Introdução
Nós, os crentes em Cristo,
precisamos ser incrivelmente prudentes, não apenas símplices. Tanto que Jesus
ensinou aos seus discípulos para que, primeiro, fossem prudentes, depois,
símplices (Mt 10.16b). A serpente tem grande habilidade tanto para se safar do
perigo como para atacar no momento propício. Tal não acontece com a pomba, que
facilmente é apreendida pelo passarinheiro.
É necessário que entendamos
que o nosso inimigo é inteligente e sabe trabalhar na compreensão humana,
usando os mais sutis e inimagináveis processos. Ele se vale de toda e de
qualquer oportunidade para implantar o seu malefício, seja em nossas atitudes, em
nossos pensamentos e até em algumas frases que se transformam em chavões ditos
populares como “Deus odeia o pecado, mas ama o pecador”, “Deus lança os nossos
pecados no mar do esquecimento”.
Um terrível mal, usado pelo
diabo, na mente dos incautos é a falsa compreensão sobre a bênção da
santificação. Muitas pessoas imaginam que santificação consiste em mera demonstração
de como agir socialmente neste mundo (1Co 5.9-10). Outros há que se imaginam em
superestado de santificação, e se acham melhores do que os seus irmãos. Há,
ainda, os que imaginam que não pecam, logo estão santificados. A Bíblia não
ensina essas coisas. Isso são artimanhas diabólicas para enredar os que não
raciocinam sobre a doutrina bíblica. A nossa santificação ainda não está
completa; permanece em desenvolvimento, enquanto aqui vivemos.
1 Quem está em santificação comete pecado?
Fomos gerados e nascidos em
pecado; logo, somos pecadores por natureza. “Eis que em iniquidade fui formado,
e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51.5). Depois de termos vivido longe da
glória de Deus, ele, por seu amor, nos gerou de novo, para um futuro de glória.
Mas, enquanto aqui estamos, somos sujeitos ao cometimento de pecado. “Se
dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em
nós... Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso e a sua palavra não
está em nós” (Jo 1.8; 10).
Concluímos que quem está em
santificação também peca.
2 Podemos nos livrar definitivamente de pecados?
Sim! O mesmo apóstolo João
ensina que, para nos livrarmos dos pecados, é necessário andarmos na luz de
Deus, tendo comunhão uns com os outros. Nisso está a instrução para estar livre
de todo pecado. “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão
uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo pecado” (1Jo
1. 7). A purificação pelo sangue de Jesus é definitiva. Aqui há necessidade da
prudência!
Pecado repetido mostra que não
estamos purificados pelo sangue de Jesus. O verdadeiramente purificado busca não
voltar à impureza, para não tornar a crucificar a Cristo, nem profanar o sangue
da cruz. Pedro compara com o cão que volta ao seu vômito e à porca lavada que
volta ao lamaçal aquele que volta ao pecado perdoado (2Pe 2.20-22).
3 Como Deus age com relação ao pecado perdoado?
Muitas são as passagens
bíblicas que nos ajudam a entender a decisão divina com relação ao pecado.
Primeiramente é oportuno lembrar que Deus odeia o pecado e também ao pecador.
No início desse texto referi-me à astúcia diabólica na criação de chavões que
circulam entre os crentes. Um desses chavões é a frase: “Deus odeia o pecado,
mas ama o pecador”. Mentira! “O Senhor prova o justo, mas ao ímpio e a quem ama
a injustiça a sua alma odeia” (Sl 11.5). “Os loucos não pararão à tua vista;
odeias a todos os que praticam a maldade” (Sl 5.5). Deus odeia o pecado e
também ao pecador e sobre eles exerce a sua justiça.
Quando o arrependido se volta
para o perdão divino, por Cristo Jesus, Deus apaga o pecado definitivamente. O
sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo pecado! “... Porei as minhas leis
em seu coração e as escreverei em seus entendimentos, acrescenta: E jamais me lembrarei
de seus pecados e de suas iniquidades” (Hb 10.16b-17). “Quem, ó Deus é
semelhante a ti, que perdoas as iniquidades e que te esqueces da rebelião do
restante da tua herança? O Senhor não retém a sua ira para sempre, porque tem
prazer na benignidade. Tornará a apiedar-se de nós, subjugará as nossas
iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar” (Mq 7.18-19).
Conclusão
Façamos então como Paulo: “...
uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando
para as que estão adiante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana
vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.13.14). Amém.

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