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terça-feira, 13 de julho de 2010

A "igreja", a Bíblia e a "Igreja"

“... e, sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. (Mt 16: 18).


Todo crente verdadeiro sabe que deve ser extremamente zeloso no que se refere ao conhecimento da Palavra de Deus e no comedimento ao falar. Não foi sem motivo, que o apóstolo Paulo recomendou, na Carta aos Coríntios, que algumas irmãs permanecessem caladas nas “igrejas” (I Co 14: 34). Bem antes, no Antigo Testamento, o sábio Salomão diz, em tom de ordem, que haja mais inclinação para ouvir do que para falar, na Casa do Senhor (Ec 12).
Um dos piores males encontrados no meio evangélico de nossos dias é a pouca competência bíblica verificada entre os crentes. Essa é a maior causa do aumento — em progressão geométrica — das “meninices” em todos os setores da atividade eclesiástica. Tais “meninices” não são atitudes apenas dos neófitos: muitos líderes têm sido displicentes no comedimento e, o que é pior, também no conhecimento da Bíblia! Um deles, famoso, citou, recentemente, um texto “bíblico”: O cair é do homem, mas o levantar é de Deus!
Com frequência se ouve a queixa absurda relativamente à “situação da Igreja de Cristo”; como ela anda enfraquecida, como o “corpo de Cristo” está esmorecido! Ouvi de alguém que exortava duramente seus conservos dizer: “Estou muito triste com a Igreja de Cristo”. Que falha! Que falta de Bíblia e de bom senso! A tal pessoa queria referir-se ao fato de que vê o povo meio apático em relação ao trabalho a ser realizado. Povo esmorecido não representa a Igreja de Cristo, porque esta permanece viva, ativa, fiel. Ela não se abala com as crises. É incólume!
Sem dúvida, há crentes em situação de fraqueza espiritual; porém, eles precisam de amparo, de ajuda a qual, certamente, vem da Igreja de Cristo, a sempre vitoriosa.
Confundir o significado de “igreja” com o de “Igreja” é atitude de insipientes. E não é necessário recorrer ao conhecimento do grego, nem do latim. Só um pouquinho de língua lusa resolve isso. Nossa língua usa a palavra “igreja” para denominar o templo, o prédio; usa-a, também, para denominar a entidade congregacional de natureza jurídica (denominação); muitas vezes equivale à relação de membros. Mas, Igreja (com inicial maiúscula) alude ao “Corpo místico do Senhor”, corpo de natureza universal e não identificável por homens. Só Cristo conhece a sua “Igreja”, a Noiva do Cordeiro, que jamais será esmorecida, fria, incompetente, porque, nela atua o Espírito Santo.
Se digo que vou à igreja, refiro-me ao templo, ao lugar de culto. Se digo que a igreja está reunida, refiro-me à membresia da comunidade; mas se digo que faço parte da Igreja de Cristo, devo ser cidadão do Céu; devo pertencer ao Reino, pela graça e pela misericórdia do Senhor Jesus que, por sua morte na cruz, me resgatou para tal privilégio.
Para integrar esse Corpo da forma mais digna e honrosa possível, necessito de me manter interessado no conhecimento do texto sagrado, a fim de estar com aqueles a quem Deus quis revelar o Mistério da Salvação.

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