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quinta-feira, 18 de junho de 2015

JESUS BUSCOU OVELHAS, NÃO MUARES


Jesus sempre aludiu à linguagem figurada para que seus ouvintes entendessem a mensagem de sua autoridade celestial, a mensagem de libertação e de salvação que dele provinham. A metáfora, a parábola, a própria hipérbole fizeram parte de seu discurso didático.

Considerando que em sua região era comum a criação de ovelhas, a relação existente entre os proprietários rurais e seus rebanhos serviu fortemente para marcar a relação do Senhor com aqueles a quem ele veio buscar. Por isso, ele se declarou não apenas “pastor de ovelhas”; mas o “Bom Pastor”.

O adjetivo neste caso bem traduz uma extensa lista de qualidades inerentes à pessoa de Cristo: amor imensurável, responsabilidade a toda prova, vocação para o trabalho são algumas dessas características do Mestre. Por outro lado, marca também a diferença entre o mercenário, o qual sobrevive do que pode tirar de um rebanho que não lhe pertence, mas de que tem a guarda.

No tempo de Cristo havia proprietários de outros animais, tais como bois, camelos e jumentos: os muares, bestas de carga. Mas o Senhor não usou esses animais para figurar os homens a quem viera salvar. Por quê? Por causa da relação entre essas espécies e seus proprietários. Ora, os donos de muares exploram o transporte de cargas sobre suas mulas e jumentos. Quanto mais carga, mais faturamento. Jesus não veio explorar, senão, dar a sua vida pelas ovelhas; veio livrar os homens de suas cargas, transformando muares em ovelhas.

O trato com ovelhas é diferente. Elas são produtivas também. Dão leite e sua pelagem está à disposição do pastor, mas este só as pela no verão, o que é alívio e refrigério para elas.

Cargas não são adequadas às ovelhas. Jesus fez um convite: “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mateus, 11. 28-30).

O homem que não vem a Cristo não está na categoria de ovelha, pois não achou o Pastor, fica, assim, na categoria de sobrecarregado: um dos muitos muares, chicoteados pelo dono.

Bem, não são poucas as passagens bíblicas que mostram a suavidade do Bom Pastor para todos os que a ele se achegam. Ele veio transformar “muares” do diabo em “ovelhas” do Bom Pastor. Veio tirar homens de sob o chicote, conduzindo-os à liberdade. “Disse Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos. E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (João 8. 31-32).

Quem vem a Cristo é um ser livre!

Vivemos dias de um evangelho tão torto (outro evangelho a que Paulo se refere em algumas de suas cartas), que não resta outra conclusão, a não ser a de que está espalhada entre nós uma horda de mercenários, os quais se propuseram transformar ovelhas em mulas, para sobre elas colocarem os seus fardos.

O homem, estando fora dos cuidados de Cristo, vive sobrecarregado de pecados, de vícios e de toda sorte de mal que o oprime. Também há fardos de todo tipo: de falsas doutrinas, de pesadas obrigações para com suas “igrejas” – que não são redis nos quais se tratam ovelhas; são cocheiras em que se põem os muares a sobrecarregar.

O falso evangelho está, há muito tempo, instituindo o caminho inverso ao proposto por Jesus; enquanto o Senhor propõe transformar carregadores de cargas em ovelhas que entram, e saem, e encontram pastagem (João, 10. 9). O pseudoevangelho vem transformando ovelhas em muares.

A proliferação desse mal do século é que enorme quantidade de pessoas não se interessa em procurar o Bom Pastor. É gente que rejeita a oferta amorosa de Jesus, o Cristo de Deus. Quanto mais oposição para ser ovelha de Cristo, mais disposição para ser sobrecarregado de males, de pecados, de escravidão àquele que veio para destruir o homem: o ladrão que “vem apenas para roubar, matar e destruir” (João 10.10).

Seguir a Cristo é ouvir atentamente a sua palavra, e obedecer a ela; é dispor-se a passar de burro de carga a ovelha; é recusar toda forma de opressão: seja do mundo atual, seja de lideranças personalistas, que se presumem proprietárias de um rebanho; seja de dogmas, de costumes, de imposições humanas etc. Bem melhor passar a ser ovelha do Senhor e ser livre.

“E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (João 8.32).
Ev. Izaldil Tavares de Castro

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