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terça-feira, 17 de novembro de 2015

A ÚNICA ORDEM DE JESUS: FAZER DISCÍPULOS



Jesus teve um ministério curto: três anos; daí, o sentido de urgência que ele deu ao seu trabalho. Em nenhuma ocasião se vê o Senhor gastando tempo em discussões fúteis, bem ao gosto dos fariseus. Nesses encontros ele rapidamente os refutava e logo voltava a atenção para a obra que viera realizar. A noção de urgência sempre fez parte das tarefas do Mestre, por isso, Jesus não perdia tempo com discussões inócuas nem se estendia em ataques a seus inimigos.

Para a Igreja, deixou apenas uma ordem: “Portanto, ide, ensinai todas as nações... ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado...” (Mt 28.19-20). Ora, quem ensina não tem tempo para discutir, nem para atacar os opositores. Quem ensina não se altera no discurso, porque tem a garantia de sua mensagem. Portanto, devemos gastar nosso tempo com a instrução das pessoas, de forma gentil, segura, inatacável, como quem “maneja bem a palavra da verdade” (2Tm 2.15).

Nossa gritaria para mostrar oposição ao erro é tão desnecessária quanto o ato de empurrar um carro em movimento na descida: serviço risível! A ansiedade pela correção, o zelo açodado, não raro, faz-nos ter por modelo homens que foram excessivamente duros em suas posições contra o erro. Tiago e João, certa vez, pediram a Jesus autorização para pedir fogo do céu para consumir os opositores. Eles tinham como modelo a prática de Elias, Jesus, porém, repreendeu-os perguntando se eles não sabiam a melhor forma de agir (Lc 9.51-56).

Vivemos na pescaria de almas. Nosso barco navega pelo mundo afora. Se formos discutir com quem não pesca segundo o nosso modelo, perderemos tempo e almas, pois teremos desviado o foco do nosso trabalho de pescadores de homens.

O erro deve ser refutado com severidade, mas não devemos jogar pérolas aos porcos. Em lugar de esbofetear os adversários (e eles, como os fariseus, amam as polêmicas), devemos usar os recursos do Mestre: o ensino para que os homens guardem todas as coisas que Ele nos mandou.

A plantação está, sim, infestada de joio, todavia, só há joio entre o trigal, porque dormiram os homens que semearam o trigo; agora, porém, não somos nós quem o arrancará, sob pena de também destruir o que é trigo (Mt 13.24-30). Pensemos.

Ev. Izaldil Tavares de Castro.

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