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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

ONDE ESTÁ O TEU IRMÃO?

Os crentes evangélicos costumam tratar-se como "irmãos em Cristo". Essa forma de tratamento foi instituída pelo Senhor Jesus, como se lê em Mateus, 12.50. Os apóstolos largamente a empregam nas cartas que nos deixaram. No Antigo Testamento, o tratamento fraterno não tinha essa mesma conotação: ele evidenciava a consanguinidade. Agora, tornamo-nos irmãos, ao aceitarmos a redenção feita no Calvário. "Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome" (João 1.12). Paulo diz que "O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus". Somos, pois, irmãos!
Por outro lado, não é preciso explicar que a família de Deus é bem formada e recebe a instrução mais pura provinda da atuação do Espírito Santo em nossas vidas. Assim, sendo nós filhos na família de Deus, precisamos agir como tais. Todavia, quantas falhas cometemos a cada instante?
Não é verdade que todos nos tratamos com fraternidade. Nem sempre a nossa paz é a paz de Cristo. Ousamos selecionar os irmãos com quem simpatizamos, e evitamos, até com acinte, irmãos por quem não temos maior afeição, sem nos lembrar de que o mesmo Deus que paternalmente nos ama também ama o nosso próximo.
O Senhor Jesus ordena que não se preste culto, se houver desavença com o irmão. A ordem é primeiramente buscar a reconciliação, depois, cultuar (Mt 5.23-24). Mas não se entenda que, aqui, desavença signifique briga ou discussão. Desavença também é toda forma de se ignorar o outro.
Já é costume assentado que, terminado o culto dominical, cada qual se envolve em suas particularidades, durante toda a semana. Não há união, nem busca da amizade. Além disso, não raro, nem notamos a ausência de um irmão nas atividades da igreja. Isso também é esfriamento do amor.
Será oportuno que a Igreja do Senhor recobre a consciência dos primeiros cristãos, relativamente à comunhão (At 2.46-47). Vamos mostrar interesse pelos nossos irmãos! Vamos respeitar os nossos irmãos, e mostrar-lhes urbanidade! Vamos tratá-los como queremos ser tratados! Vamos ajudar os nossos irmãos por meio de nossa proximidade com eles no decorrer da semana!
Hoje, mantemos contato com o mundo todo por meio da Internet; mas não mandamos uma mensagem para um irmão que pode estar atravessando alguma dificuldade espiritual, material, ou mesmo emocional. Não é esse o comportamento que o Pai requer de seus filhos. Qual de nós iria à casa paterna para a costumeira reunião familiar, sem notar a ausência do irmão? Precisamos acordar, também, para a fraternidade!
Ev. Izaldil Tavares de Castro.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

UMA ALEGRIA ENGANOSA ENVOLVE A HUMANIDADE

Próximo passo do Brasil inconverso: Carnaval. A propaganda já começou no encerramento das Olimpíadas: o mundo está conclamado para se reunir aqui, na maior festa pagã, no próximo ano.
Quem se importa com a desgraça em que o país está mergulhado? Quem se importa com as multidões de mendigos que a cada dia tomam as ruas das cidades? Quem se importa com os corredores dos hospitais lotados de enfermos sem socorro adequado? Quem se importa com o crescimento espantoso da criminalidade, do vício e da violência física; ou quem se importa com a política nojenta que aqui é praticada?
Que Deus se apiede dos que o temem!
"E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do Homem: comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e consumiu a todos. Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam. Mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu fogo e enxofre, consumindo a todos. Assim será no dia em que o Filho do Homem* se há de manifestar" (Lucas,17.26-30). Quem tem ouvidos ouça.
*Jesus Cristo

domingo, 21 de agosto de 2016

O CRISTÃO E AS OLIMPÍADAS

"Não sabeis vós que os que correm num estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis". (1Co 9.24).
O mundo tem visto extasiado as belas competições nos Jogos Olímpicos. Mas poucos se lembram de que até chegar o momento da disputa, os atletas tem uma olimpíada, isto é, um período de quatro anos entre uma competição e outra. A olimpíada é um período árduo, trabalhoso, de incessantes trabalhos, regimes e treinos. Esse período é de abstenção de uma vida prazerosa em favor de um objetivo: a medalha de ouro.
As demais medalhas são valiosas, mas não as cobiçadas. Ninguém se prepara apenas para receber bronze. Todos lutam, mas poucos atingem o ideal. Muitos são convocados, mas poucos chegam ao êxito.
O apóstolo Paulo estabelece uma comparação entre as atividades dos atletas e a vida cristã. O cristão verdadeiro está convocado para ter um objetivo: alcançar a plenitude do conhecimento de Cristo.
"... até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo" (Ef 4.13).
Mas para que se alcance esse objetivo, é indispensável a disposição que tem o atleta olímpico em sua tarefa. Paulo recomenda que devemos correr com um objetivo: alcançar o prêmio da soberana vocação. O apóstolo dos gentios, homem de preparo secular apreciável, desconsiderou essa condição, trocando-a por algo superior: aquilo que antes lhe era valioso neste mundo passou a ser desprezado. "Mas, para mim, o que era ganho reputei-o perda por Cristo (Fp 3.7).
Todos vimos a dedicação dos atletas nessas Olimpíadas, no Brasil. Eles lutavam arduamente para atingir o maior prêmio possível; porém, só os mais preparados alcançaram tamanha glória. Para os vencedores, as horas de trabalho, esforço e treino transformaram-se na recompensa aguardada.
Como nós, os cristãos, estamos nos preparando para alcançar o prêmio da nossa vocação? Temos os olhos fixados no alvo, ou deixamos que os encantos desta vida nos roubem o preparo? Que será de nós, quando tudo quanto tivermos feito passar pelo julgamento? Alcançaremos o pódio da vitória ou sairemos rejeitados por causa do despreparo?
Estamos olhando para os nossos embaraços, quando deveríamos prosseguir? Melhor é refletirmos sobre o nosso momento e assumirmos a postura de Paulo, quando disse: "... Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Fp 3.12-14).
Nossa luta neste mundo chegará ao fim, por isso, devemos atentar para que aquilo que aqui nos é oferecido não se aproxima, sequer, das coisas que o Senhor tem preparado para nós. Prossigamos.
"Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor;..." (Os 6.3).
Ev. Izaldil Tavares de Castro.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

NÃO HÁ SABER SEM PRECEDENTE


O homem tem grande prazer em toda forma de conhecimento. Conhecimento é descoberta. Há em nós uma necessidade insaciável de saber, a qual já nos vem do berço e nos acompanha até ao túmulo. As primeiras atitudes dos bebês são as de adaptação ao mundo, por meio do conhecimento. Para o infante, a vida não se realiza - em primeiro plano - pelo reconhecimento (pois não há um dejà vu); realiza-se pelo conhecimento: o “start” da identificação.

O processo de identificação do mundo e das circunstâncias gera e é gerado pela curiosidade como num moto perpétuo. Na fase adulta, o homem continua a busca pelo conhecimento e, para atingir a satisfação de saber, faz do reconhecimento uma de suas ferramentas. O processo é cumulativo.

O diabo viu em Eva, a nossa primeira mãe, a possibilidade de induzi-la ao erro, deturpando-lhe a necessidade da descoberta. Enganada pelo mal, Eva teve manchada pela desobediência à determinação divina a satisfação do saber. Por isso, caiu na condenação de si mesma e toda a espécie humana. Talvez daí venha o dito popular: “A curiosidade mata”! Melhor será dizer que a curiosidade estúpida mata.

A nossa curiosidade, para produzir bom resultado, deve ser provida de sabedoria; isto é, ela tem de estar submetida a um precedente. Nada sabemos aprioristicamente; a curiosidade de Eva não foi sábia, já que ela não atentou para o precedente, que era a determinação divina. Não há conhecimento, nem ciência que se expliquem a partir do nada, o precedente determina o trajeto e o resultado da curiosidade. A isso chamamos circunstância.

Aos pais cabe servir de base para o saber dos filhos; assim também aos professores, para o saber dos seus discípulos e aos pastores, para o saber das ovelhas. Quanta responsabilidade para a formação dos precedentes.

Todavia, continuamos, como nossos primeiros pais, desconsiderando as bases, e formando para nossa própria infelicidade um pretenso saber. Hoje, todos já sabemos tudo. Não precisamos olhar para modelos, não precisamos atentar para instruções. Julgamo-nos capazes de traçar nosso próprio percurso. Continuamos vítimas do diabo, enquanto pensamos ter criado nossa cosmovisão. Ela, contudo, é particular, míope e pecaminosa. Não somos melhores que Adão e Eva.

A tecnologia em que estamos mergulhados dá-nos essa sensação de sabedoria enlatada. Já não precisamos queimar as pestanas nos estudos e pesquisas assessorados: tudo já nos vem pronto à mão. De nada precisamos saber, realmente. Mas, na verdade, nós nos tornamos arrogantes neste século! As mídias sociais são o espelho dessa arrogância fajuta. Temos o direito de dizer o que bem quisermos; mas, geralmente, sem pensar, sem precedentes que nos apoiem.

Abrimos mão de pais, de professores, de pastores. Somos ricos e de nada temos falta; todavia, não vemos a nossa condição de pobres, cegos e nus, como informa a passagem de Apocalipse. No tocante ao conhecimento bíblico, a situação é caótica, porque já dispensamos nossos pastores, nossas igrejas e nossas congregações; já nos tornamos capazes de “interpretar” a doutrina cristã por nosso próprio metro.

A sede de saber, que nos é inata, está conspurcada pelas enganosas armadilhas do Mal, que insiste em perguntar-nos: “É assim que Deus disse...?”, para em seguida falar: “Certamente não...”. O capítulo 3 de Gênesis não está num passado longínquo; está constantemente bem perto de nós, que desprezamos o precedente aviso e determinação do Pai Celeste.

Ev. Izaldil Tavares de Castro.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

O PENTECOSTALISMO NA PAREDE


Só os ingênuos, ou os que não se interessam pelo que ocorre no meio evangélico, ignoram a prensa em que a igreja pentecostal tem sido desesperadamente colocada por ferrenhos inimigos da passagem bíblica registrada em Atos, 2.38-39.

“E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo, porque a promessa diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor chamar”. (grifo meu).

O malefício espalhado por “essa gente” - uso a mesma expressão que regurgitou um eminente reverendo reformado, em texto que publicou hoje no Facebook – tem base num desprezo proposital da citação petrina em Atos 2. Na leitura daquela postagem, passo a passo vai-se descortinando a má fé odiosa do tal reverendo. É ler e perceber.

A primeira distorção transparece em que ele não cita qualquer denominação pentecostal ou não reformada, mas não age assim por respeito ou bondade, senão por má fé. Fica-lhe bem colocar toda e qualquer denominação evangélica (bíblica ou não) não reformada num mesmo balaio, o cesto dos que ele julga ignorar a teologia que ele próprio defende.

Aliás, essa atitude ensimesmada não o coloca na relação de bons teólogos, pois, rigorosa e aprioristicamente, não há uma teologia: há teologias. O pensamento e a inteligência humanos são uma dádiva de Deus para que o homem exercite o saber de modo incessante. O saber é, como eu já afirmei em outro texto, faccioso dentro dos parâmetros do bem.

O mencionado reverendo diz que há um “grande número” de jovens que o procuram para que ele os encaminhe para os estudos teológicos. Para ele esses jovens estão cansados das “balelas” trazidas por pastores (obviamente não reformados) cujos ensinos não têm apoio nas Escrituras Sagradas. Pode ocorrer isso? Sim, pode, sem dúvida!

O que deve ser recriminado, nesse passo, é a má-fé do reverendo. Talvez, parte dos tais jovens que vivem a procurá-lo em busca do alimento teológico tenham sede de estudar a Palavra de Deus. Mas, se são tão jovens, convém ensinar-lhes os rudimentos da Palavra; devem ser alimentados com leite; não com alimento sólido, que não compreenderão (1Co 3.2). Disse bobagem por má-fé o reverendo.

Se, por um lado, há reverendos reformados que instilam veneno contra a verdade pentecostal, há um, pelo menos, a quem conheço, com a percepção espiritual despertada para ver na “alegria pentecostal” uma necessidade para os amados irmãos reformados.

Dessa forma, fica registrada a insatisfação que as más intenções geram, quando servem de base a um discurso que outra finalidade não tem, a não ser o desprezo pela própria Escritura e por aqueles que bereanamente a seguem.

Cabe àquele aplaudido reverendo verificar com humildade que suas colocações ferinas nada têm com a defesa da Verdade, quando banca o franco atirador, fazendo vítimas do seu mau humor boa parte dos servos de Deus, enquanto promove a dissidência e o desrespeito. Saiba ele que, entre os pentecostais, há teólogos tão bem formados, que não substituem a inerrante Escritura Sagrada por todo o conhecimento teológico que possam ter obtido nos bancos acadêmicos.

Pentecostalismo verdadeiro é a manifestação do poder do Espírito Santo. Claro que não é a desordem, nem a criancice, nem as aberrações que se veem em alguns lugares pseudopentecostais. Mas esses desmandos não podem servir de mote para quem, por falta de argumento que confronte Atos 2, intente amealhar para si méritos de grande sabedoria teológica.

Ev. Izaldil Tavares de Castro.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

CRENTE PODE SER FACCIOSO?

Ser faccioso é fazer, promover ou participar de uma facção. A palavra facção significa partido, ou congregação dos que participam de um ideal distinto de outros; mas também, aplica-se a nomear um bando que provoca movimentos e ações contrárias à boa ordem. As notícias policiais não param de mencionar a expressão “facção criminosa”; sim, pois, nem toda facção é criminosa.

O ideário filosófico é necessariamente faccioso (no bom sentido), assim como o pensamento teológico. Nessa perspectiva, ser faccioso não é criticável, e todos o somos. Tanto o arminianismo como o calvinismo são facções que labutam em caminhos opostos no trato teológico. Exatamente por ser uma batalha no campo das interpretações, não pode servir de arma para se guerrear no palco das grosserias, o que vem acontecendo nestes últimos tempos.

Entretanto, porque já mencionei o “campo das grosserias”, não custa abordar a questão das facções intraeclesiásticas. Claro que, de acordo com o critério mencionado, há facções dentro das igrejas, e só ingênuos não veem isso, ou as veem com maus olhos (Mt 6.22-23). A questão é separar os bons e dos maus motivos das facções. Na igreja não pode haver maus motivos para facções; mas os bons são interessantes. O apóstolo Paulo, na sua Primeira Carta aos Coríntios, orienta contra a ocorrência de má facção. Ele tanto luta contra isso, que chega a rogar aos irmãos.

Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer” (1Co 1.10).

Que pedido paradoxal! Como pode o apóstolo dos gentios solicitar que entre pessoas não ocorra divergência? Para se aceitar a proposta paulina, é necessário que se adote um sistema monocrático; que se dê a um líder a decisão indiscutível sobre qualquer questão. Quem, sendo inteligente, se submeteria a uma proposta dessa? Em que Paulo se baseia para dar tal orientação à igreja? Vejamos em que ele se baseou:

“... e vos revestistes do novo homem, que se renova para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (Cl 3.10). “Assim, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revesti-vos de um coração pleno de compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. Zelai uns pelos outros e perdoai-vos mutuamente; caso alguém tenha protesto contra o outro, assim como o Senhor vos perdoou, assim também procedei. Acima de tudo, no entanto, revesti-vos do amor que é o elo da perfeição. Seja a paz de Cristo o juiz em vossos corações, tendo em vista que fostes convocados para viver em paz, como membros de um só corpo. E sede agradecidos...” (Cl 3.12-15).

Note-se que Paulo apresenta quem deve dar a palavra final, irrevogável nos nossos desencontros, que são normais, humanos, por isso, sujeitos às discussões. Ele diz: “Seja a paz de Cristo o juiz...”, outra versão emprega o nome “arbitro”. Discussões de pontos de vista podem formar boas facções, as quais engrandecem a articulação do pensamento, uma vez que Deus nos criou à sua imagem e semelhança, atribuindo-nos (a todos e não a um) a faculdade de raciocinar. Mas, devemos, então, então facciosos? No bom sentido do termo, sim.

O termo “faccioso”, usado por Paulo alude a “egoísta” (Rm 2. 8); divisor, contendor (Tt 3.10). Tiago também usa o termo para designar o egoísta (Tg 3.14). Esses, evidentemente, não têm o Espírito de Cristo como árbitro. Trata-se do faccioso que não agrada a Deus. Distante da instrução bíblica, o cristão facilmente se agrega a uma facção perniciosa à igreja.

Nós, os crentes, temos a vaidade de afirmar que “andarmos em conformidade com a Escritura”. Mas essa mesma vaidade tira o brilho da verdade. Sem que nos demos conta, cometemos erros pueris (mas desastrosos) quanto à Palavra de Deus. Não atentamos para a humildade pessoal recomendada pelo próprio Paulo. Somos defensores de nós mesmos, de nossas ideias, de nossas conclusões pessoais e ferimos nossos irmãos que discordam de nós acertadamente ou não. Criamos facções reprováveis, e, dessa maneira, estabelecemos enfrentamentos; vivemos digladiando em defesa aguerrida da “nossa honra”, da “nossa moral”, da “nossa palavra”, do nosso “conhecimento da Palavra de Deus”.  Estamos em defesa do “nosso”. Essa, porém, não é a recomendação do Senhor para nós.

Seja a paz de Cristo o juiz em vossos corações”. Não somos nós os juízes, não somos nós os ditadores. Caso sejamos ofendidos, o remédio é compreender que “Todos nós andamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos” (Is 53.6). O Senhor Jesus foi humilhado por “todos” nós; porém não abriu a sua boca em defesa própria, porque humildemente sofria por nós “todos” (Fp 2.8). Se, verdadeiramente somos cristãos, se somos seus discípulos, não nos cabe a defesa de nossa razão, ainda que nos valhamos de textos bíblicos como aval de nossa reivindicação. É necessário que nos humilhemos perante o Senhor e, em seu tempo, ele nos recompensará (Tg 4.10). Não troquemos a coroa da justiça (2Tm 4.8) pela coroa da nossa vaidade. Amém.
Ev. Izaldil Tavares de Castro.