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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

EXCELENTE ASPIRAÇÃO



Depois,  (Jesus) subiu ao monte, e chamou a si os que ele mesmo queria; e vieram a ele”. (Mc 3: 13)

            O apóstolo Paulo, escrevendo a Timóteo, informa: “Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja”. (1Tm 3:1). No confronto dessa passagem com o texto de Marcos 3: 13-19, nota-se que uma coisa é ter o desejo de alcançar função na Igreja de Cristo Jesus; mas, outra, é ser chamado pelo Senhor da Obra; porque ele chama “os que ele mesmo quer”, se vierem a ele. Diz o texto:

Depois, subiu ao monte e chamou os que ele mesmo quis, e vieram para junto dele. Então designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar, e a exercer a autoridade de expelir demônios. Eis os doze que designou: ...”. (Mc 3:13-16).

            Os doze discípulos não decidiram, por conta própria, incluir-se no Ministério do Senhor, nem resolveram que atividade exerceriam no trabalho com o Mestre. Segundo Marcos, Jesus os escolhera de acordo com a sua própria vontade; e já havia convocado anteriormente a cinco deles: Simão, André, Tiago, e João, filhos de Zebedeu, e Mateus, que era Levi, filho de Alfeu. (Mc 1:16-20; 2: 13-14)

            É possível crer que o Senhor percebera naqueles homens uma característica importante: os cinco tinham atividade e a exerciam no instante da chamada. Deus não convoca homens desocupados! Outra coisa: eles eram desprendidos, dispostos a empreitadas, por isso “deixando tudo” o seguiram.

Jesus, durante o seu ministério terreno, andou cercado de grande multidão, mas a maioria dessa gente procurava bênção: o povo do tempo de Jesus queria ver milagres e receber pão. Também procurava um líder terreno; só havia preocupação com o que é perecível. O povo de hoje não é diferente daquele. A maioria quer um “evangelho de resultado material”; procura o “reino da Terra”, ainda busca uma Canaã geográfica, sem atentar para a Canaã celestial. O mais preocupante é que eles (o povo) os encontram por aí!  Realmente, Jesus não está nisso, pois ele declarou que o seu reino não é deste mundo.

Os doze que o Senhor escolheu estavam entre a multidão, todavia, demonstraram mais disposição e entusiasmo pela obra do Senhor. Claro que no coração deles ainda não havia brotado a visão do reino celestial; o trabalho de Jesus apenas começara. Por isso, é de se esperar que as preocupações materiais ainda estivessem latentes em seus corações. Não eram perfeitos. Digamos que eram novos convertidos. Entre esses novos convertidos havia um instável, que mais tarde se perdeu: Judas Iscariotes.

A inexperiência dos doze pode ser avaliada na passagem em que, estando em apuros no mar, viram que o Senhor vinha para eles por sobre as ondas, e se apavoraram, pensando ser um fantasma! A Bíblia diz que eles estavam com o coração endurecido! (Mc 6: 45-52). Deus não escolhe os melhores aos olhos humanos: escolhe a quem ele quer e os prepara. Glória a Deus!

O desejo de alcançar posição na Obra do Senhor é elogiável, entretanto, há exigências; basta ler 1Tm 3. Muitos há que almejam posição no Ministério da Igreja por mera vanglória. Querem um título, um nome, uma cadeira para si! Os tais estão naquela categoria de ricos, sobre os quais Jesus disse ser difícil entrar no reino dos céus. (Mt 19:23-24). Qual a causa disso? Há algumas causas que se podem detectar:

1.                      Muitos homens que na atividade humana exercem função de destaque; têm subordinados e decidem o funcionamento de suas atividades ou empreendimentos, quando aceitam o Evangelho, tornam-se impacientes por estarem subordinados à hierarquia da Igreja. Esses aspiram aos títulos e aos primeiros lugares por carnalidade; é a turma do “sabe quem eu sou?”;

2.                      Pessoas insubordinadas e mal-educadas, que não se conformam aos processos hierárquicos, desonram seus chefes e vivem a criar problemas em seu ambiente profissional, sempre passíveis de demissão da empresa, tendem a trazer esse comportamento para o seio da Igreja e, talvez, só se sintam bem, assumindo postos no Ministério, até que tragam a próxima confusão;

3.                      Os titulados, doutores e mestres de formação acadêmica apreciável, se não estiverem realmente convertidos a Cristo, não suportarão a submissão eclesiástica, porque se investem da cobrança de reverência humana a seu egocentrismo;

4.                      Os pseudo-intelectuais — gente difícil! — donos de sua verdade, que superestimam seus conhecimentos musicais, bíblicos, eclesiásticos e doutrinários são pessoas que almejam cargos para seu próprio engrandecimento.

 

A esses, ainda que o Senhor não os tenha escolhido; um ministério sem visão pode dar-lhes atenção e, por isso, fica à mercê de grandes prejuízos à causa do Evangelho.

Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles: doutra sorte, não tereis galardão junto a vosso Pai celeste.” (Mt 6:1).

Conheço as tuas obras, que nem és quente nem frio. Quem dera fosses frio ou quente! [...] Pois dizes: estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que é infeliz, sim, miserável, pobre, e cego, e nu”. (Ap 3: 15-17).

            Não basta desejar o episcopado; é necessário apresentar pré-requisitos exteriores e interiores. Os pré-requisitos interiores são os que revelam os exteriores não-falsificados. Paulo resume essas características, quando usa o adjetivo: irrepreensível (1Tm 3:1). O aspirante deve ser irrepreensível, primeiramente, quanto à fidelidade ao Senhor e à sua obra. Seu trabalho deve ser desprendido de intenções pessoais. Esse aspirante continuará seu trabalho, ainda que seu credenciamento demore, ou mesmo não venha nesta vida, pois ele almeja servir tão somente a Deus, que, por fim, o galardoará! Comportando-se assim, será também irrepreensível com relação aos que o cercam.

            O apóstolo Paulo humildemente declara: “Sou grato para com aquele que me fortaleceu, a Cristo Jesus, nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para o ministério, a mim que noutro tempo era blasfemo, e perseguidor e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade”. (1 Tm 1:12-13). Paulo não se pôs orgulhosamente; mas disse que Jesus Cristo o considerou fiel. É necessário que a nossa fidelidade seja avaliada por Cristo Jesus.

            Quem aspira ao episcopado deve estar pronto para ser escolhido e, necessariamente, segue a recomendação do apóstolo: “Medita estas cousas, e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto. Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes”. (1Tm 4:15-16).

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