Em muitos casos, entre os crentes, o inventário (lista) dos vocábulos (palavras) de nossa língua assume, para eles, significados bastante específicos; incluem-se como gírias, no sentido do seu uso particular, inerente ao grupo social que os usa.
Tomemos, aqui, a palavra "culto", cujo significado deriva do verbo cultuar. Lembremos que, aqui, a nossa palavra "culto", nada tem a ver com o homônimo, o adjetivo masculino, "culto", o qual está ligado à noção de "cultura".
Neste caso, o substantivo abstrato a que me refiro, denota, primeiramente, o ato de cultuar:
1) prestar adoração a Deus;
2. homenagear a alguém ou algo (e.g., culto à memória de alguém, culto à Bandeira etc.).
Entretanto, no jargão evangélico, a palavra "culto" foi esvaziada do sentido original e passou a ser usada no sentido de reunião.
Então, foram criados diversos "cultos": da família, de doutrina, de jovens etc.
Essa metamorfose semântica trouxe o grave problema de as pessoas não valorizarem o mais sério significado da palavra: adoração e louvor ao Senhor!
O significado de uma palavra não se torna banalizado por si mesmo, o que o vulgariza é o emprego que o usuário coletivo lhe atribui.
Os crentes - picados pela mosca azul da mistura com a vida secular, que a tudo banaliza - terminam por não darem a devida atenção ao que eles vêm fazer no templo.
Portanto, é conveniente que se esclareça à igreja (e a muitos líderes) esse novo sentido da palavra.
Logo, é indispensável entender "Culto da Família" como "reunião da família" PARA CULTUAR A DEUS.
Assim, Culto de Jovens, de Senhoras, de Varões...
Logo, não há "Culto de ensino"; "culto doutrina" etc., já que essas não são reuniões com finalidade de "cultuar" a Deus; mas, de preparar a igreja na vida cristã.
Se esses pontos fossem ensinados nas igrejas, não haveria a pueril confusão entre Igreja e igreja; templo e templo, entre outras meninices.
Pensemos!


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