Translate:

Pesquisar este blog

Receba as atualizações do blog em seu e-mail:

• Arguivo do blog

domingo, 9 de janeiro de 2011

BAR-IGREJA: CONTRADIÇÃO OU ESTRATÉGIA?

O apóstolo Paulo recomenda a Timóteo que pregue a Palavra com insistência, em todo momento e, obviamente, onde estiver. (2 Timóteo, 4: 2). Entretanto, essa orientação tem servido de pretexto para muita distorção no trabalho evangelístico. O versículo citado não pode — como nenhum outro — ser tomado isoladamente, fora do contexto. Quando se isola parte de um texto, enfraquece-se o sentido original e abrem-se portas para falsos significados.
Essa impropriedade é frequente na aplicação do ensino do apóstolo Paulo; pois, o que ele recomenda a Timóteo é um trabalho persistente entre crentes que têm forte tendência ao desvio da sã doutrina. O trecho não pode ser visto, senão, nesse contexto. Portanto, o apóstolo não recomenda que os crentes se valham do argumento de evangelização, para frequentarem ambientes impróprios. Ora, visto o contexto de versículo, evidencia-se que Paulo mostra a inconveniência de o pregador estar lado a lado com os irreverentes. (2 Timóteo, 4: 3)
O modernismo evangélico, entre outros desvios do ensino bíblico, veste crentes com roupas brancas, para se infiltrarem nas festas pagãs do baixo espiritismo; cria escolas de samba (!), para desfilarem no Carnaval.
Por que isso é desvio do ensinamento bíblico? O Salmo 1 adverte que o bem-aventurado não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores! Qual é o caminho dos adoradores de Iemanjá? Qual é a sala dos carnavalescos? Que tem o crente com a mesa dos que se embebedam? Jesus disse, sim, que somos a luz do mundo; mas, onde está a luz não há trevas! Por conseguinte, se o império é das trevas, não estamos como luz. Na verdade, seremos lâmpada apagada.
O noticiário informa que nos Estados Unidos, mais precisamente em Minnesota, existe uma “igreja-bar”! Ali, um seminarista resolveu criar reuniões em que as pessoas cantam, lêem a Bíblia, conversam sobre o cristianismo, enquanto saboreiam seus uísques e cervejas. Imagino o final desse “culto”! Isso não é estratégia de evangelização, é sacrilégio, aviltamento do sagrado.
O tal “evangelista” americano usa como argumento o fato de que o Senhor Jesus transformou água em vinho, numa festa de casamento. Tal defesa demonstra cinismo e irreverência, ou absoluta falta de conhecimento exegético!
A Palavra de Deus espera que o crente saiba responder à pergunta: “Que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?” (2 Coríntios, 6: 14-1). A recomendação é que o crente não se prenda a jugo desigual.
Muitos “ensinadores” pensam que o conceito de jugo desigual está relacionado apenas ao problema do casamento civil do cristão com o infiel. Claro que essa é uma das formas da desigualdade entre cristãos verdadeiros e não-cristãos; porém, tudo quanto relacionar o justo com o injusto, o piedoso com o impiedoso é jugo desigual. Nossas amizades e companhias, nossos ambientes, nosso comportamento na sociedade podem estar imersos na desigualdade de jugo.
A deturpação da Palavra no que se refere às estratégias de evangelização abriu caminho para a miscigenação do crente com o mundano. É doloroso verificar que grande parte de nossos irmãos têm entrado num tal endurecimento de coração, que já não aceitam a exortação nesse sentido. Normalmente a julgam como rigorosa e excessiva. A resposta de hoje é “Que é que tem?” ou “Todo mundo faz!” E a Palavra de Deus não merece obediência? A Bíblia recomenda inúmeras vezes quanto à maneira de se andar: Provérbios, 22: 6; Salmo 1: 1; Amós, 3: 3; Gálatas, 5: 16; Efésios, 4: 1 etc.
É necessário que os servos do Senhor usem a inteligência, para adquirir o discernimento! Crente tem o dever de ser sábio, uma vez que é guiado pelo Espírito de Sabedoria.
Aquilo que muitos têm chamado de estratégia para evangelização não passa de acomodação aos costumes dos “egípcios”; não passa de uma prática contrária à verdade bíblica. Os tempos desta pós-modernidade levam o homem à aceitação de tudo quanto o livre de esforço ou dedicação. O que vale é o conforto, a falta de cobrança; enfim, a permissividade em lugar da permissão.
A permissão está atrelada ao compromisso com que a concedeu; a permissividade desconhece normas e conceitos, e caminha para o estado de degeneração. Diz o apóstolo Paulo: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes” (1 Coríntios, 15: 33). É tempo de se reverem os conceitos e de se retornar aos princípios sagrados da Palavra de Deus.

2 comentários:

  1. Meu Deus, onde vamos chegar com tantas inovações! Aqui no Brasil já tem denominações evangélicas implantando esse tipo de chamariz! Que coisa nojenta e satânica! Ora vem Senhor Jesus!
    Muito bom este alerta!
    Um abraço!

    ResponderExcluir
  2. Porque ninguém pode colocar outro alicerce além do que já está posto, que é Jesus Cristo.
    Se alguém constrói sobre esse alicerce, usando ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha,
    sua obra será mostrada, porque o Dia a trará à luz; pois será revelada pelo fogo, que provará a qualidade da obra de cada um.
    Se o que alguém construiu permanecer, esse receberá recompensa.
    Se o que alguém construiu se queimar, esse sofrerá prejuízo; contudo, será salvo como alguém que escapa através do fogo.
    1 Coríntios 3:11-15


    e Jesus nos ensina:
    Não julguem, para que vocês não sejam julgados.
    Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês.
    Mateus 7:1-2

    Só uma deixa para cada um cuidar daquilo que foi confiado a ele se esse cara tem tido a oportunidade de ganhar esses "diferentes" para Cristo quem somós nós para condena-lo

    ResponderExcluir