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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

JESUS VEM BREVE!

No mês de agosto de 1954, foi inaugurado um dos mais belos templos da Igreja Assembleia de Deus, Ministério do Belém, no bairro da Lapa, em São Paulo. Naquele templo, hoje demolido, havia um letreiro luminoso, em neon azul, encimando o púlpito. Lia-se ali: JESUS VEM BREVE!
Àquela época, eu era apenas uma criança, mas via todos os domingos aquela luz azul, anunciando o evento mais esperado por toda a Igreja de Cristo: a sua volta! Eu ficava encantado com o letreiro e com a inesquecível frase tão carregada de esperança.
Os crentes assembleianos mais antigos também cantavam muito o hino 300, da Harpa Cristã. Cada uma das cinco estrofes inicia, dizendo: “Jesus, sim, vem”. Encerra-as a frase: “Jesus em breve vem!” A vinda de Jesus enche de alegria os corações resgatados; as pregações que abordam esse tema são arrebatadoras. A Igreja sempre viveu cheia de esperança nessa vinda.
Espanta-me que tenhamos alcançado dias em que a maioria das igrejas está ocupada com assuntos alheios à vinda do Senhor. Trata-se de tudo: administração modernizada, reforma de templos, aquisição de bens, passeios, congressos, enfim, inúmeras atividades próprias de quem não está atento à vinda do Senhor, ou não anseia por ela. Quando se anseia por algo não se fala em outra coisa. Conheço uma jovem que festeja a chegada do seu aniversário um mês antes; ela conta dia após dia, na ansiedade do evento! Assim deve ser a Igreja, a qual é a Noiva que deseja ardentemente a chegada do Noivo!
Jesus vem breve! Nossos dias estão vazios dessa pregação. Nossos templos já não ouvem essa mensagem. Já não está à flor da pele o sentimento de urgência no preparo para o maior evento de toda a História. Nisso reside um enorme perigo.
A Bíblia expõe a parábola das dez virgens, relatada por Jesus, no Evangelho de Mateus, 25: 1-13. Aquelas dez jovens viviam à espera do noivo que chegaria de surpresa. Cinco, porém, descuidaram do preparo. As moças prudentes mantinham, conforme o costume da época, suas lâmpadas acesas e abastecidas do azeite indispensável ao encontro. As outras cinco distraíram-se. Quando se apregoou a chegada do noivo, aquelas puderam sair-lhe ao encontro; as distraídas, porém, não puderam ir às bodas.
Qual será a nossa situação? A quais das virgens noivas podemos ser comparados? Que cada um de nós tenha a bênção de avaliar a situação.
É chegado o tempo de a Igreja do Senhor se preocupar menos com as coisas deste mundo, e resumir seu trabalho à pregação efetiva do Evangelho, sem deixar, em hipótese alguma, de fazer uma verificação de como andam as lâmpadas, o azeite, e a esperança da vinda do Noivo. “Em todo tempo sejam alvos os teus vestidos, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça” (Eclesiastes, 9: 8).
É chegado o tempo de haver insistentes pregações que despertem os sonolentos e os distraídos com as coisas terrenas, para o momento glorioso que surpreenderá a muitos. Não podemos deixar de anunciar cada vez mais: Jesus vem brevemente!

2 comentários:

  1. Querido irmão Izaldil, quando eu era jovem presenciei essa frase na minha igreja. Era a primeira mensagem ao adentrar o recinto congregacional. Aliás, não existe uma mensagem mais alimentadora da nossa esperança do que esta: "JESUS BREVE VEM". Penso nela todos os dias! Almejo por este dia como " a corsa almejo por água". Infelizmente, o que vemos hoje nas igrejas, na maioria delas, é a apologia ao materialismo. A falaciosa teologia da prosperidade tem ocupado os púlpitos das igrejas. É uma vergonha que pastores, dantes envolvidos com a genuína doutrina apostólica, viraram-se contra ela ao aderir esse movimento daninho que tem deixado a maioria dos crentes à beira do precipício espiritual. Se Jesus não voltar logo, poucos se salvarão da maldição eterna! Que o Espírito Santo nos encha da Sua Graça e não nos deixe cair em tentação e nas ciladas do hedonismo que nuveam as igrejas evangélicas.
    Um abraço!
    Luciano Lourenço

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  2. Penso que o maior problema está no excessivo conforto conquistado pela maioria de líderes cristãos. Quando se tem muito dinheiro no banco, casa na praia, belíssimos carros, amigos conquistados com as riquezas da injustiça, pergunto: Quem deseja apressadamente a vinda de Jesus?

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