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domingo, 13 de julho de 2014

NEOPENTECOSTALISMO: CONCORRÊNCIA DESLEAL

Discordar não implica gerar inimizade; aliás, há discordâncias (não discórdia) que estreitam laços de amizade. Por isso, adianto pedidos de desculpas aos amigos que têm outro modo de ver a existência de movimentos ditos evangélicos neopentecostais brasileiros.
Não preciso citar as denominações desses movimentos; pois, se aludir a duas, três, ou quatro mais evidentes, dado o poder que conquistaram pelo uso da mídia, encontrarei dezenas de seus embriões e filhotes em cada es...quina.
Tenho amigos queridos que "aceitam" esse fenômeno, justificando-o com a passagem bíblica em que o apóstolo Paulo declara a prioridade da expansão do evangelho, ainda que os fins dos que o pregam não sejam elogiáveis. Veja-se Filipenses, 1.
Entretanto, se considerarmos que o apóstolo estava em prisão, portanto, impedido de prosseguir externamente em sua obra, será possível entender que ele não quis promover confrontos que piorassem a situação.
Não é o caso de nossos dias. Neste Brasil a igreja cristã evangélica não foi bloqueada em sua atuação. A liberdade de trabalho religioso deixou todas as portas abertas. Paradoxalmente, essa liberdade também fez prosperar o mau evangelho, deu espaço para o chamado neopentecostalismo. Dessa forma, pode-se concluir que à igreja evangélica brasileira faltou bom senso, união e estratégia.
As controvérsias eclesiásticas não foram bem resolvidas, mormente na seara pentecostal. Brigas, disputas, divisões, interesses escusos foram estilhaçando o espelho pentecostal, principalmente. Desses estilhaços é que nasceu o neopentecostalismo nacional.
O poder dividido enfraqueceu as igrejas sérias, as quais se encolheram em seu redil, ao passo que a dissidência, geradora de um evangelho espúrio, invadiu a alma e a geografia brasileira, trazendo uma mensagem perturbadora do evangelho de Jesus Cristo.
Enfim, a igreja bíblica, fiel à Palavra de Deus, agiu pusilanimemente frente a essas seitas que hoje "benzem" litros de água, vendem (caro) seus amuletos, toalhinhas, vidrinhos de óleo "santo"; constroem o fajuto "Templo de Salomão", empurram boletos para pagamentos de "trízimos" etc.
Concluo que nenhuma comparação se me apresenta com o momento em que Paulo esteve preso, conforme registra a carta aos Filipenses, 1. 12-20.
Creio na necessidade de uma retomada de espaço, baseada na união da liderança eclesiástica séria, interessada em propagar o ensino bíblico, a fim de confrontar esses inimigos da cruz de Cristo, os quais, mesmo que atraiam alguns para Cristo, conduzem milhares para a perdição.

 

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