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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

QUE TEM ALEGRIA COM TEMOR E TREMOR?

 

Celebrai com júbilo ao Senhor, todas as terras. Servi ao Senhor com alegria; e entrai diante dele com canto” (Salmo 100. 1-2).

 

 A Bíblia trata da necessidade de que o homem sirva a Deus com alegria. O serviço a Deus é uma forma de o homem louvar a grandeza do Senhor. Servir alegremente ao Altíssimo é uma necessidade humana. Trata-se de uma necessidade intrínseca; não pelo sentido de obrigatoriedade que a palavra encerra; mas pela percepção que se tem das maravilhosas benesses dadas à humanidade por Deus.

Alegria é júbilo, contentamento, satisfação extrema da alma; a alegria desperta a gratidão que toda alma vivente deve ao Senhor. De Deus provém toda a boa dádiva para a humanidade. É comum que as pessoas se acomodem no bem-estar; sintam-se imensamente felizes na contemplação da exuberante Natureza que lhes inspira os mais admiráveis poemas; exultem nos instantes de convívio feliz com seus semelhantes. Tudo isso leva o homem à exaltação da beleza que o circunda; mas grande parte das pessoas não se comove para a gratidão devida ao Doador de todo o bem.

O salmista Davi, o mais ilustre compositor e cantor das maravilhas de Deus, assim se expressa:

 

Eu te exaltarei, ó Deus, rei meu, e bendirei o teu nome pelos séculos dos séculos e para sempre. Cada dia te bendirei, e louvarei o teu nome pelos séculos dos séculos e para sempre. Grande é o Senhor, e mui digno de louvor, e a sua grandeza inescrutável. Uma geração louvará as tuas obras à outra geração, e anunciarão as tuas proezas. Falarei da magnificência gloriosa da tua majestade e das tuas obras maravilhosas. E se falará da força dos teus feitos terríveis, e contarei a tua grandeza. Proferirão abundantemente a memória da tua grande bondade, e cantarão a tua justiça. Piedoso e benigno é o Senhor, sofredor e de grande misericórdia. O senhor é bom para todos, e a suas misericórdias são sobre todas as suas obras...” (Salmo 145. 1-9).

 

Não houve, nem há quem dedique louvores a Deus mais do que o rei Davi. Não houve, nem há quem melhor do que ele compreenda a necessidade que a alma tem de engrandecer a Deus com alegria.

 

 

“Servi ao Senhor com temor e alegrai-vos com tremor” (Salmo 2.11).

 

A partir do que diz o versículo acima, não se pode esquecer que o temor e o tremor são indispensáveis no serviço e na adoração com que se cultua o Senhor. Mas, alegria se relaciona com temor ou com tremor?

 

A palavra temor raramente é compreendida em toda a possibilidade de seu significado, porque, em geral, é tomada como sinônima de medo. Isso, porém, não é verdade. Temor denota também grande “sentimento profundo de reverência ou respeito” (Novo Dicionário Universal da Língua Portuguesa). Trata-se, pois, da disposição com que devemos cultuar alegremente a Deus.

O versículo destacado emprega, também, a palavra tremor. Cognata de tremer, em geral, aplica-se ao sentido de perder forças diante de uma impossibilidade. Há tremor causado por enfermidades que atingem o equilíbrio. Se o tremor pode indicar um temor extremo, também pode sugerir a intensidade da reverência com o sagrado. As palavras podem ser empregadas em sentido conotativo, isso é, em sentido figurado.

Em português, temor e tremor formam-se, praticamente, com os mesmos fonemas e mesma disposição deles, apenas com a inclusão de um fonema vibrante /r/. Tem-se, assim, uma sonoridade, que reforça os sentidos bem próximos. À vista da glória de Deus o tremor é inevitável. Que homem não tremerá diante da magnitude divina? Louvemos a Deus com o máximo de reverência e reconhecimento da majestade e do mérito do Senhor. Louvemos a Deus com tremor: conscientes de nossa enorme pequenez diante da sua imensurável grandeza.

 

Infelizmente, os conceitos aqui levantados não são observados em muitas reuniões cristãs dominicais. É certo que o Senhor não se tem agradado de muitos cultos, de muitos cânticos nessas reuniões. Falta-nos, muitas vezes, a alegria verdadeira: a alegria que expressa a consciência de que o Senhor é bom para toda a sua obra.

Falta-nos, quase sempre, a requerida reverência extrema ao cultuar. Os horários de início dos nossos cultos não são levados em consideração; não é raro que muitos crentes cheguem costumeiramente atrasados ao templo. Tenho visto em alguns lugares que as pessoas só se acomodam em seus lugares, quando o pastor anuncia o início do culto.

Nos primórdios da igreja pentecostal (e em muitas tradicionais) os crentes chegavam ao templo algum tempo antes do horário e ajoelhavam-se em oração durante aquele tempo. O pastor finalizava aquele instante de comunhão com Deus, para iniciar o culto. Os tempos mudaram, ou desapareceram a alegria e o temor de servir a Deus? Outrora, os assuntos sociais ficavam para depois do culto.

Essa rotina de oração antecedendo as atividades era observada em qualquer que fosse o assunto da reunião: estudos bíblicos, ensaios de coros, entre outros.

A orientação da Palavra de Deus não se adapta às mudanças da sociedade. Ela é perene; portanto, o que diverge dela, fatalmente desagrada a Deus. Urge que as lideranças eclesiásticas orientem e cobrem o cumprimento da integralidade da orientação divina.

 

“Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade... Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais...; porém, eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24. 14-15).

Ev. Izaldil Tavares de Castro

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