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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

FALTA SEMEAR

“Celebrai com júbilo ao Senhor todos os moradores da terra. Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos a ele com canto. Sabei que o Senhor é Deus; foi ele, e não nós, que nos fez povo seu e ovelhas do seu pasto.” (Sl 100: 1-3).


O salmista anônimo conclama a todos os povos, em todas as épocas e lugares, a que se voltem para a contemplação da majestade divina. O trecho transcrito mostra a absoluta certeza do cantor, relativamente à excelsa soberania de Deus; por isso, ele emprega as formas imperativas acima. Esse é um dos seis salmos teocráticos.
Parece que vivemos tempos diferentes; hoje, os homens correm para um Senhor visto meramente como provedor; vão no encalço de um Deus cuja fidelidade é conhecida e proclamada — e verdadeira, sem sombra de dúvida! Mas, baseados nesse indiscutível caráter de Deus, proclamam que o Senhor jamais negará bem algum; esquecendo-se, porém, de que o texto bíblico vai além, quando diz que esse favor divino é para os que andam na retidão (Sl 84:11).
Existe uma multidão de pregadores cujo único interesse é conduzir um rebanho cego por esse caminho errado. Praticamente toda pregação, tanto nos templos como nos meios de comunicação, gira em torno de um só tema, explícito ou não: “Deus é fiel”.
Mudam-se as palavras, pois o vocabulário é amplo; edulcora-se o conteúdo com expressões de vitória à vista; pintam-se as mensagens com as cores vivas do entusiasmo pseudopentecostal e, com isso, encantam uma platéia desprovida do conhecimento da Palavra de Deus e ávida de satisfação dos interesses pessoais. Não se fala em fidelidade a Deus. Se Deus é fiel, que mais importa saber? Nada! Basta proclamar e cobrar a fidelidade do Senhor.
O Salmo 116: 12 registra a bela pergunta de um coração agradecido: “Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito?”.
A Bíblia Sagrada está repleta de ensino sobre qual deve ser a atitude dos homens em relação a Deus. Se bem forem observadas tais instruções, será possível notar quão distante da Palavra de Deus está esta geração.
Fala-se tanto em “semeadura” nestes tempos de hoje! Praticamente todo pregador insiste em que é necessário “semear”; e não há nem um mínimo problema nessa insistência, que é bíblica! O problema está na “semente” solicitada! Aquele que semeia apenas uma espécie colherá apenas o que plantou. Há quem diga: — Ótimo! Semeio dinheiro e colho dinheiro!
O amor ao dinheiro foi criticado por Jesus; ele separou bem os interesses materiais e espirituais. O Senhor deixou claro que não é possível servir a dois senhores: fatalmente, um será desprezado! (Mt 6: 24, cf. Lc 16: 13).
Usa-se invariavelmente, o argumento: Deus é dono de toda prata e de todo ouro! (Ag 2: 8). É interessante que a Bíblia, para alguns, só usa linguagem figurada em “certos casos”. Por que, no texto de Ageu, prata e ouro não serão linguagem figurada para todas as riquezas e glórias do Senhor? Por que esses preciosos metais têm que ter sempre esse pobre valor material imposto pelas relações econômico-sociais? Acaso, os “talentos” não exemplificam as riquezas do Reino de Deus? (Mt 25: 14-30).
É hora de se unirem os verdadeiros profetas do Senhor, para alertar os crentes que estão no caminho errado, guiados para a busca das coisas que podem “vir do alto”; mas, que nada “enviam para o alto”. Jesus recriminou esse tipo de gente: “... Na verdade, na verdade vos digo que me buscais não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes.” (Jo 6: 26).
Não se vêem, por ora, corações contritos na presença de Deus, em busca de perdão dos pecados; o que há, hoje, já havia nos tempos de João Batista: “raça de víboras” que precisam ouvir a verdade para fugir da ira vindoura! Há necessidade de se atender à procura do Pai: “verdadeiros adoradores”, sem qualquer outro interesse ligado à vida terrena, que é passageira.
É urgente “semear” contrição, reconhecimento da insignificância do que é terreno, louvor e adoração sinceros ao Deus Todo-Poderoso. É hora de dizer com o salmista: “Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor. Pagarei os meus votos na presença de todo o seu povo.” (Sl 116: 13).

Um comentário:

  1. Boa noite professor,
    Td bom?Estudei com o senhor no curso que ministrou nos três primeiros sábados deste mês,desculpe-me na verdade não estou comentando o texto,venho te pedir ajuda pelo amor de Deus,não conseguirei sozinha superar os grilhões que insistem em me fazer desistir.Estive conversando com o senhor na terça-feira ,dia 21,se recorda?Me oriente por favor,pois não consegui nenhuma posição até o momento e olha ,não é por não ter tentado,pois insisti e muito em vão por enquanto.Confio em Deus e que o senhor me auxilie.
    Muito obrigada.

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