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quarta-feira, 14 de julho de 2010

INTERCESSÃO NÃO É INTERVENIÊNCIA

A palavra intercessão expressa a atitude de uma pessoa que se dispõe a pedir algo em favor de outra, uma vez que esta não encontra, por qualquer motivo, condições de apresentar suas próprias necessidades. O intercessor deve preocupar-se tanto por pecadores (Lc 23: 34) quanto por justos (Jo 17: 9-17). Intercessão é ato de amor tão intenso que leva uma pessoa a se colocar não apenas como porta-voz da necessidade alheia, mas a demonstrar profundo interesse na solução do problema que aflige ou possa afligir o outro. Intercessão é um ato de compaixão.
Interceder é orar por alguém; isso difere da atitude de se orar com alguém. Orar com alguém caracteriza tão somente concordância e simpatia para com o pedido alheio. Trata-se de uma oração de “amém”. No decorrer dos cultos, fazemos essa oração, quando oramos com a igreja. Assim cumprimos o que Jesus disse: o pedido de dois em concordância será atendido (Mt 18: 19).
Nota-se, portanto, que a intercessão requer maior interesse daquele que ora, ela exige atitude de tomar como pessoal a necessidade alheia.
A intercessão é, talvez, a mais cristã das atitudes; porque é a própria imitação de Cristo, o maior de todos os intercessores. Cristo rogou ao Pai por nós. Por nós ele foi à cruz em ato de intercessão pela humanidade. Por interceder, ele suou sangue em oração.
A Bíblia apresenta extensa lista de atos intercessórios: Jó intercedeu por seus filhos (Jó 1: 5); Abraão intercedeu por Ismael (Gn 17: 18); por Sodoma e Gomorra (Gn 18: 23-32); Neemias intercedeu pelo seu povo (Ne 1: 5-11).
A intercessão é ato de fé. Quando intercedemos, cremos que a resposta divina virá; entretanto, devemos ver com clareza que interceder é ato de humildade perante o Senhor. Quem intercede não determina, não exige, não cobra; curva-se à vontade do Senhor; pois, ainda que nosso desejo seja intenso, sempre haverá de prevalecer a vontade do Senhor. O pedido é nosso: a resposta é de Deus. Intercessão não é ato de interveniência. Nenhum homem intervém na vontade suprema do Senhor; mas ele, em sua infinita bondade e misericórdia, pode alterar o rumo dos acontecimentos, tal como fez a Nínive. (Jonas 4: 9-11).
O intercessor pede e espera a solução divina; ele não garante a solução, pois essa não depende dele. Quem solicita a oração não pode confiar no poder do intercessor (que é nenhum), mas confia no poder do Senhor.
O intercessor é um servo que deve ter vida consagrada, sem o que, ele não terá condições de se chegar ao Trono de misericórdia. Sem santificação, ninguém verá o Senhor, nem se aproximará dele para pedir o que quer que seja.
Quem solicita oração do intercessor deve ser específico no relato de sua necessidade. De outro modo, não há como interceder. Muitos pedidos de oração são genéricos, tais como: “orem por mim”, ou “orem pela resolução de um problema”. Outros fazem pedidos que envergonham o intercessor: “peço oração porque namoro um rapaz incrédulo”. Ora, namoro com incrédulo não é caso de oração, mas de arrependimento ou punição!
Deus requer bom senso de quem precisa de ajuda espiritual.

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