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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

MORTE NA PANELA

Leitura: 2 Rs 4:38-41.
Introdução.
Depois de realizar alguns milagres (aumentar os azeite da viúva e ressuscitar o filho da sunamita, 4: 1-36), Eliseu voltou para Gilgal, onde deixara os seus discípulos, homens que seguiam os passos do profeta (6: 1). Agora, os filhos dos profetas estavam diante dele, assentados, talvez esperando uma solução para a fome que os ameaçava (v. 38).
O profeta mandou que Geazi, o moço que sempre o acompanhava, preparasse alimento para eles: um caldo de ervas. Uma mistura das ervas que por ali se encontravam. Havia naquele lugar uma mistura de ervas; mas, uma mistura que escondia a morte por envenenamento.
Quase sempre a morte por envenenamento é lenta. A vítima desfalece aos poucos, destruída pela peçonha. Muito veneno fica disfarçado até numa bela planta como as coloquíntidas (v. 39). A maioria dos venenos são sutis, mas podem causar a fatalidade da morte. A reserva de alimento buscado por um deles estava misturada com veneno.
Na vida espiritual também há alimentos que podem envenenar os crentes, levando-os à morte espiritual. O moço que saíra para buscar as ervas não soube identificar quais eram venenosas, e encheu a sua capa daquele vegetal. Há grande perigo de nos enchermos do veneno espiritual que sempre está por perto! Vejamos alguns desses venenos terríveis:
a) falsos ensinamentos: Gálatas, 1: 6-9; Ef 4: 14; 5: 6-11; Mt 7: 15-16.
É necessário muito cuidado em nossos dias, porque é grande o número de lobos vestidos de ovelhas, os quais andam de porta em porta, ou dentro dos lares, e até dentro das igrejas, como obreiros de Satanás, deturpando a Palavra de Deus, com vãs filosofias e ensinos de demônios (I Tm 4: 1). É indispensável o cuidado com programas de rádio, de televisão, com revistas e livros, os quais se dizem evangélicos, mas são armadilhas diabólicas, pratos cheios de veneno espiritual. Irmãos, ovelhas têm pastor e este deve saber por quais pastos as conduz. Ovelha que anda sozinha se desgarra. Não aplique sua atenção a assuntos sobre os quais não tem segurança; corra para o aprisco! Pode haver veneno na panela!
b) afastamento da igreja local. Hb 10: 25
É muito desagradável a situação de uma pessoa que não tem família. O tal indivíduo nunca pode se reunir para momentos prazerosos e íntimos. Além disso, o estado de solidão descaracteriza a vida humana, já que somos seres sociais. Um dos principais aspectos de os crentes se congregarem é o interesse comum: as coisas de Deus (esse é o assunto dos cristãos). Há, porém, outros aspectos importantes para que se considerem as reuniões. Vejamos um deles: Jesus está onde estão dois ou três (ou mais) reunidos em seu nome (Mt 18: 20). Isso é pouco? Jesus, de um modo geral, dirigiu-se a uma idéia coletiva: “Estou convosco“; “vos levarei para mim mesmo”; amai-vos, etc. A noção de igreja é coletiva. Há uma espécie de animal que se afasta do grupo ao pressentir a morte: o elefante. Crente não se afasta do seu meio, a menos que seja para a morte espiritual.
Ovelha fora do rebanho é lobo disfarçado ou é vítima dele em potencial. Crentes têm firme a noção do compromisso, porque isso faz parte do caráter cristão; prezam a comunhão com seus pares e com o Senhor. Afastamento é veneno que conduzirá à morte no deserto.
c) mornidão espiritual. Ap 3: 15-16.
Os crentes que estão nesse estado tornam-se apáticos. Vêm à igreja, mas não são envolvidos com as tarefas; são os crentes que cuidam da “sua própria vida”. Não se interessam por aquilo que Deus tem para o seu povo. Para eles, o culto virou rotina, hábito. Jamais um crente morno aproveita a mensagem que é pregada; ela se congela antes de chegar a ele. Muitos crentes mornos apreciam criticar tudo na igreja, mas nunca estão dispostos a trabalhar. Eles acham que têm excelentes idéias para o trabalho, mas crêem que não são aproveitados na obra. Eles estão envenenados pela falta de calor espiritual. Essa é uma situação muito perigosa.
d) irreverência religiosa. Tt 2: 7; Hb 12: 28-29.
A Bíblia diz que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Pv 1: 7); Também manda que se guarde o pé, ao entrar na casa de Deus. Também manda que as pessoas se prestem mais a ouvir do que a falar! (Ec 5: 1-3) Todavia, a irreverência religiosa não está apenas no “entra e sai” ou “fala que fala” durante os cultos, o que é gravíssimo! Esse tipo de irreverência proporciona inúmeros venenos para vida cristã como, por exemplo, a maledicência, a fofoca, a crítica injuriosa, a mentira. Se há determinações sagradas, é necessário que elas se cumpram. Uzá descumpriu uma ordem divina e foi morto (2 Sm 6: 3-8). A irreverência religiosa faz pecar contra o Espírito Santo: Ananias e Safira morreram por serem irreverentes (At 5).
A irreverência espiritual se manifesta também no comportamento do mau crente entre os ímpios. Quantos se deliciam com as piadas, quantos usam palavrões, além de outros hábitos mundanos! São crentes que valorizam as concupiscências (Mt 5: 14). A irreverência religiosa endurece o coração e mata a vida espiritual.
e) autoconfiança. Sl 20: 7; Pv 11:28; 28: 26.
A autoconfiança excessiva é puro veneno para a vida do crente. A história de Sansão (Jz 16) é suficiente para nos alertar quanto a isso. Muitos deixam de confiar na providência divina e se apóiam no “eu”. No final da história podem encontrar uma Dalila que os leve à derrota. Saul, o primeiro rei de Israel era tão soberbo e tão extremamente autoconfiante que resolveu agir no lugar do profeta Samuel (I SM 15: 17-23). Seu fim foi triste.
f) concupiscências da carne: Tiago 1: 14-15.
A Bíblia ensina que vivemos em luta: a carne contra o espírito, e o espírito contra a carne. A que lado se quer dar a vitória? Concupiscências são desejos fortes de satisfação material. Esses desejos, se prevalecerem, darão vitória à carne e o espírito morrerá envenenado. Mateus, 13: 22.
A carta de Tiago diz que a concupiscência atrai e engana o coração. Ela concebe (idealiza) e dá à luz (põe em prática) o pecado, o qual, executado, gera a morte. Há veneno nessa panela!
g) más companhias: Gálatas 6: 7; I Co 15: 33.
O mundo moderno vem propagando uma falsa noção de relacionamento social, relativamente à “aceitação do outro”. Essa noção intenta nivelar por baixo as relações humanas, dando privilégio à vida de pecado. Evidentemente não devemos fazer discriminação de pessoas; não nos cabe o direto de isolar ou circunscrever ninguém. Porém, o que se observa é que o diabo está usando essa noção para produzir contaminação. 2 Tm 3: 1-5.
Televisão e imprensa, hoje, tratam de produzir um ideal de miscigenação cultural e espiritual maléficos. Deus, nos antigos tempos, sempre exigiu que o povo escolhido não se misturasse com os ímpios. Jesus só viveu entre os pecadores para angariá-los para o seu reino, nunca para compartilhar dos seus erros. I Co 6: 12; Hb 11: 26-27. A Bíblia recomenda a santidade e santidade é separação espiritual. A luz não tem comunhão com as trevas! As más companhias são veneno dentro da panela!
Conclusão:
Assim como o profeta Eliseu combateu e eliminou o veneno que estava no alimento dos profetas (v. 41), Deus tem levantado homens dispostos a manter o rebanho de Cristo afastado dos venenos deste século, oferecendo-lhe saudável alimento espiritual, e eliminando qualquer elemento de destruição que o diabo tenha introduzido no arraial.
Deus requer um povo santo, separado do mundo (Lv 19: 2); portanto, não mergulhemos na torta sabedoria dos ímpios, que é terrena, animal e diabólica (Tg 3: 15), pois nela está um terrível veneno satânico que conduzirá os desobedientes à morte eterna. Amém!

2 comentários:

  1. Amado irmão, bom dia. Não tome como provocação o erro cometido. Errei mesmo e lamento. Entendi por bem corrigir, uma vez que a mensagem é de fato muito boa e traz grandes verdades.
    Deus o abençoe ricamente.
    Fique com a Paz do Nosso Senhor Jesus Cristo.

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