quinta-feira, 26 de maio de 2022

A IGREJA DEVE AFASTAR OS IRRECONCILIÁVEIS


Leitura: 1Co. 5.9-13


Introdução


O desejo mais importante do ser humano é a vida saudável. É comum ouvir-se a frase: “o importante é ter saúde”. O homem e a doença são inimigos irreconciliáveis. Por isso, aos primeiros sintomas de que algo não está bem, corremos para o atendimento médico; sempre dispostos a aceitar qualquer procedimento indicado para a restauração.

A doença deprime, abate, agiganta-se e pode levar à morte, se a cura não for rápida e precisa. O corpo deve ser saudável!


Se o corpo humano, algo material, finito, só funciona perfeitamente, se estiver saudável, o que se pode dizer do corpo de Cristo, espiritual, eterno? O verdadeiro corpo de Cristo jamais adoece; portanto, nenhum membro doente faz parte dele.


Não é a soma de todas as convenções eclesiásticas, ministérios e congregações evangélicos que forma o corpo de Cristo; o corpo de Cristo, como tal, é constituído de membros; é formado por aqueles a quem o Senhor reconhece como dele. O apóstolo Paulo alerta para que o membro do corpo de Cristo distancie-se da vida pecaminosa:


“Todavia, o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: o Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome o nome de Cristo aparte-se da iniquidade.” (2Tm 2.19)


A igreja que estava em Corinto era privilegia por Deus: não lhe faltava nenhum dom! (1Co 1.7) e Paulo dava graças a Deus por aqueles irmãos (1.4). Que igreja não se sentiria honrada com tamanha distinção?

Entretanto, um problema havia ali, os crentes, ainda que avisados (5.9) não combatiam o pecado que ia minando a pureza do corpo do Senhor. Entre os crentes verdadeiros havia alguns que não se importavam de levar uma vida que os descredenciava como membros do corpo de Cristo.


Devemos entender que, entre aqueles a quem Deus reconhece como seus, há, também, os que se dizem irmãos, mas não o são, porque a vida que levam não prova o que dizem. Esses pretensos crentes trazem enfermidades que procuram atingir o corpo de Cristo. O dever da Igreja é tirá-los do convívio.


“... e não vos associeis às obras infrutíferas das trevas, pelo contrário: condenai-as.” (Ef 5.11)


  1. A IGREJA NÃO PODE PRESCINDIR DA JORNADA ENTRE OS ÍMPIOS


O Senhor Jesus orou pela Igreja, mas não pediu ao Pai que a tirasse do mundo; pediu, sim, que ela fosse protegida do mal. (Jo 17.15). Segundo a exortação de Paulo, a Igreja não deve instituir uma vida monástica, à parte do mundo secular. (v.10b). É nesse mundo que a Igreja tem de viver, porque ela é “luz do mundo e sal da terra”. (Mt 5.13-14). Paulo afirma, ainda, que a igreja não deve julgar os pecadores por seus delitos: Deus os julgará. (v.13). A preocupação do apóstolo é interna; não externa.


A Igreja deve estar alerta contra os pecados que ocorrem em seu próprio meio. O pecado do mundo não atinge a Igreja; mas aquele que é cometido em seu ambiente é extremamente prejudicial.


  1.  A IGREJA PRECISA AFASTAR-SE DOS CRENTES PECAMINOSOS


Na verdade, a expressão “crente pecaminoso” é apenas um recurso de linguagem, para identificar aqueles que se fingem de irmãos no seio da Igreja. Nenhum verdadeiro crente é pecaminoso. O apóstolo Paulo é extremamente severo contra crentes pecaminosos infiltrados na Igreja. (v.11).

Essa categoria de pessoas é formada por rebeldes, normalmente avessos à disciplina, inimigos da Palavra de Deus, embora a conheçam.


“Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te!” (2Tm 3.5)


A convivência de membros do corpo de Cristo com os falsos irmãos envenena toda a Igreja e, obviamente cessa a operação do Espírito Santo. (Ef 4.30-32).

Lembremo-nos da recomendação: “...e não vos conformeis com este mundo.” (Rm 12.2)


  1. À IGREJA CABE EXCLUIR OS QUE INSISTEM NO ERRO


A igreja de Corinto já fora, anteriormente, exortada por Paulo a que tomasse providências quanto ao pecado, mas não o fez! Relembra o apóstolo:


“Já vos adverti por carta que não vos associeis a nada que fosse imoral.” (v.9 - destaque meu). Então repete:

 “Entretanto, agora vos escrevo para que não vos associeis com qualquer pessoa que, afirmando-se irmão,...” (v.11 - destaque meu) viva indisciplinadamente.


Paulo proíbe todo tipo de comunhão com tais pessoas! Nem mesmo “sentar-se para uma refeição.” (v.11). Com palavras severas, o apóstolo ordena que aquele que prefere o comportamento reprovável seja excluído da Igreja.

Geralmente, a exclusão do rol de membros é vista pelos tolerantes do pecado como uma atitude desprovida de amor, cruel para com o próximo, praticada pelo ministério. Não é! Aliás, é doutrina bíblica!

A tolerância para com o pecado contumaz tem o mesmo valor de a Igreja aceitar no seu rol de membros quaisquer pessoas que desonrem a Cristo e ao evangelho. Quem apoiaria isso?

 

Conclusão


A mensagem da Palavra de Deus, no culto, traz alegria à alma, paz ao coração, é alimento espiritual para a congregação dos salvos. Mas é, também, repreensão severa e dolorida, como é dolorida uma severa providência paterna contra a desobediência do filho. Há mensagens que nos colocam contra a parede; mas são amorosas em seu intuito, dão espaço ao conserto e à reconciliação. São bíblicas, cristocêntricas!

Na Carta aos Romanos, Paulo recomenda:


“Considera, portanto, a bondade e a severidade de Deus; severidade para aqueles que caíram; mas, bondade para contigo, desde que permaneças firme na bondade dele; do contrário, também tu serás cortado.”  (Rm 11.22)

 

Meditemos e esforcemo-nos para sermos uma igreja que, como Igreja, ande em absoluta conformidade com a Palavra de Deus. Amém. 


terça-feira, 24 de maio de 2022

PAREMOS E PENSEMOS!






É urgente que se reflita a respeito de um processo idolátrico que parece envolver muitos crentes. Esse processo, sem dúvida, vem-se tornando estorvo à expansão do evangelho cristocêntrico.

Muitos crentes transformam em idolatria o correto apoio dado a pessoas, com quem simpatizam, para que exerçam cargos políticos, e até religiosos.

Muitos crentes vêm idolatrando - já que consideram doutrina bíblica - seus usos e costumes; ainda que muitos desses hábitos se tornem empecilho à própria expansão da obra evangelística; tendo-se em vista que o Espírito Santo é quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (João 16.8-10).

Consequentemente, o Espírito Santo não vem para convencer ninguém sobre como adequar-se à moda social.

Sem dúvida, o Espírito Santo expõe ao homem o seu triste estado, e o leva à necessidade da regeneração; assim, o regenerado optará pelo que é decente, justo e adequado à nova criatura.

Muitos crentes pregam mais a necessidade de o descrente adaptar-se ao 

"modelo sociocultural evangélico" (valorização do exterior) do que a sua conversão ao verdadeiro evangelho que gera o novo nascimento.

Boa parte dos crentes, em detrimento da noção de "Reino de Deus", que é chegado ao mundo (Mt 3.2: 4.17), isolam-se em "guetos", à medida que idolatram os ministérios evangélicos e as denominações cristãs a que se filiam.


quarta-feira, 18 de maio de 2022

LIGADO À DENOMINAÇÃO, MAS A SERVIÇO DO REINO.

 




Houve um tempo em que o meu orgulho (e até vaidade) era ser membro da Igreja Assembleia de Deus.

Abandonei esse sentimento vaidoso, embora eu permaneça membro e obreiro NESSA (não DESSA) igreja.

Hoje, a minha maior satisfação é ser membro do "corpo místico de Cristo", servindo ao Senhor, como obreiro em sua seara: "o campo é o mundo." (Mt 13.38), mantendo-me ligado como ovelha ao rebanho "orientado" pela Igreja Assembleia de Deus.


QUE É A PAZ DO SENHOR?





    A vida cristã verdadeira exige o desenvolvimento de uma percepção aguda no crente.

   Para um cristão, não é normal o agir "sem querer"; porque ele deve policiar-se em tudo.

   Não é sem razão que as Escrituras - tanto no Antigo quanto no Novo Testamentos - insistem para que o servo de Deus tenha vida vigilante.(Js 1.8; Sl 119.54-56; Mt 26.4; Lc 21.34; 1Pe 5.8-9).

   Se algo escapa a quem vigia (isso acontece) o seu espírito - que está alerta - o faz retornar para corrigir a falha; a carne é fraca, mas o espírito vigia. (Mt 26.41)

    A vigilância cristã envolve o "modus vivendi" do crente.

  É sabido que os crentes pentecostais estão adequados às Escrituras, por adotarem a saudação ensinada por Jesus: "A paz do Senhor." (Lc 20.15; Ef 1.2). A saudação pacífica de Cristo perpassa todas as Epístolas dos apóstolos.

    Essa saudação cristã marca os que pertencem ao Reino de Cristo; mas, o habitual cumprimento secular diário indica a vida cotidiana no reino deste mundo.

    A igreja primitiva saudava-se: "graça e paz sejam com vocês!"; mas o mundo de Roma dizia "Ave, César!".

  Tristemente, porém, a bela saudação cristã, nestes dias, tem-se tornado banal, porque muitos crentes tiram-lhe o imensurável valor, quando a empregam descuidadamente, por causa da falta de atenção à vigilância.

  Infelizmente, não está no coração de tais pessoas o desejo sincero de que se concretize, neste mundo a gloriosa paz do Reino do Senhor. Que perigo está na falta de vigilância! Despertamos!


terça-feira, 10 de maio de 2022

NÃO ME FALARAM DE CRISTO






Leitura bíblica: Juízes 2. 7-10


Introdução


Desde a promessa que Deus fez ao patriarca Abraão (Gn 12), o Senhor manifestou a sua benevolência para com a nação de Israel. A ida para o Egito, no tempo de José, havia sido providência do Senhor, para abençoar e proteger o povo escolhido. Entretanto, após a morte de José, os israelitas misturaram-se aos egípcios, desviaram-se dos caminhos de Deus, tornaram-se idólatras e foram transformados em escravos dos Faraós, durante 400 anos.

Deus, ouvindo o clamor do seu povo, terrivelmente perseguido naquela terra, providenciou-lhes Moisés, a fim de tirá-los do Egito, conduzindo-os à Terra Prometida. Os milhares de hebreus, saídos das terras dos Faraós, sempre viveram em grande instabilidade espiritual, tal como acontece com boa parte da Igreja atual.

Porém, a mão misericordiosa de Deus sempre foi favorável a eles e a nós. Diz o profeta Jeremias: 


“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim”. (Lm 3.22)


  Morto Moisés, o Senhor levantou a Josué, para conduzi-los à Terra Prometida, orientando-os a que não deixassem de servir ao Senhor, nem se misturassem com os povos idólatras, de quem estavam rodeados. Mas o coração do homem é endurecido. Todavia, independentemente da instabilidade humana, a promessa e a misericórdia de Deus são imutáveis para com o seu povo. Deus não se desvia do homem; este se afasta de Deus.

O versículo 7 (que lemos) mostra que o povo se tornou disposto a servir ao Senhor., depois que o Anjo do Senhor repreendeu-o. (Jz 2.1-6)

Todavia, a parte que deve chamar a nossa atenção está no v. 10: As gerações mais novas não conheciam o Senhor, nem os prodígios que ele fizera na vida dos antepassados. Por qual razão a nova geração já não conhecia o Senhor?


  1. Não podemos confundir culto a Deus com propagação do evangelho


A Igreja de Cristo tem, em sua caminhada neste mundo, duas atividades fundamentais, que são deveres de toda comunidade de membros do corpo de Cristo: o culto a Deus, que é uma atividade sacra, detalhada pelo apóstolo Paulo em 1Co 14.1-3,  e a anunciação do evangelho de Salvação, que uma ordem do Senhor Jesus, explicitada em Mateus 28.19-20.


  1. O culto.


A palavra culto significa reverência santa ao Senhor. O culto expressa, específica e unicamente, a adoração e o louvor a Deus, e a meditação, o ensino ou a exortação da igreja, por meio do ministério da Palavra. O culto jamais pode incluir algo alheio a isso. Qualquer mistura nessa atividade santa é abominável ao Senhor.


“Ai, ai! Eu odeio e ignoro as vossas festas religiosas; também não suporto as vossas assembleias solenes.” (Am 5.21)


  1. A pregação do evangelho.


As igrejas têm falhado muito no trabalho de levar aos não evangelizados a verdadeira mensagem de arrependimento de uma vida distante de Deus.

Os métodos geralmente empregados pela maioria dos crentes nesse trabalho são infrutíferos. Não se fala em arrependimento de vida pecaminosa; enfeita-se o evangelho com palavras que não desnudam o pecado; apenas granjeiam amigos para a igreja, mas não granjeiam almas para o Reino de Deus. É assim que se criam igrejas adaptadas ao mundo!

Jesus, que iniciou a evangelização pelos da casa de Israel, não mandou que eles fossem levados para apreciar a beleza do templo, nem a magnitude do serviço religioso, a fim de lhes anunciar a mensagem de salvação. Jesus instruiu os discípulos a sair:



“... Não ireis pelo caminho das gentes, nem entrareis em cidade dos samaritanos; mas ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel...” (Mt 10.5.6)



Mais tarde. a ordem se ampliou:



“Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.”  (Mc 16.15) 



A ordem do Senhor Jesus é essa: “ide por todo o mundo”; não é “trazei todas as criaturas ao templo”.



  1. A decência e a ordem no culto a Deus


Paulo recomenda que tudo (no culto) se faça com decência e ordem (1Co 14.40). Pode-se dizer que a decência envolve a maneira de se cultuar a Deus. O serviço do culto é sagrado; tudo quanto nele se faz é para a glória de Deus.

O culto exige preparação do nosso espírito; essa preparação deve iniciar antes de sairmos para a adoração. Não se sai às pressas para o culto, atrasadamente, como quem está no último horário para ir ao banco na sexta-feira.  Devemos dar o melhor do nosso tempo exclusivamente para cultuar ao Senhor. A ordem exclui todas as nossas atitudes alheias ao culto. É nosso dever cooperar para a boa sequência em que virá a palavra de conforto, de ensino, de exortação para o crescimento, para o fortalecimento e para a manutenção da alegria de caminhar com o Senhor. Diz o apóstolo Paulo:


“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo, e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Rm 12.1)


 

Sabido isso, fica evidente que um culto não é uma reunião específica para a propagação do evangelho. Há, sim, pessoas que se convertem a Cristo em presença de um culto, porque o Espírito Santo, que preside o culto, leva-as a perceber a grandeza de Deus.


“De outra forma, se louvares a Deus apenas com teu espírito, como poderá alguém que está entre os não instruídos declarar o ‘Amém’ à tua ação de graças, visto que não entende o que dizes?” (1Co 14.16 – KJA 1999).

 

  1. O convite como impedimento para a conquista de almas


Há mais de um século que as nossas igrejas confundem “cultuar a Deus” com a tarefa de “ganhar almas para Deus”. De modo imperceptível para muitos crentes, o Maligno vem-se aproveitando dessa ingenuidade causada pela desatenção ao que deve ser feito.

Em geral, os crentes aprenderam a “convidar pessoas para o culto”, na expectativa de que elas, aceitando o convite para a presença, convertam-se ao evangelho. Essa prática, porém, quase sempre é, por um lado, impedimento para a conquista de pessoas para o Reino de Deus e, por outro, um grande disfarce dos crentes para não irem ao âmago da questão: tratar a questão do pecado. Nossa mensagem às pessoas já não é: “Arrependa-se”. Ela foi substituída por “Jesus ama você!”, “Você precisa conhecer a minha igreja” etc.

O convite para as pessoas irem à igreja pode tornar-se impedimento para a conversão, logo, para a salvação da alma; porque, muitas vezes, os convidados nunca ouviram falar sobre a salvação em Jesus Cristo, desconhecem o “novo nascimento”, nada sabem sobre o futuro da alma, nem têm noção adequada do que seja “entregar a vida ao Senhor”; entretanto, podem tornar-se simpatizantes dos cultos.

Evidentemente, não estou tentando desmerecer a prática do convite para as pessoas descrentes irem ao culto; estou, simplesmente, apontando para o fato de que “convidar para o culto” não é “evangelizar”.

Há inúmeros casos de pessoas que apreciaram tanto o convite que se tornaram “amigos dos crentes”, frequentam razoavelmente os cultos, mas não se decidem por uma vida regenerada por Cristo.

Não basta crer em Jesus. É necessário crer e decidir-se pelo batismo, demonstrando plena aceitação do senhorio de Jesus Cristo, como fez o eunuco etíope (At 8.26-39).

 

  1. Gerações se perdem por culpa da própria igreja


O versículo 10 do texto lido mostra-nos: “e outra geração após eles se levantou, que não conhecia o Senhor, nem tampouco a obra que fizera a Israel.” Que coisa terrível: os pais serviram ao Senhor, mas os filhos não o conheciam e nada sabiam sobre o Senhor!

Quantas vezes temos falhado, tal como falharam aqueles pais dos hebreus. Evidentemente, aquela nova geração se tornou pecaminosa por causa do descuido dos próprios antepassados. Deus ordenara que os pais ensinassem aos filhos. Os pais ouviram: “e as falarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te...” (Dt 6.7)

É lamentável que tanta gente se perca pela nossa omissão. Perdem-se filhos, perdem-se parentes e familiares; perde-se a vizinhança, perdem-se pessoas da nossa convivência diária. Perdem-se pessoas dentro da igreja, as quais se reúnem conosco por força de um hábito familiar, mas com as quais não dialogamos sobre a salvação e a perdição. Nosso trabalho de discipulado é de baixa produtividade.

Tal como o povo hebreu, nossas gerações posteriores desconhecem o Senhor e as suas obras no meio da Igreja. Lamentável!



  1. Igreja (não apenas membros) que não evangeliza está em pecado.


A desobediência a uma ordem de Jesus constitui um pecado. Ele mandou evangelizar. “E disse-lhes: ‘Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.”’ (Mc 16.15).

Em Mateus 28.19-20, enfaticamente, o Senhor determina que a Igreja ensine todas as nações, a que elas guardem tudo quanto ele mandou. Ora, uma igreja que, como corpo, esquiva-se dessa missão (à parte dos cultos) está pecado; por isso torna-se árvore infrutífera, que será extinta, pois ocupa um lugar para o qual não tem competência.

Portanto, seus cultos não alegram o Senhor, sua adoração não é recebida, seu louvor rejeitado, porque Deus não quer sacrifício de tolo.

Samuel entregara a Saul uma ordem de Deus, para que ele a cumprisse integralmente, mas aquele rei desobedeceu (1Sm 15.15). Quando Samuel o interpelou, não adiantaram as desculpas: Saul perdeu o trono. Disse-lhe Samuel:



“Tem, porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua Palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar... Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei.” (1Sm 15.22-23)



Conclusão


Diante dessa meditação que nos alerta, não há como ignorar as duas importantes finalidades dos nossos cultos: a adoração e louvor a Deus e a prédica da Palavra de Deus.

Todos os que adoram e louvam a Deus em comunidade, na igreja, estão cientes do dever de anunciar (lá fora das quatro paredes) o evangelho de Cristo às pessoas, tanto como igreja - com programas estabelecidos para o trabalho evangelístico – como pessoalmente, levando, claramente, a mensagem de salvação; seja proclamando aos homens o evangelho da Salvação, seja distribuindo Bíblias; pois, o nosso dever é ensinar todas as nações. Evidentemente, os nossos templos não comportam as nações: temos que ir a elas! Amém!


segunda-feira, 9 de maio de 2022

QUEM NOS INCRIMINARÁ?






Leitura: Rm 8.1-9; 31-39.


Introdução


Existe um grande perigo no meio evangélico: usar versículos isolados do seu contexto.

Algumas pessoas cometem esse erro intencionalmente, com a finalidade de encaixar a parte selecionada do texto bíblico num contexto bem diferente. Outros, porém, fazem isso por despreparo bíblico, teológico e gramatical.

Por exemplo, o texto de Romanos 8 precisa ser cuidadosamente estudado, para que não nos coloquemos acima da nossa própria condição de fragilidade diante do Senhor.



  1. QUEM SERÁ CONTRA NÓS?



A pergunta de Paulo, em Romanos 8.31 é retórica: "Se Deus é por nós, quem será contra nós?". Essa pergunta tem servido para a satisfação de muitos pretensiosos que ignoram o contexto do qual o apóstolo trata.

Os pretensiosos procuram entender que o Senhor os tem selecionado, para que se sintam acima do bem e do mal.

Precisamos compreender que, de fato, "Deus é por nós", isto é, Deus concede a sua graça aos crentes regenerados, no sentido de que fomos justificados do pecado, por meio da remissão executada por Cristo, na cruz.

Ninguém pode apresentar acusação de pecado contra aquele que está em Cristo Jesus. A dívida do crente foi paga por Jesus, na cruz do Calvário; portanto, o próprio Deus se fez favorável a nós, tornando-nos justificados, por causa do sacrifício do seu amado Filho. Os versículos 33 e 34 dão a explicação para a pergunta de Paulo. No texto, a expressão “é por nós” significa “aceita-nos”.



  1. NINGUÉM NOS SEPARARÁ DO AMOR DE DEUS



Devemos ter atenção, também, ao trecho que vai do versículo 35 ao 39. O pronome “ninguém” (vv.35-36) representa as dificuldades e as pessoas que, porventura as promovam, gerando perseguições e até morte. É, de fato, impossível que haja qualquer força que anule o amor que Cristo mostrou por nós. É o seu amor que nos atrai a ele. “Mas, eu, quando for levantado da terra, atrairei todas as pessoas para mim.” (Jo 12.32). 

Não se separar do amor de Cristo não depende de uma capacidade humana, mas graça do Senhor. Nós não fomos até a graça; ela veio a nós. A graça nos alcançou, sendo nós ainda pecadores (Rm 5.8).

Pela nossa própria capacidade ou esforço não somos, nem seremos, mais do que vencedores (v.37). Muitos falsos ensinadores disseminam erros com base na distorção de fragmentos das Escrituras. A afirmação de que somos mais do que vencedores pode expressar um excesso de autoconfiança, o que é pecado. A nossa vitória vem do Senhor. (1Co 15.57).



Conclusão


A verdadeira fé precisa estar assentada no reconhecimento de que nada temos ou merecemos por mérito próprio, e na certeza de que Deus nos vivificou quando estávamos mortos em ofensas e pecados.



“Mas, Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou, juntamente com Cristo (pela graça sois salvos) e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus.” (Ef 2.4-8)



Quando o Senhor Jesus mandou que roguemos ao Senhor, para que mande trabalhadores para a sua seara (Mt 9.38), não se referiu apenas à necessidade de quem saia a evangelizar o mundo; ele bem sabia a falta que fazem os mestres, aqueles que ensinam, que discipulam na igreja. Há grande deficiência de mestres cristãos, no meio evangélico.

Oremos para que o Espírito Santo enriqueça a Igreja com homens crentes, estudiosos da Palavra de Deus, tementes a Deus e aptos para ensinar.

Mas, como está escrito: ‘As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam’.” (1Co 2.9). Amém.


Translate:

Pesquisar este blog

• Arguivo do blog