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segunda-feira, 27 de março de 2017

NÃO BASTA SER ESPOSA DE CÉSAR...

Reza a lenda, como gosta de dizer meu amigo Magno Paganelli, que Pompeia, esposa do imperador romano, César, fora suspeita de adultério. Nada, porém, se comprovou do suposto adultério; mas o imperador divorciou-se dela.
Inquirido sobre sua decisão, teria dito algo assim: "Não basta que seja mulher de César, tem que parecer mulher de César".
Nossos dias não têm dado importância ao "parecer"; basta "ser", e pronto.
Há muitas décadas, os bem colocados hierárquica e socialmente amam dizer: "Sabe com quem está falando?". Essa frase é suficiente para fazer calar o interlocutor, ainda que esteja pleno de razão. Tal comportamento é recorrente entre os "nobres" da política nacional; porém, a mais cruel constatação é que ela vigora no ambiente religioso que se diz cristão.
Erradamente, muitos "apóstolos" bispos ou pastores-presidentes, em diversas denominações de administração episcopal, colocam-se acima do bem e do mal; tornando-se seres inatingíveis no pedestal em que se põem. Aos circunstantes, cabe-lhes aceitar, crer e defender o que lhes dizem "suas santidades".
Os tais líderes apropriam-se de recortes do texto bíblico como se usam repelentes de mosquitos: "Se Deus é por nós, quem será contra nós", ou "não toqueis nos meus ungidos"; por aí vai a defesa da autoridade de que se apossam.
Dessa forma eles espalham o medo de um pretenso castigo, a fim de empanar quaisquer que sejam os seus inescrutáveis desígnios. Fazem-se cercar de um séquito interesseiro, covarde e mal intencionado, a fim de garantir-lhes a "cathedra", de que usam e abusam.
Mas, não basta ser pastor; é necessário parecer pastor, andar como pastor, agir como pastor. É necessário ter a limpidez de atitudes exigida ao pastor. Não basta ter o cajado na mão; é necessário possuir qualidades que lhes justifiquem a
posição.
É prioritário entenderem os tais que não merecem crédito porque são pastores; são pastores enquanto merecem crédito.
"Porque vós mesmos sabeis como convém imitar-nos; pois que não nos houvemos desordenadamente entre vós, nem de graça comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós; não porque não tivéssemos autoridade, mas para vos dar em nós mesmos exemplo, para nos imitardes" (2Ts 3.7-9).
"Em tudo te dá como exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, linguagem irreprensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós" (Tt 2.7-8).
O apóstolo nesse versículo deixa claro que o mau procedimento de um pode atingir a todos: ele aconselha a Tito como o jovem pastor deve proceder (pessoalmente), para que o inimigo não tenha o que dizer "de nós"!
Essa é a razão (o mau proceder de uns) por que tanto se escandaliza a vida cristã de nosso tempo; os despautérios de alguns dão azo a que o inimigo da obra de Deus tenha ferramenta com que atacar a todos.
Não bastar ser pastor: é necessário viver como pastor.

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