Translate:

Pesquisar este blog

Receba as atualizações do blog em seu e-mail:

• Arguivo do blog

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

NÃO TENHO COMPROMISSO COM HOMENS!

Creio que já passou o tempo do “crente santão”; quero dizer daquele crente que se posiciona entre as nuvens, um nefelibata que se põe acima do bem e do mal. Ninguém está mais perto da verdade, ou melhor, ninguém tem maior domínio da verdade do que o crente santão. Qual a razão para que um desses crentes submeta-se a alguém? Se faz parte da vida ministerial de uma igreja, ele não comunga das mesmas ideias e propostas, uma vez que ele tem “visão” diferente. Sua frase preferida é “Não tenho compromisso com o homem: sirvo a Deus.” Enquanto isso, a Bíblia manda que sejamos servos uns dos outros e obedientes aos nossos pastores (Mt 23.11; Lc 17.10; Gl 5.13). Seguir a Bíblia, ou não a seguir; eis a questão!

O crente santão chega a impressionar, porque ele faz uma cara diferente: é sério (introspectivo e superior), se tem a palavra, procura dar uma entonação forte à voz, a fim de que se imponha aos ouvidos dos mortais. Quando ora, faz todos sentirem que “há poder em suas palavras”. Humildade? Pra quê?

Entretanto, esse tipo - muito comum nas igrejas – não tem, de fato, respaldo bíblico para sua postura arrogante. Senão, vejamos: os homens mais destacados da História bíblica foram conscientes de suas fraquezas e incapacidades; Moisés, preparado em toda a ciência do Egito, apto para assumir o reinado na terra em que fora criado, assustou-se quando Deus o chamou para falar ao Faraó. Alegou que era falto de comunicação. “Moisés, porém disse na presença do Senhor: Se os israelitas não me dão ouvidos, como me ouvirá o Faraó? Ainda mais que não tenho capacidade para falar.” (Gn 6.12). A Josué, Deus não deu tempo para demonstrações de fraqueza, pois ao mesmo tempo em que lhe dá atribuições, mostra-lhe que está apoiado pelo próprio Deus, desde que não transija quanto às determinações do Senhor (Js 1).

O jovem Gideão era um estrategista latente. Por causa dos inimigos que por ali atacavam, roubando os víveres, foi malhar o trigo no lagar, porém, quando o anjo o chamou de varão valoroso, o estrategista tremeu e alegou toda a sua humildade e pequenez. E que dizer de Paulo? Homem letrado, educado na melhor forma de seu tempo, um filósofo e teólogo, exímio cumpridor das leis judaicas, termina por considerar todo o seu conhecimento impróprio para levar a mensagem à igreja em Corinto; deixou claro que não os abordaria com eloquência de palavras, ainda que se dirigisse a uma igreja que congregava homens intelectualmente preparados. Paulo chegou a ser desprezado até pela aparência física que não mostrava um elegante cidadão. Se voltarmos ao Antigo Testamento, encontraremos um profeta, Jeremias, que se declarou incapaz de levar a mensagem profética, porque era um menino.

Entre esses, onde cabe o crente santão da atualidade? Merece aplausos, merece atenção à sua arrogância indecorosa? Vale o seu julgamento aos seus pares? Evidentemente, não. O crente santão procura formar o seu clã, normalmente formado de indecisos, admiradores da figura impoluta que os domina. Israel fora um tipo de nação indecisa. Mesmo guiada por Deus, preferiu igualar-se às nações inimigas, elegendo um rei. Por isso caiu sobre eles um belo, valente e prepotente “crente santão”, o rei Saul, o qual foi destituído pelo Senhor, quando metido a sacerdote (que não era sua função) decidiu oferecer os sacrifícios. Que derrota para Israel que decidiu unir-se ao “crente santão” o maluco Saul.

A igreja precisa ter os olhos atentos e a sabedoria do discernimento para não cair na cilada de seguir a esses homens, bem como as lideranças devem evitar a má experiência de dar-lhes oportunidade para serem, depois, pedra de tropeço nos trabalhos.

Ev. Izaldil Tavares de Castro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário