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quarta-feira, 1 de abril de 2015

CORAÇÕES ENDURECIDOS AFASTAM O ESPÍRITO SANTO

A Bíblia informa que Deus deu a Adão, no Éden, uma "única" ordem, definitiva, sem repetição. O Senhor proibiu ao homem que provasse do fruto da árvore do conhecimento do Bem e do Mal.
Proibiu, e não escondeu o resultado da desobediência: morte irrevogável. Só isso!
Esse fato deve levar-nos a compreender que o Senhor sabe qual a capacidade cognitiva do ser humano; dispensa, assim, a insistência em suas determinações. Quando o faz, é por magnanimidade, por misericórdia, não por necessidade. Porém, o Senhor não admite que o homem menospreze a sua bondade e misericórdia.
 
"Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus; para com os que caíram, severidade; mas, para contigo benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra forma, também serás cortado" (Rm 11.22).
 
A desatenção às ordens e as consequências dessa atitude resultam do endurecimento do coração humano, o qual se petrifica a cada dia. Quanto mais o homem endurece a cerviz, mais se lhe petrifica a consciência. Após a queda dos pais, o coração de Caim tornou-se insensível, a ponto de ser grosseiro no diálogo com Deus, a respeito de Abel. "... acaso sou eu guardador do meu irmão?" (Gn 4..9).
Saul, o primeiro rei de Israel foi gradativamente endurecendo a alma, até que morreu em sua dureza (1Sm 31). No Egito, o faraó ironizou a determinação divina:

"Então o Senhor disse a Moisés: O coração de Faraó está endurecido, recusa deixar o povo ir." (Êx 7.14).

O apóstolo Paulo aponta para os resultados nefastos do endurecimento:

"Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente entesouras ira para ti, no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus" (Romanos 2.5).
 
Nossos dias têm deixado de observar um endurecimento contumaz, não apenas entre os incrédulos do evangelho, até que isso lhes é próprio, até que se convertam ao Senhor. Esse endurecimento está visivelmente disseminado entre os fiéis, entre os crentes; mas tudo está passando despercebido, à medida que milhares de "cristãos" marcham para a destruição de sua alma.
O endurecimento do coração é um estado anterior à desobediência à doutrina de Cristo. Por esse motivo João diz que Cristo "veio para o que era seu, mas os seus não o receberam" (Jo 1.11).
Vivemos entre os que negam a hierarquia na igreja, mostram-se absolutos; são esses os que afirmam "não servir a homens". Com essa maléfica desculpa, não percebem que já não fazem parte do corpo de Cristo, já não estão sob as bênçãos da oração do Senhor Jesus, que pediu ao Pai:

"... E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós" (João, 17.11; grifo meu).
 
Por que tantas reuniões e cultos são frios? Por que não se sente o entrelaçamento cristão em nossas reuniões? Canta-se, aplaude-se como uma atitude mecânica, rotineira, tão dominical quanto uma gélida missa. Prega-se, quase sempre, para uma plateia desatenta. Então, conclui-se que a "semente caiu à beira do caminho, e as aves a comeram; ou entre pedregais e o sol a queimou" (Mateus, 13).
Como despertar essa multidão de "crentes"? Não há quem pessoalmente o faça. Há necessidade de que a Igreja seja abençoada com profetas verdadeiros com discernimento e coragem para apontar essa "chuva de neve" que tem caído sobre os corações, a fim de alertá-los. Ficam dispensados desse trabalho os amantes das "profetadas"; mensagens insanas, provindas do próprio "profeta", a fim de lisonjear, dizendo que é bom aquilo que é mau. "Ao mal chamam bem" (Is 5.20).
É indispensável que nossas orações sejam dirigidas ao Senhor, nesse sentido da conversão, para que o Espírito Santo promova na Igreja a renovação do entendimento:

 "Rogo-vos, pois irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional" (Rm 12.1).

Culto racional é o culto consciente daquilo que se faz; exclui a desatenção, a individualidade com relação ao corpo de Cristo (nele, somos um).
 
"E não sejais conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm 12.2; grifo meu).
 
Não haverá mudança nos corações pelo esforço pessoal do ministro de louvor, pelo som forte da  banda, ou pela intensidade das palmas, ao comando "Se é pra Jesus, está fraco!". Coração duro se amolece em contrição diante de Deus, com reconhecimento de nossos pecados; e isso tem faltado na maioria das reuniões de cristãos por este Brasil.
Que Deus, pelo Espírito Santo, visite os corações de seus servos. Amém!

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