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terça-feira, 20 de setembro de 2011

CRISE NA IGREJA EVANGÉLICA BRASILEIRA

A vida — observada no aspecto individual ou coletivo — pode ser entendida como uma sucessão ininterrupta de eventos surgidos de uma relação de causa e de efeito. Pode existir uma miscelânea de causas, mas o efeito será único. O resultado ou efeito só é plural no sentido de que favorecendo a um prejudicará a outro, necessariamente. Entretanto, o efeito é singular do ponto de vista de sua gênese, porque, quaisquer que sejam as partes que o provocam, elas sempre convergirão para uma respectiva unidade resultante. Todo resultado é obrigatória e respectivamente favorável e desfavorável; aceitável e inaceitável; benéfico e maléfico.
Todavia, antes do desfecho do resultado, há que se passar por um ponto chamado crise. Uma crise não é o fim, não é o intransponível: crise é o elo entre duas partes do trajeto. É uma situação que impõe ao homem ou ao grupo a definição de como prosseguir em busca de um fim, após as correções exigidas.
Toda essa elucubração visa a pôr em pauta o assunto relativo ao momento evangélico brasileiro.
Há tempos, boa parcela dos crentes evangélicos tem-se preocupado com os rumos da Igreja brasileira. Fala-se da multiplicidade de denominações, de “ministérios”, de comunidades, os quais se abrigaram sob esse teto; fala-se da incoerência de muitos segmentos, relativamente às doutrinas bíblicas; fala-se do surgimento da ala “gospel” de compositores e de cantores; fala-se das teologias espúrias, entre tantos males. Fala-se, enfim, numa crise que assola a Igreja Evangélica no Brasil.
Para uma parcela de observadores cristãos não ocorre, necessariamente, uma crise; pois, em vez de verem eles problemas, veem adaptações à realidade hodierna; considerando ser impossível que a Igreja atual se mantivesse no perfil da Igreja Primitiva. Outros, porém, estão seriamente preocupados com tal situação. Apenas esse desencontro de opiniões já aponta para a existência de uma crise.
A mídia brasileira está posicionada estrategicamente, aguardando a eclosão de focos discordantes, para atear fogo à lenha já empilhada; uma vez que não tem compromisso com o andamento dessas questões. Enquanto isso, pequenas fogueirinhas acendem-se aqui e ali, sem que os acendedores se deem conta de que “um pequeno fogo a um grande bosque incendeia”, registra o apóstolo Tiago, em sua epístola.
O conjunto dos problemas levantados no meio evangélico não deixa de ser sério: a implantação de pseudoigrejas não encontra qualquer dificuldade no país. Há “escolas de teologia” funcionando como verdadeiras arapucas, tomando dinheiro de mal-intencionados que se dizem vocacionados para uma “obra”. (continua).

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