Translate:

Pesquisar este blog

Receba as atualizações do blog em seu e-mail:

• Arguivo do blog

sábado, 10 de dezembro de 2016

MINISTÉRIOS E DENOMINAÇÕES. DE QUE SE TRATA?

 Uma das palavras mais usadas nos meios evangélicos pentecostais e neopentecostais é ministério, ainda que grande parte dos falantes ignore o verdadeiro sentido disso. Outra palavra paralela a ministério é denominação. Que diferença há, quanto ao emprego desses vocábulos no seio do cristianismo?
Convém observar, a priori, que a Bíblia não se opõe à constituição de igrejas, denominações ou ministérios. Para se comprovar tal afirmação basta que se leiam as cartas do apóstolo Paulo e também as Cartas registradas em Apocalipse, dois e três.
Ministério, originalmente, significa a posição daquele que ministra que exerce o mester (palavra oxítona); isto é, aquele que serve a uma causa; por isso, chamado ministro. Assim se reconhecem as pessoas designadas para atuar na causa evangélica, conforme registra a passagem bíblica, em Efésios, 4.11; a saber: os pastores, os missionários, os evangelistas, entre outros. Não obstante, porém, o fato de que nem todos os “ministros” assim reconhecidos estão nas condições do texto bíblico.
Por outro lado, é necessário lembrar que os vocábulos admitem sentidos diversos, em conformidade com a circunstância de seu emprego. Note-se que, atualmente, o próprio adjetivo evangélico identifica o indivíduo cristão que não é seguidor do catolicismo romano. Porém, em sua origem, a palavra não é demarcadora de opção religiosa.
Depois da Reforma Protestante, as igrejas dela advindas assumiram as suas identidades teológicas e litúrgicas, gerando as denominações, ou seja, nomes próprios que as identificam. A variedade de denominações evangélicas (inclusive as que assim se dizem) é enorme.
No grande espectro denominacional, destaca-se - no pentecostalismo – a Assembleia de Deus, fundada no Brasil, pelos idos de 1911. Essa igreja, no decurso de seus 100 anos, gerou o que se pode chamar de filiais, para que se dê melhor compreensão do fenômeno. Essas aqui chamadas filiais constituíram ministérios, os quais se arrogaram o direito de uma administração própria, ainda que não houvesse propósito de qualquer alteração doutrinária. Tratava-se apenas de independência geográfica e administrativa. Surgiu, assim, uma denominação pluralizada: as Assembleias de Deus.
Essa pluralização denominacional tem gerado muitos conflitos na área da doutrina assembleiana, uma vez que a cada dia se multiplica o número de pseudoministros gananciosos, mal intencionados, teológica e biblicamente despreparados, os quais fundam as “suas Assembleias de Deus”, com o acréscimo de um epíteto. É também desse desvio que surgiu a maioria das chamadas igrejas neopentecostais, obras geralmente maléficas, que conspurcam a verdadeira mensagem do evangelho de Cristo.
Por causa de toda essa expansão desgovernada, as palavras denominação (nome jurídico de qualquer igreja) e ministério (designação da atuação de uma igreja) assumiram um elevado grau de importância, a partir de que identificam as boas e as más obras na seara do chamado pentecostalismo, onde vicejam o trigo e o joio. Somente a colheita separará um do outro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário