terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

JESUS, DOIS OU TRÊS...


É comum justificarmos a baixa frequência aos cultos, apoiando-nos comodamente em um versículo registrado em Mt 18.20: "Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles". Essa prática é duplamente errada. Senão, vejamos:
A baixa frequência às reuniões da igreja deve incomodar, primeiramente, os faltosos, uma vez que não cumprem recomendação bíblica. Em Hebreus 10.25a está: "Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns;...". Deve também incomodar os que são assíduos, porque um número perceptível de ausências revela problema sério no corpo de Cristo.
Ora, constatado esse problema perturbador, torna-se impossível que alguém justifique tal precariedade com aquela passagem dita pelo Senhor Jesus. Quem a usa foge - de propósito ou por descuido, ou por ignorância - do contexto. O versículo referido não justifica erro na igreja indisciplinada. Na ocasião Jesus (vv. 15-20) ensinava como se deve tratar um irmão faltoso. Primeiramente, de modo discreto, pessoal. Não havendo correção, levar "dois ou três" como testemunhas.
É com esses dois ou três, reunidos como Jesus ensinou, em nome dele, que o Senhor referenda a decisão tomada; seja a de (re)ligar ou a de desligar da igreja o faltoso. Trata-se de providências corroboradas pelo Senhor.
Diante dessa gravidade é que Pedro perguntou: "Quantas vezes, Senhor?".
Isto posto, não sejamos biblicamente meninos, que não entendem o contexto da Palavra de Deus, mas saem por aí a propagar mau ensino e mau exemplo.
Acautelem-se para não serem ludibriados!
Parece-me que os crentes habitualmente ausentes à nossa congregação precisam ser chamados diante de testemunhas, e espero que se corrijam, para não serem desligados aqui e também, por Deus, no céu.

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