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terça-feira, 3 de setembro de 2013

OS CHATOS EXISTEM!

As pesoas inconvenientes são vulgarmente chamadas de chatas. Assim vou tratá-las nesta página; é a melhor maneira de caracterizá-las. O chato ultrapassa o próprio limite da inconveniência e não percebe isso (ou por chatice finge não perceber). O chato gosta muito de conversar, ainda que seu ouvinte não esteja disposto ao diálogo. Outra característica do chato é a capacidade de dar "opinião" (Chico Anísio chamava isso de "pitaco"). Aliás, os chatos são sempre um prato cheio para o humor.
O chato se acha entrosado em todo o lugar; por isso, ao chegar perto de um grupo, ele age como se já fizesse parte da conversa que rolava. É o famoso "espalha roda", mas não se incomoda com isso; ele vai à procura de outras vítimas. O chato é muito chato. Duvido de que, lendo esta página, você não tenha uma lista de chatos para colocar aqui.
O chato insiste em que sua opinião seja a mais adequada e sempre tem um exemplo: algo que já aconteceu com ele (ou com outro chato) que reforce a sua intromissão. O chato não desiste da investida, pega sua vítima pelo braço, faz gracejos com ela, conta piada sem graça e ri ele mesmo do que contou. O chato é um chato.
A inconveniência desse tipo de gente não tem limites, exatamente porque ele se sente tão irresistível, que os circunstantes têm de engoli-lo de qualquer forma. O chato, muitas vezes se põe no lugar do solícito, mas seu ideal não é ajudar, é ter espaço ao lado de alguém; é aparecer. Ele quer ser visto.
Também há chatos sérios. Esses não se conformam com as decisões tomadas pela maioria. Para eles, a coisa sempre pode não dar certo, porque... (pronto, agora aguente o discurso, a partir desse nexo explicativo-causal). Esse tipo de chato é um "sábio"; antevê o que ninguém previra. Sempre repreende o próximo com aquelas frases conhecidas: "Viu, se você tivesse...". Trata-se do chato intelectualoide, um horror!
Na outra ponta é que está o chato popular. Esse entra na conversa para a qual não está preparado, entende nada do que se propõe, então insere sua chatice venenosa: "Pois é, um amigo meu...". Socorro! está sendo inoculada uma chatice. Trata-se de o chato aduzir um exemplo totalmente descabido ao assunto. Gente, chato é muito chato, e, em cada lugar há um punhado deles. Não há como se livrar dessa espécie. Caso alguém finja não tê-lo visto, será inexoravelmente a vítima; o chato vê tudo e vê a todos. Não há como fugir. É da vida!

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