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terça-feira, 3 de agosto de 2010

PROBLEMAS COM A LÍNGUA III

Prof. Izaldil Tavares de Castro

Continuando nossa conversa sobre algumas questões vernáculas (questões próprias do nosso idioma), vou abordar mais cinco casos, conforme prometi. Optei por enfatizar problemas que ocorrem com mais freqüência na expressão oral. Ora, deslize é deslize e causa reparo tanto na expressão falada quanto na escrita. Sem dúvida, também é comprometedor escrever mal. O que se escreve não dá espaço para perdão: está escrito!

1. Haviam muitos problemas naquele escritório. (errada)
Havia muitos problemas naquele escritório. (correta)
Um dos problemas mais sérios é a desatenção com o emprego do verbo haver. Entre vários de seus significados está aquele que indica existência ou ocorrência de algo.
Quando isso acontece, o tal verbo deve ser mantido na terceira pessoa do singular; jamais do plural. Caso haja verbo auxiliar (deve haver, pode haver, vai haver etc.), o auxiliar também permanecerá na terceira pessoa do singular. Observe cuidadosamente outros exemplos:
Sempre houve homens de bem. Deve haver homens de bem. (correto)
Sempre houveram homens de bem. Devem haver homens de bem. (errada)
Houveram alguns problemas na máquina. (errada)
Houve alguns problemas na máquina. (correta)
Podem haver problemas na máquina. (errada)
Pode haver alguns problemas na máquina. (correta)

2. Já fazem três semanas que ele não comparece aqui. (errada)
Já faz três semanas que ele não aparece aqui. (correta)
Para esse caso, servem as mesmas instruções do item anterior. O verbo fazer permanece, necessariamente, na terceira pessoa do singular, quando expressa a noção de tempo decorrido ou clima. Seu verbo auxiliar segue a regra: Deve fazer, vai fazer, pode fazer alguns anos. Relativamente à indicação de clima: Faz verões incríveis no Nordeste. Vai fazer verões intensos.

3. Independente das lutas, prossigo trabalhando. (errada)
Independentemente das lutas, prossigo trabalhando. (correta)
Observe que a palavra independente é um adjetivo. Fala-se, portanto: Paulo é independente. Quando se trata de advérbio, acresce-se o sufixo –mente: Independentemente da situação verificada, o caso será resolvido.
4. Onde você vai? Aonde fica o seu apartamento? (errada)
Aonde você vai? Onde fica seu apartamento? (correta)
A palavra onde funciona como advérbio de lugar. Por isso, só será empregada com um antecedente indicador de lugar, como se vê em: a casa onde..., o bairro onde...; a mesa onde... etc. Há casos em que se usa a forma aonde. Para aplicá-la, veja se pode ser substituída péla expressão para onde. Exemplos: Aonde (= para onde) você vai? Mas, diga: Onde você está? Onde você mora? Nesses casos não cabe para onde.
5. Naquele salão tinha cem cadeiras; no teto tinham dois ventiladores. (errada)
Naquele salão havia cem cadeiras; no teto havia dois ventiladores. (correta)
A norma culta padrão da língua não admite que se use o verbo ter em substituição do verbo haver. Essa substituição é prática do linguajar coloquial. Então, diga: Havia pessoas ali. Há um ventilador no teto etc. Lembre o que foi dito no item 1, quanto a sua permanência na terceira pessoa do singular.

Um comentário:

  1. Meu amigo Tavares! sempre dando aulas! É isso aí. Como faço para entrar em contato com você? Meu twitter: @josucarv; telefone comercial: 71 3343 5984. Moro em Salvador. Ainda estou no Objetivo. Ficarei muito feliz se vier a falar com você.
    Abraços,

    Jô (Josué de Carvalho

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