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terça-feira, 28 de setembro de 2010

PASTOREIO COM EXCELÊNCIA?!

Este século traz cada novidade, que causa espanto! Não me refiro às invenções tecnológicas surpreendentes; não me refiro ao avanço das técnicas cirúrgicas que a Medicina tem apresentado; também não me refiro às aquisições da Engenharia. Não me refiro a nenhuma das grandes aquisições materiais e intelectuais da humanidade.
O que me espanta são algumas novidades que chamarei de “eclesiásticas”. É possível que ninguém supere essa área.
Prendo-me hoje a considerar um fato que, a meu ver, exige meditação. Fiquei boquiaberto, outro dia, quando li ou ouvi (já nem sei!) o “slogan” de uma igreja evangélica amplamente conhecida em nosso país. A “propaganda” diz mais ou menos isso: “Igreja x: um pastoreio com excelência!”. Não é demasiado espantosa a arrogância? Quem julga a excelência do trabalho de um servo? Ele próprio?
Certa ocasião o apóstolo Paulo, dirigindo-se à igreja em Corinto,fez declaração que o coloca diametralmente oposto ao “pastoreio” ao qual me refiro, porque diz: “E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E eu estive entre vós em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. A minha palavra, e a minha pregação, não consistiu em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder...” (I Co 2: 1-4). Paulo esteve entre os irmãos “em fraqueza, e em temor, e em tremor”!
Nesse trecho o apóstolo não pretende fingir-se de tímido; na verdade, ele expõe o senso de responsabilidade no exercício do ministério que lhe foi entregue. Convém estudar carinhosamente essa epístola.
O Senhor Jesus recomendou “Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos só o que devíamos fazer” (Lc 17: 10). Jesus deixa claro que, fazendo a totalidade de nossas obrigações para com Deus, continuamos servos (escravos) e mais: inúteis. O que fazemos não é por excelência pessoal; é pela graça e misericórdia do Senhor que executamos sua obra.
E agora? Como ficam aqueles que julgam fazer coisas excelentes? O mesmo Senhor Jesus disse que a autopromoção produz um galardão efêmero em substituição à glória prometida no Céu. Quão triste é constatar que não poucos trabalhadores na seara do Senhor já cobraram antecipadamente uma glória mui passageira. Os tais trocaram uma primogenitura por um prato de lentilhas!
Julgar fazer “pastoreio com excelência” é antibíblico, desde que já não segue o exemplo de Paulo, que sugere: “Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo” (Rm 11: 1) e outra vez: “Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam” (Fp 3: 17). É emblemático esse final do versículo 17 citado. O apóstolo se mostra preocupado também para com os que não seguem o seu exemplo de serviço cristão.
A igreja vive nos dias de vaidades pessoais, transita nos caminhos de homens prepotentes cuja soberba não vê limites; por isso, necessita apegar-se, de modo intransigente, às instruções da Palavra de Deus, sem permitir qualquer desvio.
Cabe ao Corpo de Cristo compreender que uma mínima transigência pode ser a porta por onde os malefícios penetrem surdamente, causando não pequeno estrago. É necessário prudência. São indispensáveis ouvidos e olhos bem abertos, para que o engodo da falsa sabedoria e da arrogância não conduza a descaminhos.

Um comentário:

  1. Tavares, muito bom seu artigo, mas não estaria um pouco fora do contexto, as igrejas que utilizam está chamada não estão buscando meios para chamar os pastores para responsabilidade. Ou seja somos servos inúteis sempre diante de um Senhor que não importa que façamos não poderemos ser grato ou pagar a altura o que nos fez e nos faz nosso Senhor Jesus Cristo, porém não podemos usar a inutilidade para se firmar em uma obra que é excelente, devemos chamar homens dignos que o mundo não é digno de recebe-lo. Ou seja não quero aqui fazer uma defesa mas talvez entender que quem faz com excelência deve entender que é servo de um Excelente Senhor. Mas enfim é bom madurecermos este tema. Deus abençoe sua vida!!

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