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quarta-feira, 27 de julho de 2016

MEMBROS DO CORPO OU MEMBROS DA CORPORAÇÃO?



“Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular” (1Co 12.27)

 

 

É do apóstolo Paulo a analogia da constituição da Igreja de Cristo com a noção de corpo. A partir desse princípio, o escritor da Carta aos Coríntios estabelece a relação de cada crente com a Igreja que o Senhor instituiu neste mundo. Por isso, ele declara que o conjunto dos salvos forma o corpo de Cristo, ressalvando que, de modo particular, individualmente, cada qual é um membro. Esse dado também torna evidente a passagem em que Jesus diz: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda vara, em mim que não dá fruto, ele a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto” (Jo 15.1). A Igreja é o corpo de Cristo, o qual é a cabeça desse corpo - a videira verdadeira, cuidada pelo Pai. O Pai cuida da Igreja de Cristo, por conseguinte, sendo nós as varas, o Pai cuida de nós. Glória a Deus!

Os membros do corpo têm funções a cumprir (Rm 12.4), pois as varas precisam produzir frutos. Para isso o Pai as limpa, a fim de mais produzirem. Todavia, as infrutíferas são cortadas do corpo. Ser membro do corpo impõe ser produtivo!

A Igreja é o conjunto universal dos resgatados por Jesus Cristo, por meio de sua morte na cruz e sua ressurreição ao terceiro dia. Esse conjunto, formado por pessoas de “toda tribo, e língua, e povo, e nação” (Ap 5.9) cuja lista está no Livro da Vida, é o Corpo de Cristo.

Neste mundo, o corpo de Cristo forma um rebanho, que cumpre as suas ordenanças (batismo e a Ceia do Senhor) e que, normalmente, desde o dia de Pentecoste, congrega-se em vários lugares, hoje denominados “igrejas”, ou seja, templos que, juridicamente organizados por força de lei, formam as denominações cristãs. Essas denominações agregam os seus membros, os quais, diferentemente da relação espiritual acima mencionada, tornaram-se participantes (membros) de uma corporação.

Chama-se corporação a um conjunto de pessoas com alguma afinidade, as quais se organizam em associação, constituída segundo a legislação do país em que estiver. Assim, a “igreja-denominação” não é entidade espiritual, mas social. Neste caso, os seus membros podem estar, ou não, na condição dos membros do corpo de Cristo. Os que se incluem no segundo caso tornam-se “varas tiradas da videira” (Jo 15.1).

Ultimamente têm surgido grupos que julgam acertado excluir-se de sua igreja-denominação, ficando ausente da comunhão com os irmãos. Tal expediente a Palavra de Deus não apoia. Quem está ligado ao corpo de Cristo necessariamente está ligado a uma igreja-denominação, na qual reparte o conhecimento bíblico e dele se alimenta também. O membro do corpo de Cristo louva a Deus na congregação. “Então declararei o teu nome aos meus irmãos; louvar-te-ei no meio da congregação” (Sl 22.22) “E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus. Amém!” (Lc 24.53 – grifo meu).

Conclui-se, portanto, que há um corpo de Cristo, a Igreja, contra a qual as portas do inferno não terão vitória (Mt 16.18), e há corporações*: entidades cristãs que congregam os seus afiliados, esses podem, até mesmo, não ser membros do corpo de Cristo, os quais só o Senhor identifica, porque só ele conhece os corações.

Ev. Izaldil Tavares de Castro.

 

 

*Nas corporações ocorre inevitavelmente o corporativismo, e isso pode ser boa ou má prática. Será boa prática, se o corporativismo se resumir à preservação dos princípios basilares de sua constituição. Será ruim, se ele servir a outros fins de natureza política. Convém ler Romanos, 8.35.

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