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terça-feira, 29 de novembro de 2016

LIDERANÇA, RIQUEZA E ELEGÂNCIA

Sou inquieto com os assuntos. Se não me pousam no cérebro por conta própria, eles me vêm pela colaboração de um amigo. E eu não dispenso, porque pensar, analisar e escrever é um fascínio que a nem todos atinge.
Agora, desperta-me o prezado Genivaldo Tavares Melo, quando alude à ascensão social de muitos pastores.
Ele e eu fomos criados em tempos nos quais pastores não trajavam caríssimos ternos importados, nem os Ricardo Almeida, ou os Ermenegildo Zegna, na faixa de 10 mil reais! Gravatas de seda italiana? Coisa nenhuma! Aqueles velhos pastores, se tivessem dois ternos da antiga Ducal ou da loja A Exposição Clipper, estavam chiquíssimos.
Casa de pastor era sempre humilde (Eu não disse pobre); nunca eram casarões. Poucos tinham automóvel e muitos usavam motocicletas baratas ou bicicletas (para não falar de jegues, em certas regiões do país). Eles costumavam usar chapéu e essa peça durava 10 a 15 anos!
Conheci pastor que pintava o salão da igreja, carregava tijolo e ganhava uma galinha para o almoço de domingo.
Não! não me repreenda por apologia à pobreza! Isso é para o papa Francisco. Trago esses detalhes de 30 ou 40 anos passados para que confrontemos com estes dias em que vivemos.
Claro que a igreja ascendeu socialmente: filhos estudaram, muitos deram-se bem no comércio e na indústria. Não poucos crentes enriqueceram, graças a Deus! Essa igreja enriquecida tem a obrigação de ser a mantenedora de seus pastores de tempo integral. Deve dar-lhes a condição aceitável de líder espiritual.
O problema é que muitos pastores substituem a posição de líder espiritual pela posição de líder da ascensão social. Eles são homens que apreciam caros Rolex (e não são da Rua 25 de Março); amam as gravatas de seda pura e, claro, moram em luxuosos apartamentos ou casarões em bairros nobres, com um "irmãozinho" que trabalha como vigia ali na guarita! Usam automóveis que custam tanto quanto um apartamento médio na cidade.
Bem, mas cabe uma explicação: aqui não me refiro aos charlatães do evangelho, cuja profissão é arrancar dinheiro do povo tolo. A referência, aqui, são pastores de igrejas tidas como sérias (e muitas o são). O problema é que tais igrejas amam a vaidade, têm o vírus da ostentação deste século; por isso, não agem em conformidade com as Escrituras; nem elas nem os seus orgulhosos líderes.
Bem, se um pastor é mantido por sua igreja, obriga-se, indubitavelmente, a uma vida modesta, parcimoniosa. Com esse pastor não combina nenhuma ostentação, nem sinais exteriores de riqueza. Seu automóvel pode e deve ser do ano, porém não o mais luxuoso da série!
Se o pastor vêm de ascendência rica, ou sua atividade profissional o privilegiou, não vive da provisão da igreja, antes com ela coopera financeiramente, deve também evitar as tais evidências de riqueza; precisa ser sóbrio em tudo, lembrando-se de que em sua igreja pode estar aquele "irmãozinho" da guarita.
A vaidade social no pastor é tão inconveniente quanto o excesso de joias que aquela senhora rica usa para o culto dominical.
É necessário que todos os líderes (pastores, maestros, professores de EBD, líder de senhoras etc.) sejam parcimoniosos no traje, na exibição pessoal; sabendo que a elegância é inimiga número 1 da exibição.
Posso ouvir um amém?

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