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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

JESUS TROUXE PAZ OU DISCÓRDIA?



“Não cuideis que vim trazer paz à terra, não vim trazer paz, mas espada; porque eu vim pôr em dissensão o homem contra o seu pai, e a filha contra a sua mãe, e a nora contra a sua sogra. E, assim, o inimigo do homem serão os seus familiares” (Mt 10.34-36).

Meu Deus! Jesus veio acabar com a harmonia que havia nas famílias, na igreja, na sociedade? Veio colocar-nos uns contra os outros de forma até agressiva, já que ele fala em “espada”?! A compreensão se torna mais difícil, porque ele mesmo mandou que nos amemos uns aos outros! Podem os que se amam confrontar-se, digladiar?
Somente a leitura mais atenta do restante do capítulo mencionado traz à nossa perplexidade o alívio necessário: Jesus nos exorta a colocá-lo e à sua doutrina sacrossanta acima de toda e qualquer consideração nesta vida. Aqui se consolida o primeiro mandamento: “Amar a Deus sobre todas as coisas”. Quem não cumpre esse mandamento já não cumpre a nenhum dos demais! Porém, o que significa “amar” a Deus?
Amar a Deus não tem relação com a nossa ideia de “querer bem”. De modo geral, queremos bem aos nossos amigos e familiares e, sendo “bonzinhos”, queremos o bem de todas as pessoas – o que não é necessariamente querer bem a elas! Já, amar a Deus significa a disposição humana de reconhecer no Pai a totalidade do poder de decisão, a totalidade da sua Glória e da sua Majestade. Deus não necessita de que ninguém lhe “queira bem”!
É necessário que entendamos que os meios termos, as meias palavras, as contemporizações usadas para tornar parcial qualquer atitude ou decisão são expedientes da fraqueza humana, jamais um expediente divino. Os decretos de Deus são imutáveis sob qualquer aspecto.
Isto posto, não há nenhuma referência de que Deus obrigue o homem a amá-lo em conformidade com o que acima já foi dito. Amar a Deus é questão de escolha! Eis, aí, o arbítrio! Eis, aí, a questão da espada a que Jesus se referiu. Não haverá paz entre o homem pecaminoso e o homem que ama a Deus; porque este agirá, sempre e em todo tempo, de maneira a colocar o Senhor antes de quaisquer outros interesses.
Por essa razão, o amor ao próximo está depois do amor a Deus. Esse amor não encobre o erro, nem busca amenizar aquilo que desagrada a Deus. Por isso, é que Jesus disse que trouxe a dissensão e a espada, isto é, a seriedade com que devemos tratar as atitudes que ofendem a Deus e à sua lei.
É essa a maior batalha que divide a humanidade: “o que serve a Deus e o que não o serve” (Ml 3.18). Não há guerra maior do que a preservação do amor a Deus, seja entre familiares, seja entre os irmãos de fé, seja no mundo exterior.
Quanto ao amar o próximo, a questão difere. Amar o próximo significa “querer o bem dele”, ainda que dele se receba o mal. Por quê? Porque pelo amor a Deus seremos imitadores de Cristo, o qual “morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).

“FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM”.



A Bíblia, no evangelho de Lucas, 22.8-20, relata a primeira Ceia. Naquele evento, o Senhor Jesus estabeleceu o fim de uma ordenança e, simultaneamente, instituiu outra. Chegara, portanto, o dia em que o Mestre finalizaria a cerimônia da Páscoa, que fora instituída por Deus para Israel, no livro do Êxodo, 12.1-11, e instituiria a Ceia: o grandioso evento em que o próprio Senhor se revelaria como o ponto central da relação do homem para com Deus! Revelava-se ali o “Caminho, a Verdade e a Vida” sem o qual ninguém vai ao Pai.
No versículo 19, Jesus ordena: “Fazei isto em memória de mim”. Logo, qualquer cerimônia da Ceia que não siga as instruções exatas de Cristo está em desacordo com a sua ordenança. Convém verificar se estamos participando de um verdadeiro memorial do Senhor!
O apóstolo Paulo, em 1Coríntios, 11.23-26 retoma a ordenança de Jesus, a fim de alertar os participantes com relação à santidade necessária para o ato. A rigor, Paulo não “ensina” como proceder à cerimônia da Ceia, mas instrui sobre como dela participar.
É errada a concepção de que o apóstolo dá instruções sobre a Ceia - isto foi feita pelo Senhor e, assim, devem elas ser observadas.
Jesus não mandou “abençoar” o pão e o vinho! Ele deu graças por esses elementos, tal como devemos dar graças pelos nossos alimentos. Pode-se concluir desse fato que o pão e o vinho da Ceia não são mais do que o alimento simbólico das nossas vidas espirituais. Eles são o testemunho de que continuamos ligados a Cristo e ao seu sacrifício em nosso resgate. Não participar da Ceia significa tornar-se alheio ao sacrifício do Senhor.
Cabe à Igreja zelar pela ordenança do Senhor, não transformando o culto da Ceia num evento distinto daquele modelo que Cristo instituiu. Não se consagra pão, nem vinho; não se introduzem elementos estranhos aos que o Senhor determinou. Não se dá à Ceia outra finalidade, a não ser aquela que Jesus determinou.
Não participemos de falsas ceias, a saber: “Ceia da cura”, “Ceia da prosperidade”, “Ceia da prosperidade”, “Ceia disto ou daquilo”! A Ceia é única e seu formado não pode exceder àquilo que está determinado claramente no evangelho de Lucas.
Quanto à carta de Paulo aos Coríntios, não se pode deixar de entender que ali não há determinação da prática Ceia, mas uma exortação à igreja de Corinto que, àquela altura, havia desvirtuado a orientação apostólica, vinda do Senhor Jesus.

UM VENTO MUITO ESTRANHO NAS PREGAÇÕES



Dentro da Igreja Evangélica deste século - refiro-me, antes, à instituição terrena - há uma verdadeira Igreja de Cristo, a ekklesia, conforme a transliteração do grego. Essa é a Igreja que Jesus disse que edificaria (Mt 16.18), guardando-a das portas do inferno. É, indubitavelmente, essa Igreja dentro da igreja que está na mira do Inimigo, o qual não descansa em sua pérfida tarefa de atacá-la de modo violento ou sutil (1Pe 5.8). Aliás, a sutileza é uma de suas armas de maior eficácia.
No Éden, Satanás não atacou a Eva de modo rude, mas usou toda a malícia de sua sutileza, a fim de obter o seu mau intento. Ele não desiste dessa arma perigosa.
Na bagagem de suas sutilezas perversas nunca falta a mesma arma que usou contra Eva: a indução à autossuficiência, ao engodo da importância e da vaidade que o ser humano pode ver em si mesmo (Ef 4.17). Ele sussurra docemente ao incauto que Deus criou todas as coisas por causa da importância que dá ao ser humano. Quando Jesus foi tentado no deserto, após quarenta dias de jejum, o inimigo não veio com ferramentas pontiagudas para atacá-lo. Ele veio como quem se preocupa com as necessidades do aflito, mostrou-lhe como o Pai o ama e pode socorrê-lo na angústia; na tentativa de um golpe fatal, uma possibilidade de que Jesus se tornasse senhor deste mundo, ainda que o Mestre não tivesse qualquer interesse por isso (Lc 4.2-12). “E, acabando do diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo” (Lc 4.13 – grifo meu).
Grande parte de nossas igrejas estão, distraidamente, deixando-se envenenar por pregações sopradas pelos ventos diabólicos; são as chamadas pregações antropocêntricas. E não são apenas pregações, mas também muitas canções domingueiras são bafejadas pelo engano do diabo.
Muitos púlpitos estão dando lugar a doutrinas falsas, trazidas por “pregadores” que, por má intenção uns; porém, por total despreparo bíblico, outros; servem de canal aos interesses malignos. Esses interesses causam gravíssimos males à congregação.
Em quantos cultos se espalha a mentira de que “você é importante”; de que “Deus criou um Universo para você”; de que “você merece o melhor desta terra”! Raramente se ouve a pregação feita por João Batista, a do arrependimento para remissão dos pecados. Já não se alerta o povo para a necessidade da salvação em Cristo, para o destino da alma, o qual será, necessariamente, Céu ou Inferno!
Com isso, veem-se cultos sem compromisso com Deus. Não há confissão de pecados, não há busca de perdão do Senhor, não há reconhecimento da nossa miserabilidade. A misericórdia divina, hoje, é vista como “dever de Deus”. Tudo se baseia em afirmar que há promessa! Todavia, não há nenhuma promessa divina apartada do dever do homem para com Deus.
Deus não criou o Universo para mim, nem para você; ele o criou - também a mim e a você – para o louvor da sua própria glória (Ef 1.11-12; 14). O resto é bafejo satânico saído dos púlpitos!
Precisamos entender que o primeiro passo para “termos o poder de sermos feitos filhos de Deus” é crer no seu Filho unigênito (Jo 3.16). Aqui “crer” é reconhecer e aceitar o senhorio absoluto de Cristo, a fim de tê-lo como Salvador. Ele só é Salvador daqueles que o reconhecem como Senhor.
O segundo passo consiste em nos compreendermos como tendo sido absolutamente carentes do perdão e da misericórdia divina, os quais foram demonstrados lá na cruz, onde Cristo pagou a nossa dívida, não para termos a garantia de herdeiros dos bens deste mundo (Jo 16.33); mas para sermos herdeiros de uma glória eterna (1Pe 1.3-4).

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

ADULTÉRIO OU ADULTERAÇÃO?



Ambas as palavras têm a mesma raiz latina. De adultério forma-se o verbo adulterar, o qual, por sua vez, forma o substantivo adulteração.
Quanto ao significado, o verbo adulterar dá noção de se produzir a alteração daquilo que é dado como correto, digno, justo, aceitável; Isto é, praticar-se a adulteração ou fraude de um documento, de um produto etc.
Por sua vez, a palavra adultério é empregada, bíblica e juridicamente na acepção de infidelidade conjugal. Ora, tal prática não foge do sentido de alguém agir fraudulentamente para com o contrato matrimonial. É fraudar um compromisso tido como inalienável.
Adultério é pecado moral (à vista do comportamento social) e pecado espiritual (à vista da Palavra de Deus). É necessário ter-se em mente a decisão divina sobre o casamento, registrada no Gênesis, 2.34-35. Ali, não há espaço para qualquer ação diferente. Daí, que nem mesmo a separação sem motivo biblicamente aceitável se recomenda.
Assim refletindo, a chamada “separação consensual” denota pecado de ambos os cônjuges contra Deus. Se um dos cônjuges impõe a separação não justificada biblicamente, esse tal comete pecado, não o dispensado do matrimônio. Nesses dois casos – o consensual e não consensual - não há adultério, se não houve(r) outro relacionamento conjugal - mas há adulteração ou fraude no contrato matrimonial, ocorrendo, assim, pecado contra a determinação bíblica já registrada.
Dessa forma, todo cristão precisa ser muito bem orientado na questão do casamento, o que dificilmente ocorre de modo sério na maioria das igrejas. Tudo que mais se ensina é “não se associarem a um jugo desigual”, cuja finalidade é apenas e tão somente evitar casamento entre pessoas de credos distintos. Claro que isso é perigoso, mas não é tudo! Dentro da própria igreja há inúmeros casos de jugos desiguais em vários pontos que não preciso enumerar aqui, mas são fatores de boa parte dos desacertos matrimoniais.
Eis aqui, uma enorme responsabilidade dos ministérios eclesiásticos. Antes dos chamados “cultos de casais” com finalidade de mostrar que “tudo anda bem” com os casais da igreja, é necessário que se criem projetos de orientação dos solteiros sobre o casamento e, outro projeto de ajuda aos casais em dificuldade escondidos nos bancos dos cultos dominicais.
Chega de culpar os que têm/tiveram problemas. É necessário ajudá-los a buscar o perdão de Deus para os seus pecados (sem considerar que o aqui mencionado é “o pior dos pecados”, digno de ostracismo) e reconduzi-los a um  familiarmente sadio.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Por que há tantos problemas entre o povo de Deus?


Introdução.

Ninguém discorda de que o cristianismo, em si, vive dias difíceis. Porém, as dificuldades internas superam as externas. Perseguimos mais do que somos perseguidos; atacamo-nos uns aos outros mais do que somos atacados pelos de fora.
Esse comportamento não é novo: a maldade do homem acompanha-o há tempo. A má índole só pode ser vencida pelo novo nascimento verdadeiro, de que falou o Senhor Jesus. João, 3.1-7.
O apóstolo Tiago, em sua carta pastoral, alerta os crentes judeus que dispersos, já se desviavam da verdade. São 5 capítulos de instruções para os crentes.
 “O descaminho é da ovelha; a recondução é do pastor”.
No 4º capítulo, veremos a questão da oração não atendida, por causa da intenção errada.

Texto bíblico: Tiago, 4.1-4.

 “De onde vêm as batalhas e desentendimentos que há entre vós? De onde, senão das paixões que guerreiam dentro de vós?
 Cobiçais e nada tendes. Matais e invejais, porém não conseguis obter o que desejais; viveis a brigar e a promover contendas. Todavia, nada conquistais, porque não pedis. E, quando pedis não recebeis, porque pedis com a motivação errada, simplesmente para esbanjardes em vossos prazeres.
Adúlteros! Ou não estais cientes de que a amizade com o mundo é inimizade contra Deus? Ora, quem quer ser amigo do mundo torna-se inimigo de Deus”.

Desenvolvimento.

1.   A ORIGEM DAS CONTENDAS ENTRE OS IRMÃOS: A VAIDADE PESSOAL E A AMIZADE COM O MUNDO.
Há “batalhas” entre o povo de Deus, e elas têm uma origem, segundo constata o texto lido: “originam-se nas paixões que guerreiam dentro dos crentes”. Há uma inquietação na alma do crente que descuida da Palavra do Senhor: é a guerra da “opinião própria”, da defesa, a qualquer preço, daquilo que ele tem como correto para a sua vida terrena. É necessário pautar a vida e as decisões pela Palavra de Deus.
O crente que vive em desacordo com as Escrituras torna-se vaidoso, arrogante, cobiçoso de destaque pessoal, mas nada conquista, porque passa a vida nessa batalha inglória. A Bíblia diz que tais pessoas não conseguem obter o que desejam.
Por que não alcançam? Porque não pedem. Porque não veem necessidade de se humilhar, de retroceder. Quando pedem, fazem um pedido errado, para satisfação do seu orgulho.

O texto, na edição RC (1995) chama tais crentes de adúlteros e adúlteras, numa demonstração de que o mal atinge a homens e mulheres! Mas expliquemos:
A palavra adúltero, no texto, não se refere à infidelidade conjugal. Adulterar é “modificar o que é correto”. No caso é agir de modo contrário aos ensinamentos bíblicos. Deus nos livre de nos tornarmos adúlteros quanto à sua Palavra, por causa da nossa infidelidade a ela!
Uma forma de adultério apontada por Tiago é a grave decisão de alguém se tornar “amigo do mundo”.
Tornar-se amigo do mundo é concordar com as pautas que o sistema oferece. É participar ativa e concordemente com aquilo que a Palavra de Deus refuta. O crente que se envereda por esse caminho assume, de modo claro, consciente, tornar-se inimigo de Deus. Quem diz isso? Este pregador? Não! É a Palavra de Deus: “Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (v.4).

2.   A ORAÇÃO QUE DEUS NÃO RESPONDE E A QUE ELE RESPONDE.
Deus responde a oração dos seus inimigos? Claro que não. Pobre da igreja que se torna inimiga de Deus, por causa do seu companheirismo com o mundo. “Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores, mas, se alguém é temente a Deus e faz a sua vontade, a esse ouve” (João 9.31).
A oração da igreja pode ser recusada? Sim! O povo de Israel teve inúmeras decepções em seu trajeto, por causa do pecado de um. Lembrem-se do pecado de Acã! Há pecados sabidos e tolerados! Vejam as Cartas às Igrejas em Apocalipse.
Que oração que produz efeito consolador? “a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tg 5.16).
Jesus nos ensinou a orar. Não quer dizer que façamos uma oração decorada, vazia de conteúdo. Mas a nossa oração deve sempre manter o conteúdo da oração que o Senhor ensinou. Ele ouve a oração do crente obediente.

CONCLUSÃO.
Para encerrar. Há o que fazer com os crentes que andam em claro desacordo com a Palavra de Deus?
Sim!
“Irmãos, se algum de entre vós se tem desviado da verdade, me alguém o converter, saiba que aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador salvará da morte uma alma e cobrirá uma multidão de pecados” (Tg 5.19-20).
Nosso papel é “procurar converter” com ensino da Palavra e admoestação doutrinária aqueles que se esqueceram da santificação (sem a qual ninguém verá o Senhor). Se o ímpio se converter Deus é benigno para perdoar. “O sangue de Jesus Cristo seu Filho nos purifica de todo pecado” (1Jo 1.7).
“Portanto, se voltardes os vossos corações para o Senhor, vosso irmãos, parentes e filhos encontrarão benevolência..., pois o Senhor vosso Deus é bom e compassivo, e não desviará o roso de vós, se vos voltardes para ele” (2Cr 30.9). Toda a Escritura nos ensina a salvar almas, a conquistá-las para o Reino. Mas não ensina a manter entre nós os ímpios que recusam a bênção da salvação. Aliás, a ordem é separar-nos deles. 1Co 5.9-13.
A Palavra de Deus nos convoca ao retorno. A nos lembrarmos do ponto da queda, a fim de prosseguir em santidade até o Dia da Vitória. Amém!





quarta-feira, 17 de outubro de 2018

A BIPOLARIZAÇÃO É O RESPEITO DE DEUS PELAS DECISÕES HUMANAS.


Leituras bíblicas: Dt 30.19-20; Mt 7.13-14; Salmo 1.
“Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois a vida, para que vivas tu e a tua semente, amando ao Senhor teu Deus, dando ouvidos à sua voz e te achegando a ele; pois ele é a tua vida e a largura dos teus dias...” (Dt 30.19-20).
“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela. E, porque estreita é a porta e apertado é o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mt 7.13-14).
“Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor e na sua lei medita de dia e de noite” (Sl 1. 1-2).
O mundo atual evidencia de modo inequívoco a bipolarização; ou seja, todos percebem a existência de dois lados em tudo. Deus, desde o Gênesis, colocou o homem nessa encruzilhada: a escolha. Ainda no Antigo Testamento, há o registro de um polo de bênçãos -
Gerezim-, e um polo de maldição – Ebal (Dt 11.29).
Se observarmos a estrutura de composição do Salmo 1, veremos que, há um homem abençoado por sua escolha (vv.3,6); por conseguinte, há um amaldiçoado no polo oposto (vv. 4-5).
Há um homem que não anda segundo o conselho dos ímpios (padrões políticos, sociais, religiosos deste mundo); nem se detém no caminho dos pecadores (não para a fim de apreciar as ilusões pecaminosas), nem se assenta na roda de escarnecedores (não comunga com aquilo com que folgam os maus).
O homem abençoado tem o seu prazer na lei do Senhor (v.2). Ele segue o padrão divino para as suas decisões. Vive entre os ímpios, mas não é ímpio; ele é o “sal da terra e luz do mundo”. Recusa a tudo quanto explicita oposição a Deus.
Por outro lado, o prazer do ímpio está em opor-se a Deus. “Disse o néscio no seu coração: Não há Deus” (Sl 53.1)
O salmista, provavelmente Davi, registra o resultado dessa bipolarização. Aquele que teme ao Senhor é como árvore plantada junto a ribeiros... (v. 3). O temente a Deus é próspero em tudo quanto faz. Se somos fiéis, somos prósperos – não necessariamente ricos materialmente; mas no melhor sentido da palavra.
Na outra extremidade, estão os ímpios: eles não são assim. O salmista afirma que o vento espalha a eles e ao que produzem. São infelizes, endurecidos, encaminham-se para a morte eterna (vv. 4-5).
Por fim, o salmista mostra que Deus observa o caminhar de uns e de outros (v.6). Deus vela pela sua palavra para cumpri-la: diante de nós propõe a vida e a morte. A sua misericórdia aconselha que escolhamos a vida!
O Senhor se compraz naqueles que ouvem a voz do seu Filho amado (Mt 17.5) e entram pela porta estreita que conduz à vida eterna.
A Igreja de Cristo compreende essa bipolarização, porque sabe que um dia o Senhor porá suas ovelhas à direita e os bodes à esquerda (Mt 25.31-34; 41). Amém!