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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

INVESTIDURA E INVESTIMENTO



O homem foi criado por Deus com a finalidade de glorificar e exaltar o poder, a majestade e a soberania divina na condução do Universo. É obrigação humana reconhecer o senhorio de Deus sobre todas as coisas que ele fez. O homem recebeu uma investidura do Senhor, para cuidar da terra; isso é, foi constituído administrador dos bens terrenos (Gênesis 1.26), os quais Deus considerou bons. “E Deus viu tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom” (Gênesis, 1.31). Há sobre o homem uma investidura designada por Deus.

Chama-se investidura o ato de se atribuir ou delegar oficialmente a alguém uma responsabilidade. Um juiz tem, por investidura, a função de julgar, um administrador tem a função de administrar, assim como o legislador, de legislar. Investidura é o ato que separa alguém, dando-lhe autoridade para exercer um mandato. Ninguém exerce legítima ou legalmente uma função, se não tiver investidura para tal. Trata-se de uma espécie de concessão. A Bíblia relata o caso dos judeus que tentaram expulsar demônios, imitando a Paulo. Resultado: como não tinham investidura, foram desacatados e violentamente agredidos pelo endemoninhado. (Atos, 19. 13-16).

A investidura não é apenas um privilégio para regozijo de alguém; ela exige compromisso e resultado, da mesma forma como qualquer empreendimento exige resultado de seu administrador. Como virá o resultado? Resultado provém de investimento.

Se investidura é mandato, é um ato que autoriza, investimento é a forma de perseguir os melhores resultados. O investimento requer habilidade e bom senso para a aplicação dos recursos que estejam ao alcance daquele que tem investidura; requer esforço para a consecução dos objetivos propostos; demanda tempo disponível para trabalhar, a fim de que ele consiga uma colheita satisfatória Àquele que o separou para a tarefa.

Toda investidura obriga investimento. Jesus contou a parábola dos talentos: “... chamou seus servos e confiou-lhes os seus bens. A um deu cinco talentos; a outro, dois; e a outro, um; a cada um de acordo com a sua capacidade” (Mateus 25. 14-15). O texto relata que, depois de ter viajado durante algum um tempo, aquele senhor retornou para ver como iam os bens deixados aos cuidados dos três administradores. O que recebera cinco talentos operou com eles e trouxe dez talentos como resultado; o segundo apresentou também o dobro do que lhe fora confiado; porém, o que recebera um talento só apresentou problema, queixa contra o patrão e nenhum resultado. Os dois anteriores foram premiados regiamente, mas o infrutuoso, que não soube valorizar a investidura, além de perdê-la foi considerado inútil e dispensado como um condenado (Mateus 25. 14-30).

Qual deve ser a preocupação do cristão neste mundo? Que estamos fazendo com os talentos que nos foram confiados? Qual o resultado de investimentos será apresentado, quando o Senhor retornar?  Recebemos investidura, dada por Jesus, que disse: “Foi-me dada toda a autoridade nos céus e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mateus, 28. 19-20).

A investidura nos levará à indispensável apresentação dos resultados, não se pode abrir mão do investimento e, dessa forma, é precioso o tempo de que dispomos. O descuido com o tempo chama-se falta de vigilância, o que trará prejuízo na prestação de contas. Meditemos!

Ev. Izaldil Tavares de Castro.

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