"1. Esta é uma obra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. 2. Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, honesto, sóbrio, hospitaleiro, apto para ensinar..." (1Tm 3. 1-2)
Não basta a alguém desejar a excelente obra do episcopado; isto é, do ministério pastoral. Além do desejo, são requeridas todas as qualidades morais, exigidas de um homem salvo, disposto a servir na obra de Deus.
Se, para nós, é claro que o desejo sincero pelo ministério pastoral só é verificado em crentes verdadeiros, podemos entender, pelo contexto dado, que haja, também, algum interessado capaz de esconder a sua má-fé, um interesse espúrio.
Assim, sabiamente, o apóstolo Paulo, a fim de separar joio de trigo, enumera as previsíveis características, capazes de identificar todo cristão verdadeiro: os seus dotes morais (v.2).
Além das características de alta moral cristã, o sábio arquiteto, Paulo, (1Co 3.10), expõe duas outras exigências, quase sempre consideradas irrelevantes: o bom preparo bíblico (não neófito) e o bom preparo intelectual: homem apto para o ensino. (v. 2).
É preciso que as lideranças evangélicas sejam atenciosas aos conselhos paulinos. As qualidades morais devem ser vistas como uma alta prioridade, accessível a todos os crentes; pois, não é compreensível que o pastor seja um cidadão "mais decente" do que os membros da igreja que ele conduz. Portanto, evidentemente, é papel do líder cristão a tarefa do "aperfeiçoamento dos santos." (Ef 4.12), "conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um." (Rm 12.3)


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