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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O INCONVENIENTE

A palavra que dá título a este assunto fica melhor como substantivo do que como adjetivo. Se pensarmos bem, não há pessoa inconveniente, a tal pessoa é encarnação da própria inconveniência; daí ser ela mesma "um inconveniente". Em outra palavra, "um chato".
Esse tipo de gente está em todos os lugares: na família, no trabalho, na escola e, pasmem, nas igrejas! O inconveniente, na família, pensa que é o mais engraçado, o mais expansivo de todos; assim também no trabalho, na escola, ou nas igrejas.
Na sua grosseria social, ele desagrada a quem estiver por perto; mas acha que é engraçado, esperto ou digno de atenção.
As pessoas procuram afastar-se dele, porém o "carrapato" não desgruda: seu prazer é chatear. No fundo, o incoveniente é um indivíduo complexado; acredita que sem a sua impertinência não será visto, nem querido. Ignora seu próprio mal.
O inconveniente usa frases e expressões que julga marcar intimidade com o outro (intimidade que não lhe é dada). Os olhos e os ouvidos do inconveniente caçam a oportunidade de sua manifestação. É esse chato que diz, mesmo que não lhe seja permitida a intimidade: "Nossa! como você engordou!"; "Oi, careca!", "Fala negão!" "Que barriga, meu!" etc.
Também existe o incoveniente - seja homem ou mulher - que não se dispõe a colaborar: ele não aceita ser transferido de posição no grupo em que está inserido, gosta de reivindicar privilégios criados em sua mente. Geralmente, esse indivíduo acredita que "antiguidade é posto". Por isso, vive alardeando: "Estou aqui há tantos anos!" Não mexa com o "status quo" do inconveniente, porque ele ignora respeito à hierarquia. O "slogan" do inconveniente é "esse cara sou eu!"
É possível que você conheça mais de um "inconveniente", porque, devido à educação precária, com relação ao comportamento social, essa espécie se multiplica em progressão geométrica. O inconveniente é muito chato!
O melhor remédio contra esse usurpador de intimidade; contra esse cobrador de direitos vinculados à sua condição no grupo é isolá-lo. É não lhe dar a oportunidade de manifestação.
  

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