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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

CRISTIANISMO E AMOR AO SABER

"O povo que andava em trevas viu uma grande luz..." (Is 9. 2).
  Esse povo também somos nós, os cristãos. Deus, por sua imensa graça e misericórdia propiciou-nos a Luz do mundo: Jesus Cristo.
Muito importante é verificar que luz não deixa resquício de treva em ponto algum, onde há luz tudo se clareia de forma absoluta. A humanidade que vivia em trevas espirituais foi agraciada com o amor de Jesus Cristo, bastando, tão-somente, aceitá-lo. Hoje somos cidadãos da Luz como diz um antigo hino.
Um pormenor, entretanto, necessita de urgente cuidado dos nossos irmãos: há grande carência de observação da luz que ilumina o raciocínio, que esclarece o entendimento, que incentiva a disposição para a aprendizagem.
A luz do Senhor não nos ilumina apenas o espírito resgatado da escuridão do pecado; essa luz maravilhosa renova a mente do crente. Paulo instrui: "... que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso sentido, ..." (Ef 4. 22-23).
Nesse capítulo da Carta aos Efésios, o apóstolo trata de como devem andar os salvos: de modo inverso à vida dos gentios. Sem dúvida, há uma instrução para a vida espiritual; porém, essa vida não se manifesta numa vida material intelectualmente desleixada, desinteressada do saber. Note-se que ele se refere ao "espírito do vosso sentido", ou seja à razão! O profeta Jeremias (48.10) anota que maldito é todo aquele que faz a obra do Senhor relaxadamente (algumas traduções empregam: fraudulentamente). Que é fazer fraudulentamente? É fazer sem comprometimento para com os critérios da razão e da honestidade.
Um salvo não pode conformar-se com posicionamentos avessos à aprendizagem; não pode dizer não gosto de estudar, pois, se assim agir, tornar-se-á inimigo da luz. E a Luz de Cristo atinge mesmo os cantos mais escuros nossa mente.
"O povo que andava em trevas viu uma grande luz", e foi tornado capaz de amar o crescimento espiritual, intelectual e material, pela renovação do entendimento (Rm 12.2).
Os obscurecidos pela preguiça mental gostam de esconder-se atrás do que Paulo disse, quando desconsiderou a sua sabedoria humana: "Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria". Porque nada me propus saber entre vós..." (1Co 2.1-2).
Ora, o apóstolo claramente diz que não se propôs (poderia propor-se) à demonstração de sabedoria humana. Ele não se declarou avesso ao saber, nem se disse ignorante; o que disse é que não chagara para discutir pontos filosóficos em Corinto, mas, para anunciar o poder de Deus.
Assim, quem se vale de trechos bíblicos fora do contexto, a fim de justificar sua a sua má vontade intelectual precisa de repreensão.
Amados, o fato de sermos seguidores de Cristo deve fazer-nos também pessoas que honram tudo quanto Deus nos permite saber e fazer para a sua glória.

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