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terça-feira, 20 de setembro de 2011

CRISE NA IGREJA EVANGÉLICA BRASILEIRA (continuação)

... Gravadoras e muitas editoras descobriram que é possível faturar alto, pondo à disposição de crentes incautos e sem ensino bíblico uma discografia e uma bibliografia sem compromisso com a Bíblia, nem com o bom-senso, nem com a boa ética.
As perguntas necessárias são: por que se chegou a tal ponto? Há como vencer a crise e retomar a boa conduta?
Existe mais de uma causa de se ter chegado a esse ponto lastimável: em primeiro lugar está o desprezo do primeiro amor, conduta registrada em Apocalipse, 2: 4. Os crentes têm-se embaraçado com a vida pós-moderna; estão preocupados com a mordomia da cidade grande, têm posto suas necessidades materiais em primeiro plano e se descuidado de uma vida consagrada ao Senhor.
Esse desvio gerou o desinteresse pela Palavra de Deus; esvaziaram-se os cultos de ensino, fecharam-se as portas para as Escolas Dominicais. Os jovens crentes não são mais diferentes dos mundanos em seu viver. Há um esfriamento generalizado.
Outro fator de crise é a transformação da propagação do evangelho em negócio rentável, o que despertou corações cobiçosos de dinheiro para a constituição das pseudoigrejas como entidades que comercializam de forma despudorada a Palavra de Deus. A cada dia abrem-se portas com essa finalidade perversa.
Lado a lado com essas entidades, desenvolve-se um ramo de negócio editorial inescrupuloso, por meio do qual se produz uma discografia de má qualidade artística no que se refere à composição musical e, muito pior, no que se refere às composições das letras. Há letras que ofendem não só o bom gosto literário, mas agridem a Bíblia de capa a capa. Isso acontece porque os “compositores” e “cantores” não assumem compromisso com a verdade bíblica, mas se interessam pelo faturamento que obtêm, provindo de uma massa que ignora a Palavra de Deus. Eis algumas razões de se chegar a este ponto!
Há como vencer a crise e retomar a boa conduta. Basta que as lideranças conduzam suas igrejas segundo o que determina a Palavra de Deus. Que sejam apontados à igreja, à luz da Bíblia, os erros das más composições e expurgadas das apresentações por meio de solos ou de conjuntos. Seria bom que se incentivasse o ensino da Música e a formação de Corais e quartetos bem equilibrados na vida cristã, sob a orientação de homens devotados à vida consagrada a Deus.
É necessário que se incentive e se valorize sobremaneira o estudo e o ensino bíblico, por meio das benéficas Escolas Dominicais bem aparelhadas para o ensino, por meio dos “cultos de ensino”, que, outrora produziram grandes líderes, bem como as reuniões de oração: o povo precisa voltar a orar a Deus.
A Igreja não pode se fazer tolerante com o mau comportamento de membros por causa do seu “status” social ou econômico (Tiago, 2: 9). A seriedade da Igreja não pode andar de mãos dadas com maus obreiros, seja por que interesse for (Efésios, 5: 11; II Co 5: 11).
Enfim, a crise atual do evangelismo no Brasil pode ser o sinal de uma grande renovação espiritual de nossa gente. Deus espera por homens que, como Neemias, estejam dispostos a levantar os muros da obra e expulsar os malfeitores. Esse será, sim, o início do grande reavivamento na Igreja brasileira.

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