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terça-feira, 8 de março de 2011

REFLEXÃO: DIFERENÇA ENTRE QUANTIDADE E QUALIDADE

A Igreja Evangélica brasileira está em rápido crescimento; dentro de pouco tempo, ela comporá a maioria religiosa nesta terra tupiniquim. A contagem crescente dos frequentadores das denominações evangélico-cristãs entusiasma muitos crentes tanto quanto a contagem de votos alegra o político vencedor. É próprio do ser humano sentir-se seguro, se pode contar com grande número de correligionários.
O que preocupa, porém, é que a noção de quantidade não ultrapassa a consciência de uma grandeza, isto é, simplesmente numérica; e isso, rigorosamente, não aponta para a idéia de que progressão (aritmética ou geométrica) determine a incidência da qualidade.
Qualidade, antes de tudo, enquadra-se num critério subjetivo, ético. Independe de contagem. A boa ou má qualidade, que se atribui às coisas ou às pessoas, consideradas em si mesmas ou coletivamente, só pode ser aferida a partir de critérios específicos. A conclusão é que quantidade e qualidade devem ser consideradas valores distintos. Todavia, há uma implicação séria: a quantidade, de modo geral, pode afetar a qualidade, caso se torne difícil o controle e manutenção desta.
Ora, se se considerar apenas a importância da expansão numérica da Igreja Evangélica brasileira, há indisfarçável perigo de se ver em decadência a qualidade que lhe é imposta. Há um padrão ético-religioso, mantenedor da qualidade, que não pode ser menosprezado. Esse padrão é determinado pelas Escrituras Sagradas e, sem elas, a quantidade deixa de ser motivo de alegria, para tornar-se ultraje à Igreja de Cristo.
Ainda não se atingiu a marca ansiosamente esperada, mas já é possível observar no espelho das águas límpidas do Evangelho de Cristo algumas manchas a navegar. Nesta terra, em cada esquina, amontoam-se salões que ostentam placas de igrejas evangélicas cujas lideranças são tortas, provindas da insolência, da desobediência à Palavra de Deus; são lideranças gananciosas, interessadas em seu próprio ventre. Assim, não se duvida de que a qualidade exigida pelo padrão bíblico não está contemplada.
Muitas dessas “igrejas evangélicas” amontoam-se num mesmo território, bem próximas umas das outras, a se fazerem concorrência desleal. O interesse delas está no crescimento numérico; a busca se traduz em reunir maior número, para maior renda financeira.
A maioria dessas “igrejas” oferece a quem as procura um evangelho deturpado, antibíblico, materialista e antropocêntrico. Elas conduzem seus seguidores à busca de um “deus” que se molda às intenções e vontades humanas, por meio de ensinamentos errados, tais como as “determinações”, o “tudo ou nada”, “se é “deus” mesmo, então faça”. Os tais divulgam um “deus” realizador de vontades, distribuidor de “bênçãos”, independentemente da situação espiritual do “fiel”. Diante desse quadro, tal crescimento é absolutamente criticável e mesmo indesejável.
Só deverá ser bem vindo um crescimento horizontal (quantitativo) e, simultaneamente, vertical (qualitativo). O maior interesse da verdadeira igreja cristã não é ser a que mais congrega adeptos ou amigos, ou simpatizantes. O maior interesse dessa igreja é ver almas salvas da vida pecaminosa, regeneradas pela lavagem da Palavra, rendidas à atuação do Espírito Santo.
Para que se alcance um alvo dessa natureza é necessário que neste país se levantem mais homens dispostos a agir em conformidade com a Bíblia Sagrada. É necessário haver homens que não negociem as convicções trazidas pela oração, pelo estudo bíblico, pela unção do Espírito Santo. É indispensável que haja homens dispostos a apontar, sem concessão, os erros doutrinários. Homens segundo o coração de Deus, profetas desta geração; conhecedores de que a quantidade não pode ser considerada acima da qualidade.

Um comentário:

  1. Perfeito, irmão Tavares!Concordo plenamente com o seu pensamento. Deus o abençoe sempre!

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