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segunda-feira, 26 de julho de 2010

ESCOLHAS QUE FAZEM A DIFERENÇA

“... e Daniel assentou no seu coração não se contaminar com a porção do manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia;...” (Dn 1:8).
“E respondeu Acã a Josué e disse: — Verdadeiramente pequei contra o Senhor, Deus de Israel e fiz assim e assim...” (Js 7:16).

Introdução.
A natureza humana tende a contrariar aquilo que se supõe estabelecido: ou seja, aquilo que é vigente e aceito de modo geral. Essa necessidade de contrariar pode inclinar-se para o bem ou para o mal, dependendo, apenas, do que estiver estabelecido no ambiente. A oposição às leis impostas pela sociedade é atitude passível de punição e esse conceito é bíblico “O que guardar o mandamento guardará a sua alma; mas o que desprezar os seus caminhos morrerá” (Pv 19:16).
O homem que se opõe sempre faz diferença; entretanto, a virtude não está, necessariamente, em ele diferir; está, sim, naquilo em que ele difere. A diferença em uns assinala o princípio da sabedoria, que é o temor ao Senhor. A diferença mostrada por outros aponta para a estultícia humana, para a desobediência a Deus, gerada pelo diabo, no Éden.
Entre tantos “detalhes” que mostram as apreciáveis maravilhas da Bíblia Sagrada está o fato de sua mensagem sempre ser bipolar. Há lugares sagrados e lugares profanos, abençoados e anátemas; há homens e mulheres valentes e outros covardes; há puros e impuros, salvos e ímpios. A Bíblia aponta o caminho para o bem-aventurado e a estrada do ímpio; mostra a felicidade do céu e a desgraça do inferno. (Sl 23).
1. Daniel: uma diferença bendita.
O rei da Babilônia, Nabucodonosor, tendo tomado Jerusalém, mandou selecionar alguns jovens hebreus, nobres, para que tivessem sua formação intelectual e social ampliada na corte. Evidentemente, Nabucodonosor tinha pretensões políticas com relação a tais jovens, por isso, desejava que eles assimilassem totalmente a cultura babilônica.
Para que tal acontecesse, era necessário que os jovens selecionados fossem despojados dos princípios judaicos de sua criação. Na verdade, a intenção era aproveitar a sabedoria dos moços hebreus e adaptá-los à cultura do reino. O primeiro passo foi substituir-lhes os nomes, que os identificavam como judeus. Daniel passou a chamar-se Beltessazar. Mudar o nome é intentar a destruição da personalidade. O mundo pretende descaracterizar o crente, tornando-o comum ao meio.
Daniel não tinha poder para rejeitar o novo nome, pois era assim que o chamavam; ele estava no mundo, mas não era do mundo. (Jo 17: 15-16). Então, a intenção do rei não frutificou. O jovem Daniel, como Davi, escondera a Palavra de Deus no coração; por isso “assentou no seu coração não se contaminar” com as ofertas de Nabucodonosor. A mesa real era farta das melhores refeições e o seu vinho da mais apurada qualidade; o ambiente, refinado. É possível que Daniel não tivesse visto antes coisas tão atraentes. Eis com que o mundo acena para conquistar os corações tementes a Deus.
Não parece fácil “assentar no coração” a recusa das mais atrativas ofertas do mundo. Quantos mergulham na vida de pecado em troca de dinheiro, posição social e bens materiais! Estes não fazem diferença.
O jovem Daniel tomou uma decisão difícil; mas, sábia. A recusa que parecia absurda era a chave com que ele mantinha a fidelidade a Deus. Há muitos caminhos que para o homem parecem bons, decisões que parecem acertadas e brilhantes; mas são caminhos de perdição. (Pv 14:12). Daniel fez o que se pode chamar de “boa diferença”, porque resolveu não abandonar os preceitos do seu Deus, como teria feito qualquer jovem de pouca fidelidade.
O exemplo dele, e de seus companheiros — que o imitaram, — serve de encorajamento para todos os que decidiram recusar quaisquer ofertas que contrariem os princípios estabelecidos por Deus. Existem muitos que têm a certeza de que nada os afastará do amor de Cristo. (Rm 8: 35). Esses fazem a verdadeira diferença, pois glorificam o nome do Senhor Deus.
2. Acã: uma diferença maldita.
A cidade de Jericó fora milagrosamente tomada pelos israelitas, conforme o Senhor prometera a Josué. (Js 6: 2). Havia, contudo, duas exigências: guardar-se de se apropriar de qualquer bem que pertencesse ao povo daquela cidade, pois era riqueza maldita (anátema), e recolher toda a prata e o ouro e utensílios de metal para o tesouro do Senhor Deus. (vv. 18-19).
Todo o exército de Israel seguiu as instruções dadas por Deus a Josué. Eles rodearam a cidade, uma vez por dia, durante seis dias; no sétimo dia, rodearam-na sete vezes; enfim, tudo como se registra no capítulo 6 de Josué. Finda a cerimônia de cerco determinada por Deus, Josué reforçou o aviso para que ninguém se apropriasse do anátema (v. 18).
Um homem resolveu fazer diferença. Diante de tantas coisas boas que estavam “à vontade”, por que não aproveitar? Há inúmeras pessoas que têm os olhos voltados para o que é material e não dispensam a oportunidade do que julgam ser um bom negócio. Mas não é bom negócio desobedecer a Deus. As atrações do mundo são ofertas de perdição. Assim, foi o mal de Acã.
Vendo uma capa babilônica de primeira, prata e ouro, não teve a disposição de Daniel, para “assentar no coração de não se contaminar”. Apropriou-se do anátema, levou para o arraial do povo de Deus e escondeu tudo em sua tenda. Fez diferença. E quanta!
O exército israelita perdeu a próxima batalha, ficou envergonhado diante do mundo por causa de um homem que resolver fazer uma diferença maldita: a da desobediência. Triste foi o seu fim, de seus bens materiais e de sua família: todos morreram apedrejados. Tudo, eles inclusive, foi queimado e transformado num montão de pedras. Há diferenças e diferenças!
Conclusão.
O mundo de nossos dias acena com ofertas multicoloridas e atraentes. Não há lugar em que Satanás não tenha seus promotores de riqueza, felicidade, alegria, satisfação dos desejos. Toda a oferta, porém, é tão falsa como a que atraiu a Eva. Por isso é que a Bíblia é um livro bipolar, pois mostra a verdade sobre todas as coisas. Mostra o que é fazer diferença abençoada e fazer diferença amaldiçoada.
O sábio escolhe o bom caminho, mas o tolo envolve-se com as ofertas multicores que se dissolvem em dor e amargura. Qual é a posição do leitor? Que escolha tem feito? Que resultados obterá ao final da jornada? “Os lábios do justo apascentam muitos, mas os tolos, por falta de entendimento, morrem. A bênção do Senhor é que enriquece, e não acrescenta dores”. (Pv 10: 21-22).
Cabe ao crente ser fiel ao Senhor, fazendo, assim, a diferença que traz eterna alegria, gozo e paz para toda a comunidade. “Então verteis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não o serve”. (Ml 3:18).

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