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segunda-feira, 16 de abril de 2012

AH! AQUELES HINOS!

    
                                                                                                         
                                   “Há quem vele as pisadas
                                   Que eu dou na sombra ou luz,...
                                                                    (H.C. 194)


            Pode parecer saudosismo. É possível que o seja! Mas as igrejas evangélicas já cantaram belíssimas canções de inspirado louvor a Deus, as quais ainda brilham nas amareladas páginas de hinários como a Harpa Cristã, o Cantor Cristão, os Salmos e Hinos, entre outros.
            Cantavam-se músicas que enchiam de gozo a alma, que traziam ânimo ao abatido, que levantavam do leito o enfermo, que, sobretudo, exaltavam a Glória do Senhor. As igrejas cantavam poesias triunfantes e animadoras:
Jesus, sim, vem!... Nossa esperança é Sua vinda!...”; “Queres neste mundo ser um vencedor?...”. Outras de plena confiança em Deus: “Castelo forte é o nosso Deus...”; “Eu confio firmemente/Que no Céu vou descansar/Com Jesus...”. E outras tantas preciosidades da Fé.
            Até mesmo quando havia cerimônia fúnebre — instante em que o mundo se vê sem esperança e se contorce em dor e desespero — os hinos eram maravilhosos, plenos de consolo e esperança e, não raro, traziam à conversão muitos circunstantes desesperançados: “No Céu foi Jesus preparar-nos lugar/ Na Glória...”; “Ver-nos-emos junto ao rio sem igual...”. Sem dúvida, os crentes iam mesmo para o Céu!
            Houve um tempo — quando a Igreja pentecostal ainda era mais pentecostal — em que o “coro”: um conjunto de doze, quinze ou vinte vozes comuns, sem maior preparo na Arte e na Ciência da Música, esforçava-se para entoar a quatro vozes, “à capela”, aquelas maravilhosas páginas do Antemas Celestes ou dos Coros Sacros, depois de muitos dias de ensaios e oração. Lembra-me que muito ensaio ficava com pouquíssimo tempo; porque os irmãos iam-se ajoelhando, quando chegavam à igreja — um após o outro — e a reunião transformava-se em prolongado momento de oração fervorosa. Entretanto, no domingo, os “baixos” entoavam felizes:


“Certo ali! Certo ali! Pois estarei/Perante o Rei, belos hinos cantarei/Ao louvor de meu Jesus/
 Lá no Céu! Lá no Céu."

Ah! Quantas saudades daqueles hinos!
            Mas eles foram ficando velhos: seus compassos ternários ou quaternários, muito sacros, já não se conformavam aos ouvidos de hoje (ou talvez aos corações) acostumados com outros sons insistentemente divulgados pela mídia “gospel”. Hoje quase não há irmãos que louvam a Deus: há cantores profissionais do canto sacro. Como tais, cantam qualquer letra ou ritmo que “faça sucesso”.
            Saudosos tempos. A congregação entoava confiante:
                       
“Foi na cruz, foi na cruz/Onde um dia eu vi/Meus pecados castigados em Jesus”...

Outras vezes soava docemente:
                        Vem já! Vem já! Alma cansada vem já!
           
            A Igreja cantava e as pessoas vinham contritas à frente, entregar-se ao Senhor Jesus. Muitos que passavam na rua, paravam para ouvir: “Pecador, vê, a luz brilha para ti...” Era o “hino dos crentes”.
           Que saudade de tempos tão “crentes”!
           
Antigamente, convidava-se alguém para ouvir “a Palavra”. Hoje pouco se convida o descrente para ir à igreja, a menos que haja um grande espetáculo. Claro que muitos eventos servem para atrair pessoas que jamais iriam a uma igreja. Não é ao evento que me oponho: grito contra a transformação do momento de louvor a Deus por louvor ao artista, num espaço em que a Palavra de Deus não é sequer mencionada.
            Há eventos que servem para entretenimento do povo cristão e isto é elogiável. É mais do que aceitável que pulem, gritem, aplaudam o cantor. Porém deve haver a consciência de que se trata de um tempo de descontração. Não é culto ou adoração ao Senhor especificamente. Não devemos misturar as atividades sacras com as profanas. Há momento do homem e há momento de Deus.
Um rei que não soube fazer essa distinção precisou chamar a Daniel, o profeta de Deus, para que identificasse a terrível sentença que a mão divina escrevia na parede do palácio. (Dn 5). Diz um antigo e belo hino — que desde criança ouvi, na linda voz de Feliciano Amaral:

                        “Numa orgia nefanda o rebelde Belshazar
                        Com os grandes do seu reino todos eles a folgar.
                        Num instante pararam, quando o rei percebeu
                         Mão de Deus na caiadura, que, escrevendo, apareceu...
                        ......................................................................................
                        Tua vida, ó amigo, na parede escrita está:
                        O registro dos teus atos mão de Deus escreve já.
                        Que Jesus, pois, te faça tal escrita compreender;
                        Que, em havendo tempo, possas
                        Sua Graça receber.”

Sabe uma coisa? Certa vez, Jesus expulsou os negociantes que atuavam no templo. Não é de duvidar que hoje expulsasse os comerciantes do sagrado. Que bom seria ainda entoarmos alguns daqueles belos hinos que estão nas páginas amareladas de hinários escritos por homens inspirados pelo Espírito Santo de Deus!
                Enfim, que saudades daqueles hinos!

3 comentários:

  1. Irmão Lzaldil, estive a ver algumas coisas em seu blog, e dou graças por haver homens que se interessam em divulgar a Palavra de nosso Deus. Desejo deixar um convite, tenho um blog com o nome de Peregrino e Servo, se desejar fazer parte, eu ficaria radiante em tê-lo como meu amigo virtual, isto é se desejar, se não ficamos amigos na mesma. Decerto irei retribuir seguindo o seu blog também. Um obrigado e muita paz e graça do Senhor Jesus.

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    Respostas
    1. Prezado irmão António,
      Muitíssimo prazer em conhecê-lo aqui. Acabo de me tornar seu seguidor. Um forte abraço. Deus continue abençoando-o.

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  2. Esse é o sentimento dos autênticos cristãos! Os hinos(hinos?) de hoje, tanto a melodia como as letras, são repelentes. São feitas por neófitos e pessoas que se dizem cristãos sem nenhum compromisso com o sagrado. Muitas dessas músicas não se sustentam diante de uma avaliação, mesmo superficial, à luz da Palavra de Deus.
    Também, sinto saudade, muita saudade dos cultos onde o louvor era uma verdadeira oferta de manjares às “narinas” do nosso Senhor! Creio que Ele realmente habitava no meio dos louvores, pois eram sinceros, tanto que milhares de almas se convertiam apenas em ouvi-los e muitas eram batizados com Espírito Santo. Somos testemunhas disso!
    Com saudade,
    Luciano Lourenço

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