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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

AGIR BEM OU MAL: ESCOLHA HUMANA


                                                                                                                    Izaldil Tavares de Castro

Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus, trouxe-os a Adão, para ver como este lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome” (Gn 2.19).

Introdução.

Deus criou o homem como um ser capaz, superior. Para isso, deu-lhe poder e autonomia para as decisões. Depois, veio para ver como sua criatura agia. O texto de Gênesis 1 mostra a expressão do contentamento divino com a sua obra: Deus viu que isso era bom. Essa expressão de alegria se repete cinco vezes, e, na sexta vez, se reforça: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gn 1). Como um pai orgulhoso de seu filho, Deus visitou o homem, para ver como ele decidiria a vida em seu mundo. Deus sempre quer saber como nós agimos. Todo pai tem prazer nas boas ações dos filhos; mas nem sempre isso acontece.

Algum tempo depois, Adão pecou, porque se achou capacitado para contrariar a decisão do Pai Celeste. Caim pecou, porque não deu ouvidos ao aviso: “Então lhe disse o Senhor: Por que andas irado”? E por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? “Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo” (Gn 4.6-7). Devemos pensar em como fica o coração de um pai cujo filho desonra a liberdade que lhe é dada (Gn 6).

Assim, geração após geração o homem vem desgostando ao Criador e afundando numa vida de desobediência e pecado. Examinando a vida de muitos reis de Israel, encontramos tristes observações: “... e fez o que era mau aos olhos do Senhor.” (2Cr 12.14; 20.32; 21.6;22.4). Embora, também haja os que fizeram o que era agradável a Deus (2Cr 14.2; 24.2; 25.2; 26.4).

1. Deus nos chamou para uma vida de obediência.

Desde o princípio, a obediência do homem foi a exigência inegociável de Deus. A Adão o Senhor deu uma ordem: “não comerás da árvore”. (Gn 2.16). Deus ordenou a Noé a feitura da arca. “Assim fez Noé, conforme a tudo o que Deus lhe ordenara.” (Gn 6.22). Quando falou a Abrão, exigiu: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda na minha presença e sê perfeito”. (Gn 17.1). De Josué exigiu obediência àquilo que aprendera com Moisés. (Js 1.7-9). Jesus, que foi obediente por excelência, quando orou ao Pai, pediu que o cálice amargo da morte na cruz fosse afastado dele, mas concluiu: “Todavia não seja como eu quero, mas como tu queres”. (Mt 26.39). O apóstolo Paulo orou para ser libertado de um problema, mas satisfez-se com a resposta do Senhor: “A minha graça te basta” (2Co 2:.9).

Qual tem sido a nossa posição diante do Senhor? Temos procurado obedecer a ele? Ora, se há dúvida quanto a isso, basta que exponhamos a nossa vida diante da Palavra de Deus. Assim como para Israel havia as leis, que apontavam para o caminho da obediência a Deus; a Bíblia é o padrão para o nosso comportamento como cidadãos neste mundo, (Mt 8.9; Rm 13.1; Tt 3.1) como componentes da sociedade familiar. (Ef 5.25; 6.4; 6.1) A Bíblia padroniza nosso preparo intelectual, (Pv 1.7; 9.10) é a bússola que norteia a vida de comunhão com Deus e com a Igreja de Cristo. (Jo 17.17).

2. Confiantes na misericórdia

A Bíblia aponta inúmeras vezes para a bondade de Deus. É agradável ler trechos em que o Senhor mostra a sua misericórdia para com a humanidade. Quantas vezes a nação de Israel foi vitoriosa, por causa da misericórdia do Senhor! O profeta Jonas foi mais duro do que Deus com os ninivitas: Deus atentou para o arrependimento daquele povo e retirou deles o castigo proposto. Pedro, avisado, traiu a Jesus, e recebeu perdão.

Muitas pessoas, tendo os trechos mencionados como pretexto, vivem usurpando a misericórdia; isto é, assumem, enganando-se a si mesmos, serem pecadores por natureza; mas “confiantes” em que Deus, por ser longânimo, os sustentará.

Esses tais não se enganem! Estão no caminho dos pecadores, porque insistem na desobediência. Seus atos, ainda que ocultos, não passam despercebidos aos olhos do Senhor. Essas pessoas se tornam lobos vestidos de ovelhas. A seu tempo Deus tomará providência. Ananias e Safira passavam, na igreja, por bons crentes, mas seu coração não era reto.

3. Lembrando a severidade de Deus.

O apóstolo Paulo esclarece de modo límpido a atuação de Deus, quando escreve aos romanos: “Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram; severidade; mas, para contigo, a bondade de Deus, se nela permaneceres; doutra sorte, também tu serás cortado”. (Rm 11.22). A continuidade perversa no caminho da desobediência terá como resultado a condenação eterna.

Saul, assim como anteriormente Caim, desobedeceu deliberadamente às determinações do Senhor e colheu o fruto de sua vida de transgressão. Sodoma e Gomorra pagaram com a vida o estado insistente de moral deplorável em que estavam. Ananias e Safira arcaram com as conseqüências de uma decisão mentirosa ao Espírito Santo. Será que poderemos esperar algo diferente se permanecermos numa vida de desobediência ao que instrui a Palavra de Deus? Poderemos escapar, tendo em mãos a Bíblia Sagrada e perto de nós aqueles que, como profetas sob inspiração de Deus, trazem a orientação do Senhor? De modo nenhum!

4. A força do arrependimento.

O Senhor Jesus veio a este mundo para resgatar e salvar a todos os que a ele vierem; A Palavra de Deus nos diz: “Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele”. E ele mesmo convida: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei”. Não há razão para que a humanidade não se arrependa dos seus erros, à exceção de um coração empedernido. A conversão — ato de retorno — é a decisão mais inteligente para todos os moradores da Terra. Não há dificuldade para os que buscarem a graça salvadora que há no Filho de Deus.

Conclusão.

A Palavra de Deus conclama hoje: “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto, estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos”. (At 17.31).

A quem Deus destinou e acreditou diante de todos e que há de julgar o mundo com justiça? A Jesus Cristo. Hoje ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo; mas, amanhã, virá como o Justo Juiz, que há de julgar os vivos e os mortos. (I Pe 4.5).

Irmãos, aproveitemos este tempo da graça e examinemos os nossos corações, pedindo ao Senhor que nos torne sinceros e íntegros na sua presença, pois ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados. (1Jo 1.8-9) Amém.

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