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sexta-feira, 22 de julho de 2016

CUIDADO COM O SEU DINHEIRO!


O ser humano tem natureza rebelde. Sua propensão é a prática do erro, por causa da herança adâmica. Deus alertara a Adão, quanto às consequências da infração daquilo que lhe fora determinado (Gn 2.17-18). Cometida a desobediência, toda a geração humana ficou contaminada pelo mal. Adão não previra a extensão de seu desajuste; toda sorte de desvio maligno instalou-se no caráter humano, ora morto em sua relação com Deus.

Sem amor a Deus, o ser humano destinou seu amor a si mesmo e às coisas terrenas, de modo tão intenso, que ficou dominado por sentimentos que lhe roubam a nobreza, a paz e a felicidade. Entre esses sentimentos projeta-se o amor à riqueza material, a avareza incontrolável.

Incapaz de bem conduzir e de refrear os seus sentimentos, o homem tem agido instintivamente guiado pela concupiscência, que é a corrupção de sua mente, levando todas as gerações às mais terríveis consequências. O mundo cresceu demograficamente e, com ele, uma enorme ansiedade pelo poder e pela riqueza de bens materiais. As sociedades formaram-se em cima do poder da riqueza, promovendo a distinção social, apoiada no poder econômico e financeiro de cada indivíduo. Maior poder de domínio é dado àquele que tem mais.

O homem descobriu meios de sobrepor-se ao seu semelhante: acumulou terras, gado, dominou regiões, usou a inteligência e a aplicou ao preparo intelectual, sempre tendo como objetivo a dominação do outro. Nessa tarefa desonesta de dominação, exercida tanto pelo indivíduo quanto pelo Estado que ele mesmo construiu, apareceu a moeda corrente, representando o valor com que o homem pode manipular e gerir as relações com toda a humanidade.

O dinheiro, então, passou a ser o meio pelo qual o ser humano extrapola quase todas as suas más intenções. O dinheiro tornou-se o deus da humanidade perdida de Deus. O homem anseia pelo dinheiro, vive pelo dinheiro, trabalha pelo dinheiro, rouba para ter dinheiro, mata o semelhante por dinheiro. Tudo quanto devia levar os indivíduos à busca de Deus, leva-os, agora, à busca desse deus miserável, mostrando quão tola é a humanidade.

Mas não é a espécie monetária, em si, a causadora de males; ela é algo neutro, serve apenas como instrumento que os homens maus utilizam para a prática dos seus pecados. As armas de fogo não são ruins nelas mesmas; elas são simplesmente o instrumento que a humanidade criou para praticar seu instinto assassino. As coisas não são más; o homem não regenerado é mau.

Quando Deus prometeu a Abraão dar-lhe riqueza abundante, informou-lhe que ele seria uma bênção (Gn 12.2). Abraão não seria apenas abençoado; ele seria “uma bênção”, evidentemente, para outras pessoas. Hoje, procura-se muito mais ser abençoado do que ser bênção!

No Sermão da Montanha, Jesus alerta contra o amor ao dinheiro e contra a ansiedade pelas coisas materiais Diz o Senhor: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque, ou há de odiar um e amar o outro; ou se dedicará a um, e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom”¹ (Mt 6.24). Quanto à ansiedade pelos bens da vida, Jesus dá instruções maravilhosas nos versículos seguintes, do mesmo capítulo.

¹mamom é um termo aramaico que nomeia dinheiro e bens valiosos.

Paulo, apóstolo, declara que “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males” (1Tm 6.10). Por causa desse apego morreram Ananias e Safira, Judas traiu a Jesus, e suicidou-se. Por causa desse apego, milhões de pessoas em todo o mundo têm matado, têm-se suicidado, têm roubado. Por essa causa nações entram e cruentas guerras, governos escorcham com impostos a população que os sustenta e até falsos religiosos criam entidades para arrecadarem o vil metal que os enriqueça. A maldade gananciosa do homem leva-o ao inferno!

Para aqueles que amam a Deus e lhe obedecem, a quantidade de bens materiais (que lhes proveio dignamente) é recurso com o qual se tornam uma bênção. Para esses tanto o muito quanto o pouco têm a mesma medida, porque a utilização é sempre proporcional ao que têm. Aí está o segredo do que seja vida próspera. A prosperidade do cristão está no equilíbrio entre o que satisfaz às suas necessidades e a obediência aos preceitos divinos. O cristão sabe que, se Deus cuida das aves do campo, não há dúvida de que ele proverá a sua prosperidade. Diz o salmista que o justo será com a árvore frutífera, plantada junto ao ribeiro: tem folhas verdes e dá bons frutos. Também diz que os incrédulos, desobedientes e afastados de Deus, são como a palha que o vento leva e nada lhes fica.

Medite sobre a sua relação com os bens, com o dinheiro; não deixe que essas coisas se tornem o deus de sua vida, ainda que você se declare cristão.

Ev. Izaldil Tavares de Castro.

2 comentários:

  1. Muito bom texto, autêntica refutação à Teologia da Prosperidade propagada pelos televangelistas.

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  2. Muito bom texto, autêntica refutação à Teologia da Prosperidade propagada pelos televangelistas.

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