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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

POR QUE EXISTE ESPIONAGEM?


Vive-se um clima de apreensão política, devido ao fato da descoberta (?) de que o governo dos Estados Unidos tem praticado espionagem em diversos países, incluindo-se o Brasil. Por aqui, sabe-se que os EUA interferiram em dados da Presidência da República, em assuntos pessoais da própria presidente e, segundo as últimas informações, na Petrobras.

A atitude americana não é nova nem desconhecida; assim, o alarde também envolve interesses políticos de oposição a essa pretensa hegemonia estadunidense. O que vem ao caso é saber-se por que os homens buscam expedientes nada recomendáveis. O primeiro ponto é que o ser humano cultiva o desrespeito ao semelhante; o segundo, deixa claro que a bisbilhotice está arraigada à natureza das pessoas. O terceiro ponto, no caso das nações, aparece como ato de defesa territorial, política, econômica etc.

Existem investigadores da vida alheia que faturam alto para entregar aos interessados relatórios chamados “dossiês”, em que constam o máximo possível de informações – verdadeiras ou não - sobre a vida de alguém; sobre as atividades de uma empresa, sobre as descobertas de um cientista.

O primeiro espião mal intencionado sobre este planeta foi o diabo: ele espionou o que Deus determinara ao primeiro casal, no Éden. Mais tarde, confirmou sua atividade noutro episódio: o de Jó. “Então o Senhor disse a Satanás: De onde vens? E Satanás respondeu ao Senhor: De rodear a terra e passear por ela. E disse o Senhor a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó?...” (Jó 1.7.8). Ainda hoje o diabo faz espionagem para registrar os pecados humanos, a fim de acusá-los diante de Deus.

Moisés praticou a primeira espionagem política: enviou agentes a ver como era a terra prometida. Por fim, aparece Judas Iscariotes, o traidor de Jesus, fazendo a pior espionagem de todas as épocas; a espionagem para traição do Filho de Deus. É possível que Judas tenha sido o primeiro “detetive”, pois recebeu para fazer seu trabalho sujo.

Um impasse: se aqui faço uma abordagem depreciativa da espionagem, como se poderá explicar que Deus ordenou a Moisés que enviasse espias a Canaã? (Nm 13). Muitas podem ser as explicações. Arrisco uma, apenas em defesa do ponto de vista que assumo neste assunto.

Os israelitas eram endurecidos de coração, gente áspera, incapaz de ver o que Deus já havia feito em sua trajetória: desde a libertação de entre os egípcios, à travessia do Mar Vermelho, aos episódios das codornizes, do maná. Como levar aquela gente a acreditar no que lhes era prometido? Para abençoar uma gente dura, Deus permitiu que vislumbrassem a terra prometida. Assim, creio que haja finalidades diferentes para o acompanhamento das ações humanas.

Entendo, dentro desta perspectiva, haver dois tipos de observação de outrem: uma “espionagem necessária”, e outra “espionagem maléfica”. O que chamo de “espionagem necessária”, por não ter outro nome mais adequado, visa à prevenção contra crimes, a proteção da pátria, dos direitos adquiridos etc. Por sua vez, a “espionagem maléfica” objetiva a intriga, a dominação indevida, a destruição alheia. Toda a questão se resume, pois, na natureza da observação. Quanto aos EUA e suas espionagens, o leitor pode concluir.

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