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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O PERIGO DE SER DONO DE UMA VERDADE


As mídias sociais vêm-se tornando um campo minado. É certo que por elas fica garantido o direito de expressão a todo cidadão. Atualmente aborda-se todo e qualquer assunto (quer se domine ou não, isso pouco importa); comenta-se o que bem se entende, e sente-se o gosto do pleno exercício da cidadania e do direito individual. Mas, parece que não é bem assim!

Diz um velho adágio popular, também usado pelo ilustre Machado de Assis: “Não vá o sapateiro além das sandálias”, em latim, “Ne sutor ultra crepidam”. Mas, hoje, há sapatarias inteiras a opinar sobre assuntos que nem de longe lhes dizem respeito. O importante é “o que eu acho” sobre o assunto.

Aí é que está o perigo: quem acha não sabe; logo, que se cale! Quem acha não comenta, pois não tem comentário a fazer, e isso não é vergonhoso. Vergonhoso é meter-se em lugar que não lhe cabe. Numa democracia, a expressão é politicamente livre; mas, eticamente restrita.

Nos assuntos relativos à igreja evangélica, as pessoas apossaram-se de tal liberdade de “opinião” que chega a depor contra o bom senso evangélico brasileiro. Muito crente calado passa por maçã de ouro em salva de prata! Muitos envergonham o próprio cristianismo que intentam defender.

Hoje tudo se faz e tudo se expõe em nome de um “evangelho”. Bem por isso, Paulo, aconselha sobre os evangelhos (e evangélicos) anátemas. Por causa disso, fala-se, prioritariamente, mal de todas as igrejas, de todas as doutrinas (sejam adequadas ou não). Achincalham-se, praticamente, “todos” os pastores, desde que não se comungue com as orientações deles. Ora, se alguém se recusa a ser membro de uma igreja por discordar de orientação religiosa ou bíblica, basta a recusa, mas não cabe fazer comentários tão absurdos com absurdos são certos comportamentos  ditos eclesiásticos.

Não há dúvida de que este país está infestado de falsas igrejas evangélicas, não há dúvida de que há lideranças ridículas que arrebanham gente insana. Porém, que a crítica a tudo isso seja pertinente, apologética, baseada na doutrina bíblica. Enfim, a crítica deve ser feita por críticos, não por neófitos carregados de vaidade pseudoteológica.

A Bíblia relata a passagem do joio semeado no trigal (Mateus, 13.25). O pai de família não permitiu que seus empregados ceifassem o joio para não arrancarem também o trigo, o que seria prejuízo. Porém, muitos querem bombardear publicamente e por motivos menos importantes a “seara alheia”. Que há joio há! Mas está alguém autorizado a mexer na plantação? Muitos dizem que vão tirar “daquela seara” o trigo, para que não se contamine. Ora, se é trigo, não se contaminará com o joio. “Deixai-os, até que os ceifeiros autorizados façam a limpa” diz o pai de família.

Também a Bíblia relata as palavras de Jesus a respeito daqueles que pretendem apontar o cisco no olho do vizinho, quando, na verdade, têm uma venda em seus próprios olhos. É bom pensar e ouvir o ditado: “Sapateiro, não passe das sandálias!”.

Ev. Izaldil Tavares de Castro.

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