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domingo, 27 de fevereiro de 2011

A GUERRA, O FUTEBOL E A IGREJA

O apóstolo Paulo, por certo, era um admirador dos esportes. Muitos dos seus ensinamentos apoiam-se na prática esportiva e também na atividade militar. Portanto, não é absurdo entender-se que a prática da vida cristã é correlata a essas atividades. Medite-se na segunda carta a Timóteo, 2.
Não existe guerra levada a cabo por um único soldado. A guerra resulta de ação em equipe. Um único homem não forma o esquadrão; apenas faz parte da sua equipe. Ora, a palavra equipe tem origem no francês; é cognata do verbo equipar, o qual significa “providenciar em conjunto o necessário para o bom resultado de uma missão”. Equipe prevê cooperação.
Sendo Paulo um admirador dos esportes, viu a tarefa da vida cristã como uma carreira, isto é, a vida cristã exige movimento contínuo para alcançar um alvo.(I Co 9. 24).
Por outro lado, não há esportista que ignore a necessidade do trabalho conjunto. Os remadores exemplificam bem a sincronia que deve haver na execução do seu esporte. É incabível que, num barco, os esportistas remem com propósitos opostos. Se, também, numa partida de futebol alguém não trabalha em favor do grupo, leva ao fracasso toda a equipe.
Na guerra, os soldados formam batalhões, os quais são “um corpo” de militares que têm a finalidade de um único resultado. Os batalhões formam tropas e nenhum dos componentes pode dispersar-se, sem que traga a própria destruição e prejuízo aos demais componentes. Paulo também chamou a vida cristã de exercício militar (Gl 5. 17; 2 Co 10. 4).
A Igreja de Cristo, na Terra, tem de ter essa mesma noção. Primeiramente porque se trata dos “chamados para fora”, a fim de combater as hostes do inimigo. A Igreja não é um exército de tolos; pois sabe muito bem quem é o inimigo e quais as suas estratégias. A Igreja tem um Comandante a cujas determinações obedece e, por intermédio das instruções dele, auxiliada pelo Espírito Santo, prossegue para atingir o alvo.
Todavia, convém lembrar que tanto quanto na atividade bélica humana como na prática esportiva, muitas vezes a Igreja, que ainda vive neste tabernáculo humano, tende ao esmorecimento, ao desencontro na execução das tarefas e ao enfrentamento de outros problemas. Aos gálatas, o apóstolo Paulo exortou: “Vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer à verdade?” (Gl 5.7).
A igreja de nosso século tem-se ressentido dos mesmos problemas havidos na igreja primitiva e de outros até piores. Mas aquela igreja foi defendida por homens cheios do Espírito Santo, os quais se opuseram a toda prática maléfica, contrárias ao prosseguimento da marcha em união e unidade.
Muitas vezes, parece que há um desmoronamento doutrinário, uma desintegração da fé. Fala-se (demasiadamente) que o mundo entrou na igreja, divulgam-se desestímulos à vida cristã. Todavia, o Espírito Santo sabe onde estão as colunas da fé e, quando uma dessas colunas é recolhida ao repouso eterno nas mansões celestiais com Cristo, esperança nossa, logo, acende-se uma chama que estava ardendo sob cinzas.
Por isso, a Bíblia diz: “Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos” (Sl 116. 15). Faço referência, neste passo, ao falecimento do Pastor José Pimentel de Carvalho, que passou à Eternidade, deixando uma história de trabalho, de fé, de amor à sua denominação e, sobretudo, à obra do Evangelho. Divulgada a sua passagem, veem-se, surgindo das cinzas as vozes dos trabalhadores fiéis a Deus, a proclamar seu compromisso de fidelidade a Cristo e à sua doutrina, até que Ele chame outros ao Reino Celestial ou nos leve a todos para junto de Sua Glória e Majestade. Esse é o Exército de Cristo!
Quando o Senhor recolhe um dos seus santos, simultaneamente deixa acender nos corações a viva esperança quanto ao futuro de quem milita na obra. Esse é o reavivamento que atua na Igreja de Cristo.
“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; (...)” (Os 6.3). Não basta contentar-se em conhecer ao Senhor: é necessário prosseguir: a vida cristã é dinâmica, metódica e coesa. Novamente, Paulo afirma: “Não que eu o tenha já recebido ou tenha já recebido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus”
(Fp 3. 12). Paulo foi um militante. Ao final de sua vida, pôde, com todo direito, expressar: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já, agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, o reto juiz, me dará, naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda” (2 Tm 4. 7). Prossigamos! Amém!

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