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domingo, 18 de setembro de 2011

RESSUSCITA-ME...

Existem práticas — disseminadas no meio evangélico — capazes de fazer contorcerem-se os mais plácidos observadores. As composições ditas “gospel” devem estar em primeiro lugar nas estatísticas que apontam as incoerências bíblico-teológicas que, todavia, têm ampla aceitação entre os crentes.
A maioria dos “compositores” da chamada música “gospel” é responsável por essa indisposição, devido à tão grande ignorância das mais elementares verdades bíblicas. Eles acham que o domínio razoável de uma “linguagem de crente” somado a alguma história bíblica que lhes chegou aos ouvidos têm material suficiente para pôr bobagens em cifras. Depois disso, é só aparecerem mais dois tipos igualmente despreparados e está formado o trio (compositor-cantor-editor) que vai faturar com a sua “obra”.
É também de admirar que tais composições “peguem” tão rapidamente quanto fogo em capim. Talvez não se vá a uma igreja para um culto dominical em que não chegue ao pastor um pedido para cantar “um hino”. Nada contra os pedidos de alguém que queira apresentar um louvor verdadeiro a Deus, no culto.
Mas, é de se pensar que dificilmente alguém pretenderá entoar um hino naqueles cultos ou reuniões de baixa frequência: há de ser no domingo, com a igreja lotada! Assim, fica bem desconfiável a intenção do “cantor”, já que, em geral, as igrejas já têm oficialmente os componentes do ministério do louvor, assim como têm programado o pregador da noite. Imagine-se chegar um bilhetinho ao púlpito, no qual alguém pede para fazer uma pregação naquele culto!
Claro que os pedidos “para cantar” quase sempre vêm de alguém que, vitimado pela divulgação do “hino”, na mídia, adquiriu o “playback” e imitará o cantor para uma platéia de crentes. Leia-se I Coríntios, 14).
Há composições deploráveis, relativamente ao que dizem as Escrituras Sagradas. Entre outras composições absurdas está no ar uma em que o cantor pede para ser ressuscitado! A malfadada letra informa que o cantor está morto, está em trevas e, como Lázaro, pede para que o Senhor o chame pelo nome e o ressuscite!
Por partes: quando foi que Lázaro pediu para ser ressuscitado? Aliás, ninguém pediu a ressurreição de Lázaro, pois suas próprias irmãs desconheciam essa experiência e achavam que haveria uma ressurreição, sim, no último Dia (João 11: 1-24).
A ressurreição de Lázaro foi uma demonstração do poder do Senhor Jesus, a fim de que os circunstantes vissem que Ele tem todo o poder no Céu e na Terra.
Segundo: um crente não está morto, pois recebeu a vida eterna, pela salvação em Cristo (João, 11: 25-26). Portanto, quem canta essa música não deverá ser um crente; pode no máximo ser um desviado! Ora, o desviado, conhecedor da Palavra, precisa pedir perdão; não ressurreição! A triste letra seleciona um punhado de incoerências bíblico-teológicas capazes de arrepiar a quem tenha um mínimo de discernimento da vida cristã (Hebreus, 5: 14).
Não é hora de mais pessoas pensarem seriamente em conhecer a Palavra de Deus? Não é hora de nossas músicas se voltarem à adoração do Senhor e à busca de sua presença em nossas vidas? Não é hora de ouvirmos mais a instrução bíblica sobre o caminho que trilhamos na fé? É de se pensar.

5 comentários:

  1. Vou economizar palavras, pois estou usando iPhone. Texto brilhante!

    Em Cristo,

    Ciro Sanches Zibordi

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  2. Paz Professor Tavares, é realmente de doer os ouvidos e de doer o coração, essas deturpações chamadas pretensamente de "louvor".....isso tudo é fruto do despreparo de 'púlpitos', tanto na pregação da palavra bem como na composição de músicas com conteúdo Bíblico sadio....tá difícil....que Deus tenha misericórdia de nós....excelente seu texto. Deus o abençoe.

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  3. Gostei do post . Tenho parado pra pensar sobre hinos , louvores e músicas do gênero gospel a pouco tempo , confesso que não dava tanta importância .

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  4. Faço minhas as palavras do pr. Ciro Zibordi: texto brilhante. Precisamos ter cuidado ao cantar, ao compor e ao escolher o que vamos gravar. Hoje,o que vale é a mídia, e não o compromisso com a Palavra.

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  5. Infelizmente ese tipo de música é o que está sendo cantada em nossas igrejas, precisamos de líderes que combatam a disseminação desses "louvores" e que priorizem as verdades bíblicas.

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