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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

NÃO PERCA A OPORTUNIDADE


 

Izaldil Tavares de Castro.
 

Oportunidade é aquele momento único, específico, impossível de se repetir e próprio para a execução de um objetivo ou para a consecução de um resultado. A oportunidade jamais se repete; perdido o momento, nada mais há que se possa fazer. Muitas vezes, pensamos que ela se repete, mas isso é enganoso; pois, as circunstâncias da nova ocorrência já serão outras. Perder-se a oportunidade que se apresenta para determinado fim equivale a perder-se a hora do embarque no aeroporto. Pode-se pegar um outro voo; nunca o perdido.

No que se refere às coisas de Deus, a situação não é diferente. A vida cristã oferece inúmeras oportunidades de bem servir ao Senhor: no decorrer do dia podemos anunciar Jesus aos descrentes, podemos estar em constante oração, podemos assumir atitude de louvor e adoração constantes àquele que nos resgatou das trevas. Podemos, ainda, praticar as boas obras, orando pelos irmãos, pela Igreja do Senhor na Terra, com prioridade, pelos perseguidos por causa do Evangelho. Entretanto, a bem da verdade, falhamos de modo grosseiro em tudo isso. Há necessidade de que o Senhor nos incomode com relação a esse dado.

Por outro lado, convém meditar em nossa atuação nos momentos de culto a Deus, na congregação. Ali nos reunimos, cantamos, sentimo-nos alegres; mas, inúmeras vezes estamos “no lado de fora”, longe do objetivo que nos reuniu, ainda que no conjunto nada transpareça. Participamos do momento alegre daqueles que realmente estão em sintonia com a adoração a Deus, entretanto, estamos “no lado de fora”, como quem sabe onde há uma festa, e canta, e pula como se dela participasse, mas está “no lado de fora”.

Quando Jesus passava pelas ruas, muita gente o acompanhava, a multidão gritava, seguia adiante, mas no alto da figueira estava Zaqueu: ele, sim, “queria ver Jesus” de verdade. Ele notou a oportunidade e não a desprezou. A mulher que tinha hemorragia não estava “no lado de fora”: no meio da multidão, buscou a oportunidade e tocou nas vestes do Mestre, obtendo, assim, aquilo de que precisava. O cego de Jericó não se importou com a multidão, ele queria alcançar aquele a quem todos seguiam: não desprezou a oportunidade..

Que fazemos nós no ambiente do culto a Deus? Somos um Zaqueu? Uma mulher hemorrágica? Um cego em busca da bênção? Seremos, por acaso, um pai, como Jairo?

            Seremos um Eliseu: interessado na porção dobrada do Espírito de Elias? Ou apenas fazemos parte da multidão que caminha, levada pela curiosidade ou pelo costume? Jesus disse que é chegada a hora em que os verdadeiros adoradores o adoram em espírito e em verdade!

É hora de sairmos da multidão, porque somos indivíduos, cada um tem a sua própria responsabilidade diante de Deus. O Bom Pastor trata de cada ovelha; logo, cada ovelha tem compromisso pessoal com o Mestre. As ovelhas do Senhor ouvem a sua voz e o seguem. Quem segue não se distrai, pois pode perder o rumo. Aquele que segue não perde a oportunidade.

Claro que essa atitude não exclui a comunhão; ao contrário, ela é que estabelece a verdadeira comunhão entre aqueles que não desprezam a oportunidade. A verdadeira comunhão também completa a ordem de Jesus: “... que vos ameis uns aos outros.” Os que se amam comungam, porque estão voltados para a oportunidade que o próprio Deus lhes dá.

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