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domingo, 1 de agosto de 2010

O PERIGO DOS SINAIS EXTERIORES DE PIEDADE

"E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas, e nos cantos das praças, para serem vistos pelos homens, em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa" (Mt 6: 5).



Existem coisas que depõem contra a vida cristã sadia. Os sinais exteriores de piedade são uma delas. O Senhor Jesus sempre combateu os “santarrões”, porque o interesse deles era mostrarem-se como pessoas absolutamente irrepreensíveis quanto à sua religiosidade e, pior do que isso, gostavam de menosprezar o próximo, em quem não viam tais “qualidades”.
Aliás, Jesus demonstrou toda a sua aversão aos “religiosos” de seu tempo. Ele jamais poupou críticas aos fariseus, porque aqueles homens davam a vida por uma demonstração de conhecimento da Lei e de como sabiam aplicá-la; porém, em proveito da aparência que procuravam manter. “Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia” (Lc 12: 1b).
Em Lucas, 18: 10, o Senhor propôs uma parábola por meio da qual apontou o modo como orava o fariseu, “de si para si mesmo”, dizendo: “Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens...”. O Senhor achou ridícula a posição daquele homem. Deus não atenta para a justiça humana, antes sua misericórdia está estendida para os que se humilham e reconhecem a sua absoluta incapacidade. Não há homens melhores; todos carecem da misericórdia divina
Por isso, é estranho que, não raro, entre os que conhecem a Palavra de Deus, haja alguns que evidenciam tamanha falta de amadurecimento cristão. Muitos envelhecem no Evangelho, mas sua postura desvirtuada se acentua com o passar dos anos. Esses são os que se julgam extremamente fervorosos, mais “crentes” do que todos os seus irmãos, além de se colocarem acima de toda instrução. O seu prazer não está na Lei do Senhor; está na sua aparência piedosa.
Presenciei, há algum tempo, um fato que comprova a veracidade da questão aqui tratada. Ao ouvir a instrução de um pastor a respeito dos excessos cometidos nessa área, algumas pessoas não se sentiram felizes com a reprimenda. O problema é que tais pessoas faziam parte de um coral e, quando cantavam, não atentavam para a regência, porque se mantinham de olhos fechados e gesticulando “em louvor”. Em poucos minutos a “piedade” deu lugar à contestação.
Não há dúvida de que pode haver movimentos causados pelo Espírito Santo; porém, é estranho que esses comportamentos a que me refiro tornam-se rotineiros e frequentes nas mesmas pessoas.
A alegria provinda do Espírito Santo não se evidencia em atitudes destoantes da sabedoria e do discernimento espirituais. Os casos de sinais exteriores de piedade devem chamar a atenção, porque não passam de maus hábitos. A espiritualidade do crente se revela numa vida equilibrada em todos os sentidos, inclusive na maneira de se portar convenientemente em cada situação.

Izaldil Tavares de Castro

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