escravo e deve a liberdade a quem o libertou! “Mas, graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça” (Rm 6.17).

Somos libertos, mas não livres, no sentido de independência que a palavra pode sugerir, porque agora servimos àquele que nos libertou. Somos livres em Cristo e para Cristo, que nos libertou!

Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36).

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A QUEM OUVIR: AO PAPA OU A JESUS?

As palavras do papa Francisco são tão importantes que "até" Jesus concorda com ele! Pelo menos isso é o que afirmou o bispo petista, Dom Angélico Sândalo Bernardino. A referida autoridade católica desnudou, em Aparecida, a veemência do seu lado petista, portanto, anticristão.
Inflamado em seu rubro discurso, o bispo afirmou que as palavras do Senhor Jesus, as quais criticavam os ricos exploradores dos miseráveis naquelas regiões, "...casam" perfeitamente com o que diz o papa Francisco. Expressamente diz: "... impressionante como a mensagem de Jesus casa bem com a palavra do papa Francisco!"
Que inversão desrespeitosa! Melhor seria que o papa Francisco dissesse palavras que casam com o que disse o Filho de Deus. Mas a fala do religioso deixa a inequívoca intenção de exaltar o papa e seu posicionamento esquerdista, "fazendo" que a mensagem do Senhor esteja em concordância com a voz papal.
Interessante é haver por aqui quem queira calar politicamente a palavra dos evangélicos, alegando que o Brasil é um país laico! Todavia, parece que a Catedral de Aparecida é território livre para as bandeiras vermelhas.
O bispo deveria saber que Jesus não fez pregação política, nem partidária. Ele mesmo declarou a Pilatos: "...o meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, lutariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas, agora, o meu reino não é daqui" (João, 18.36). Usar as palavras de Jesus para defesa de ideais políticos é agir como Pôncio Pilatos, que ignorava quem é o Cristo de Deus.
O bispo católico remete, ainda, a sua fúria contra o atual governo da República, e profere apoio irrestrito à prática de greves. Aplaude e incentiva a greve dos bancários. Que evangelho é esse? Não é do Reino do Mestre! Trata-se, sim, de um falso evangelho, sobre o qual o apóstolo Paulo advertiu, chamando-o de anátema, isto é, totalmente maldito (Gl 1.8-9) Diz, ainda, o apóstolo dos gentios: "Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho" (Gl 1.6).
Portanto, caso se considere que o Brasil é país laico, a homilia de Dom Angélico torna-se dispensável. Por outro lado, a mesma homilia mostra quanto a preeminência das palavras de Jesus foi posta à parte e violada em favor de Francisco.
Ev. Izaldil Tavares de Castro.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

CONVITE AO RETORNO

"... e, se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos; então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra" (2Cr 7.14).
As palavras acima registradas no Segundo Livro de Crônicas, na Bíblia Sagrada, não são palavras de homem algum; mas, Palavra de Deus! ...
De fato, elas não foram dirigidas especificamente a nós brasileiros; foram dirigidas ao povo de Israel. Um detalhe no texto, entretanto, aponta para a nossa inclusão: "... o meu povo, que se chama pelo meu nome..." . Quem é o povo, no Brasil, chamado pelo nome de Deus? Há no Brasil, reconhecidamente, um "povo de Deus"; um povo para quem Deus olha de modo particular; um povo "crente", voltado para a observância da Palavra de Deus, a Bíblia. Glória a Deus, que a mensagem divina é a nós destinada!
Há, no entanto, uma condição "sine qua non" para que se veja a atuação da potente mão de Deus em nosso favor neste solo brasileiro. Existe um "se", existe uma exigência irrevogável. Deus requer que o "seu povo" reconheça seu desvio, para isso, é necessário "humilharmo-nos"; é preciso que façamos um levantamento de nossos erros. Precisamos pedir o perdão do Senhor! Primeira exigência "se o meu povo se humilhar".
A segunda exigência divina: "orar" e "buscar a face do Senhor". A Igreja evangélica brasileira, há muito tempo, não "busca a face de Deus". Nas igrejas, quase não se ouve mais essa frase: "buscar a face de Deus". Desapareceram as reuniões específicas de oração. Trata-se de tudo: construção de prédios, compra de bens, formação de equipes para tudo, cursos, campanhas, cantores... Mas, onde ficou o "buscar a face de Deus"? Já há décadas desde que esse sentimento permeava o dia dos cristãos. Hoje, buscamos bênçãos, buscamos direitos, buscamos as coisas materiais. Estamos em grave pecado contra Deus! É exigida a conversão dos maus caminhos!
Fazer conversão é voltar; é não prosseguir no mesmo trajeto; fazer conversão é retornar ao ponto de partida. Quanto a Igreja tem andado à revelia da conversão? Deus exige de nós a volta, o arrependimento dos maus caminhos que temos trilhado.
Quando nós, o povo que se chama pelo nome de Deus, decidirmos ouvir as exigências do Pai Celestial, toda a vergonha, todo o vexame, todo o destrato, toda a desatenção serão banidos de entre nós. O Senhor apressará o julgamento dos maus, levando-os à ignomínia. Quando obedecermos a Deus, com relação ao exposto nessa passagem bíblica, Deus nos ouvirá; Deus nos perdoará; Deus nos curará; curará a nossa terra, para honra e glória do Seu Nome!
De outra forma, se nos mantivermos no caminho do mal, a vergonha e a destruição nos sobrevirão inapelavelmente.
Ev. Izaldil Tavares de Castro.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

DIFICULDADES ECLESIÁSTICAS DE NOSSO TEMPO

 A Igreja evangélica brasileira, mormente a pentecostal, sob a denominação absolutamente genérica de Assembleia de Deus, tem dado o que falar nas últimas décadas. Porém, os tempos mais recentes têm-se carregado de assuntos que apontam para graves sintomas de saúde cristã abalada. Tais sintomas são detectados já nos gabinetes episcopais, e espraiam-se até aos mais simples dos cafezinhos que antecedem o culto dominical.
Ao que parece, grande parte das destacadas lideranças neste âmbito eclesiástico resolveu "cercar a sua prórpria horta", fazendo mil peripécias para destacar-se de "hortas" alheias. Essa atitude
chega a lembrar o triste episódio de Uzá, o qual morreu, por agir contrariamente ao que Deus determinara quanto à arca da aliança (2Sm 6.6-7).
Com a prática de "cercar a horta", cria-se o mito de que "aqui mora a verdade, mas ali ou acolá, tudo está fora dos eixos". Mas todos nos dizemos crentes pentecostais e todos dizemos estar a serviço do Reino de Deus! Pode estar dividido o Reino de Deus na terra?
Lideranças em oposição engalfinham-se disfarçadamente (nem tanto) para destacar a sua obediência à "doutrina", a qual, por infelicidade, muitas vezes, nada mais tem sido do que pano de fundo para camuflagem de interesses pessoais.
Sendo esse um comportamento recíproco de lideranças antagônicas, sobra para os que se mantêm fiéis (à denominação, mas não a Cristo) uma postura de subserviência aos ditames de sua liderança, mas também de busca de espaços nessa hierárquia.
Produzida a alienação do povo, abre-se uma "grande porta para se ganharem almas"; não com interesse de fazê-las discípulas do evangelho de Cristo, mas discípulas dos interesses quase nunca explícitos de uma "organização".
Já em outra parte escrevi: quando as lideranças têm como objetivo seus interesses meramente pessoais, em detrimento do que ordenou o Senhor Jesus, conforme registra Mateus, 28.19-20, o povo sofre, dispersa-se, cambaleia, quando não cai de vez.
Vejo como absolutamente imprescindível, neste dias do fim, que toda a Igreja clame ao Senhor pela chegada de tempos em que todos os irmãos em Cristo, mormente os pentecostais - assunto destas linhas - sejam unidos por um único objetivo: cumprir a ordem do Senhor Jesus, fazendo discípulos (dele) em todas as nações, ensinando-os a guadar tudo quanto o Mestre ordenou.
No Céu, não haverá lugar para discussões sobre quem faz melhor, ou para quem se julga mais santo, nem mais conhecedor das riquezas celestiais. É preeciso que se comece o Céu na terra, com base na paz que o próprio Senhor Jesus deixou, quando disse: "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. [...] João, 14.27.
O apóstolo Paulo orienta para que a paz de Cristo seja o árbitro em nossos corações (Cl 3.15). Amém?
Ev. Izaldil Tavares de Castro