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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

QUANTOS MEMBROS TEM A SUA IGREJA?

Os tempos são difíceis mesmo! Vive-se a época das estatísticas, dos percentuais, das margens de lucros e do “ranking”. As planilhas de cálculos e os gráficos têm valor inestimável no mundo de hoje. A grande preocupação está em saber-se quem lidera a disputa. Que o sistema político, econômico e social deste mundo tenha criado essa engenharia de vida não espanta, pois os homens sempre se empenharam na disputa dos primeiros lugares.
Todavia, boa parte da igreja evangélica (portanto, seguidora do evangelho de Cristo), tem-se entusiasmado com a demonstração de suas estatísticas relativas ao número de membros, quantidade de templos, atividades sociais (mais importantes, ainda, se apresentarem extensões no exterior norte-americano, europeu ou africano). Com isso, várias lideranças passaram a disputar acirradamente espaços, traçando territórios para atuação e, sem cerimônia, criado até estratégias para a “pesca em aquários”.
Muitas “igrejas”, hoje, já não se preocupam com cultos em templos: dão preferência a mega-templos ou a reuniões em estádios ou em praças; amam providenciar “marchas”. Contratam “pregadores” e “cantores” que tenham potencial para agregar seus milhares de correligionários. Fazem, portanto, uma demonstração de “poder” (político, econômico) que causa inveja aos que (ainda) não se estruturaram para tanto.
Contados os milhares que vão a praças e estádios, fica fácil, num dado estatístico, chamá-los de “nossos membros”, “nosso povo”, o que é uma falsidade, já que essa massa é flutuante; pois, tanto frequentam um evento da igreja A quanto outro da igreja B. Não são membros. Infelizmente, buscam saciar uma sede que não passa com a água que lhes é dada.
O problema desse fenômeno é que a pregação bíblica do evangelho fica estagnada. Jesus mandou que os seus discípulos saíssem a ensinar todas as nações, batizando-as, em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Assim ele completou sua determinação: “... ensinado-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado...” (Mateus, 28: 19-20). A ordem é en-si-nar a guardar a Palavra!
Ora, onde estão as Escolas Bíblicas desses mega-eventos? Quando seus líderes reúnem o povo para estudar a Palavra de Deus, em que lugar? Nunca; em lugar algum! Ora, “Não havendo profecia, o povo se corrompe...” (Provérbios, 29: 18). Profecia, aí, é ensino, instrução.
A mídia que ignora os aspectos bíblicos do labor evangélico faz alarde com seus noticiários falaciosos, o que agrada a uma liderança espiritual corrupta. Cabe ao verdadeiro seguidor da Palavra de Deus ser prudente e ter discernimento deste assunto.
Importa que cresça a Igreja; não, necessariamente, a denominação. No livro de Atos dos Apóstolos lê-se “De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se quase três mil almas” (Atos, 2: 41). Foram batizados os que “de bom grado aceitaram a palavra” do pregador Pedro.
A mensagem do apóstolo Pedro foi evangelística. Ele fez pregação cristocêntrica; não adulou os desejos de seus ouvintes; não os chamou para solução de problemas sentimentais, ou financeiros; não disse que eles eram “mais-do-que-vencedores”. Ao contrário, chamou-os de assassinos! “... esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo” (Atos 2: 36). Conclamou os ouvintes a se lembrarem do que diziam as Escrituras Sagradas, no Antigo Testamento. Alertou para o cumprimento da profecia de Joel. Pregou a Jesus ressuscitado; atacou o pecado deles e convocou-os ao arrependimento. Resultado: “Ouvindo eles isto, compungiram-se em seus corações e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, varões irmãos?” (Atos, 2: 37).
A Igreja que cresceu não foi a de Pedro; foi a de Cristo; “E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja os que se haviam de salvar”. (Atos, 2: 47b). A Igreja do Senhor cresce, porque Ele lhe dá o crescimento, mas quanto a isto, não permitiu ao homem fazer estatística.
A igreja terrena precisa entender que ela, como denominação, não interessa ao Senhor; a denominação tem de funcionar como agência da verdadeira e grande Igreja, a Noiva do Cordeiro, que em breve será retirada deste mundo, para as Bodas Celestiais.
É possível contar quantos membros há na minha “igreja”; o mais interessante, porém, é quantos membros perfazem a “Igreja de Cristo”, à qual pertencemos. Trabalhemos por ela e o Senhor acrescentará a cada denominação humana os que se vão salvar. Deixemos a preocupação estatística para quem se interessa por ela. Deixemos o pódio para os soberbos e ansiosos de poder. Cristo nos chamou para fazer uma importante obra, não desçamos dos andaimes! “E enviei-lhes mensageiros a dizer: Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?” (Neemias, 6: 3).

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