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terça-feira, 1 de maio de 2012

IR OU NÃO IR: EIS A QUESTÃO!

"... Agora, qual a vossa opinião? Um homem tinha dois filhos. Aproximando-se do primeiro, pediu: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha. Mas, esse filho lhe disse: Não quero ir. Todavia, mais tarde, arrependido, foi.
Então, chegou o pai até o segundo filho e fez o mesmo pedido. Então, este lhe respondeu: Sim, senhor! Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai?..." (Mateus, 21: 28-31).

Tenho prestado atenção a certos comportamentos que nós, os cristãos, temos em relação a Deus, e o resultado disso não me parece muito favorável. Não há dúvida alguma de que toda a nossa relação com o Senhor Deus tem de ser realizada sob o mais profundo temor. Qualquer manifestação humana direcionada ao Altíssimo será pecaminosa, se não estiver apoiada na mais absoluta reverência.
Todavia, não é o que se observa, sem exceção! Ultimamente a irreverência e o destemor têm-se alastrado de maneira perigosa. A Bíblia Sagrada relata, tanto no Antigo quanto no Novo Testamentos, inúmeros dissabores provindos da irreverência com o sagrado. Toda essa situação é causada pelo desconhecimento da Palavra de Deus e pela falta de providência séria daqueles a quem cabe o ensino e a disciplina eclesiástica. O apóstolo Paulo mostrou grande preocupação com esse aspecto, por isso exortou em suas cartas a respeito da ordem e da decência nos cultos.
Não quero, entretanto, tratar especificamente da "ordem no culto". Dou preferência, aqui, à meditação no relacionamento pessoal, particular, de cada crente para com Deus. A porção bíblica que encabeça este texto mostra de maneira bem clara duas maneiras de aqueles filhos atenderem à solicitação feita pelo pai.
Nós somos filhos de Deus por adoção (Ef 1: 5). Deus é o nosso Pai. Ele designa tarefas para que as executemos e aguarda de nós a resposta. Não há como não responder: cumpriremos ou não a ordem recebida.
Desde a queda no Éden, o ser humano perdeu a consciência do temor, do respeito e se achou capaz de mascarar suas intenções. Por isso nasceu no coração humano uma erva daninha chamada disfarce. Com o disfarce, também chamado cinismo, os homens sempre buscam ludibriar os seus semelhantes. O mundo tornou-se uma grande praça de enganos. Mergulhados nessa profana situação, muitos transferem essa deficiência de caráter para a relação com Deus.
Não são raras as vezes em que se veem pessoas afirmarem sua disposição para se aplicarem no serviço ao Senhor. Depois de ouvirem calorosa mensagem que conclama "trabalhadores para a vinha", aglomeram-se ante a tribuna, numa demonstração de entrega. Entretanto, a maioria age como o segundo filho mencionado na parábola de Cristo: dizem: "Eu vou"; mas não vão!
Outra forma de falsear a verdadeira intenção revela-se nas "orações" e nas "cantorias" nas quais a pessoa expressa: "Senhor, faz em mim o Teu querer"; ou frases equivalentes. Porém, essa é uma expressão vazia de verdade, uma vez que o indivíduo transfere para Deus a tarefa de moldá-lo para a obra, eximindo-se assim, de qualquer responsabilidade ou dever pessoal. Isso é "honrar a Deus com os lábios, mantendo longe o coração" (Isaías, 29: 13; Mateus, 15: 8). Imaginam: se é vontade de Deus, Ele que aja! Essa é uma forma de se dizer "Eu vou", mas não ir!
O mundo jaz no maligno. A vinha do Senhor está carente de obreiros dispostos a dizer "sim" e a irem imediatamente em obediência à ordem divina (Mateus 28: 19:20). Os enganadores, os desobedientes, os cínicos, tais como os indecisos, brevemente prestarão contas de sua irresponsabilidade ao Pai.

Um comentário:

  1. Olá irmão, boa noite.
    Muito profunda e verdadeira sua reflexão (exortação). Notamos que não há referência, não há verdadeira adoração, não há servidão, não há temor. Cada um faz o que bem entende.
    Os templos e denominações estão cheios de chefes, mas há carência de líderes. Há uma enorme diferença entre liderança e dominação. Muitos querem dominar sem, no entanto, ter a mínima noção do que significa liderança cristã. Isto porque liderar dá trabalho, exige esforço, disciplina, renúncia e no nosso caso mais ainda, em que o paradigma é o Nosso Senhor Jesus Cristo.

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