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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

UM DEUS QUE USA LIDERANÇAS



 
E, quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar” (Lc 5: 4).

“E disse Jesus a Simão: Não temas, de agora em diante, serás pescador de homens” (Lc 5: 10)

 

No episódio da grande pesca, relatado apenas no Evangelho de Lucas, há maravilhosas e indispensáveis lições para a vida de todo crente. Aliás, cada texto da Palavra de Deus é fonte de inesgotável proveito. Os dois versículos destacados na narrativa mencionada serão, aqui, vistos sob a ótica da importância que o Senhor Jesus dá à liderança na vida da sua Igreja.

Vive-se uma época em que se valoriza a autonomia; uma palavra de origem grega, que expressa a capacidade daquele ou daquilo que apresenta leis próprias, ou que trata do seu próprio governo. Esse conceito não cabe na vida espiritual dos que se mantêm em consonância com a Bíblia. Cristão não é autônomo, pois depende de Deus. Evidentemente os autônomos não se submetem a lideranças, dizem-se livres para agir.

Entretanto, não se pode confundir autonomia com liberdade. A liberdade concede ao homem a condição de não ser escravizado; mas não o isenta de estar sob liderança. Já a autonomia promove a disposição de o homem agir pelos próprios desígnios.

No quinto capítulo do evangelho de Lucas, versículo 4, acima transcrito, nota-se que Jesus dirigiu-se ao homem que comandava o barco, Pedro, e lhe ordenou que (ele) levasse o barco ao mar alto; quando lá estivesse, com seus liderados, lançassem (eles) as redes para pescar. Jesus viu uma liderança!

Nestas considerações, por enquanto, não se põe em discussão a qualidade do líder — Pedro não estava adaptado à liderança que Jesus pretendia; aquele discípulo era mais dado à autonomia do que à liderança. Aqui se tem uma prova de que o Senhor aprecia homens que tenham espírito de liderança, a fim de prepará-los para um bom desempenho na obra.

Entre tantos outros líderes apontados nas Escrituras, pode-se ressaltar Eliseu, servo de Elias; ele, que mostrava capacidade de liderança (2 Rs 2: 3; 18); recebeu a bênção de maior destaque entre o seu povo.. Saulo de Tarso era um jovem dotado de liderança (At 9: 1-2). O Senhor transformou-o no líder Paulo (At 9: 15). Deus aprecia a potencialidade dos lideres, para fazê-los líderes de fato.

Jesus sabia que Pedro, apesar de líder, era homem insolente, arrogante; por isso, desejou moldá-lo para a obra. Quando mandou que ele levasse o barco para o alto mar, já lhe preparava a lição que o levaria a um espírito de liderança sadio. “Faze-te ao mar!” Essa ordem divina não foi bem recebida pelo discípulo, pois ele retrucou (v.5). Jesus, entretanto, tinha seus planos. Contrariado, Pedro obedeceu e foi ao mar com seus liderados. Ali todos se puseram ao trabalho da pesca.

O trabalho não é apenas do líder. Jesus disse: Lançai as redes! Muita gente imagina que a tarefa em busca do sucesso é apenas do líder. O Senhor espera de cada um a dedicação constante ao trabalho. Das ordens que dará ao líder ele cuida!

Ao voltar, surpreso da pescaria maravilhosa, Pedro percebeu que seu preparo profissional e sua autonomia não eram suficientes para o sucesso: ele dependia do Senhor (Lc 5: 8). Agora, sim; a liderança - que era inerente ao pescador da Galileia - estava a caminho de ser bem aproveitada na obra do divino Senhor: “... Não temas! De agora em diante, serás pescador de homens” (v. 11).

Uma liderança só é proveitosa para Deus quando passa pelo crivo da humildade, pelo fogo do reconhecimento da absoluta necessidade da graça do Senhor, tal como aconteceu também com Paulo, o apóstolo dos gentios.

Assim, deve-se compreender que o trabalho na obra do evangelho está estruturado no emprego de lideranças escolhidas, preparadas e enviadas pelo próprio Senhor da obra (Ef 4.11). Essas lideranças conduzirão, para o alto mar, aqueles que lançarão as redes para a pesca de almas que encherão o Reino dos Céus. Entendamos a nossa total dependência do Mestre, que nos ensina a cooperar com as lideranças que ele mesmo determinou, submetendo-nos a sua orientação, a fim de que a obra do ministério evangelístico se realize plenamente.

Ev. Izaldil Tavares de Castro.

Um comentário:

  1. Paz do Senhor,

    Para exercer o episcopado, a melhor escola, é a de Deus. Lamentavelmente, muitos estão chegando no ministério, através da "escola" do nepotismo.

    Abraços, sempre estou por aqui, lendo seus edificantes e motivadores artigos.

    Deus lhe abençoe!

    Pb. Gilmar Baptysta

    Camboriú, SC

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