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domingo, 14 de fevereiro de 2016

QUAL A SUA DISPOSIÇÃO MENTAL QUANTO AO REINO DE DEUS?

"Suplico-vos, queridos irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que concordeis uns com os outros no que falam, a fim de que não haja entre vós divisões; antes, sejais totalmente unidos, sob uma mesma disposição mental e no mesmo parecer" (1Co 1.10).
Nesse trecho é possível notar que o apóstolo Paulo está tão constrangido com uma situação desagradável na igreja, que não ordena, mas suplica, pede encarecida e humildemente aos irmãos que mudem sua maneira de agir. A situação é de tamanha gravidade, que ele nem "manda" que sejam unidos; porém, expressa um desejo, levanta uma possibilidade (que) sejais totalmente unidos. 

Paulo viu que os crentes de Corinto negavam-se à concordância, evitavam a "mesma disposição mental", o que afetava a possibilidade de "um mesmo parecer".
Ora, a "disposição mental" não é tarefa do Espírito; é decisão do próprio homem. Essa disposição pode ser usada para a concordância ou para a discordância relativamente a qualquer assunto.
Todavia, é sabido que um valor maior prevalece sobre qualquer valor menor; assim, o interesse do Reino de Deus é um valor tão maior, que deve pôr em terra qualquer valor de natureza pessoal ou particular.
Diante do Reino de Deus, eu não posso impor o que julgo correto; só o próprio Senhor desse Reino é que ordena as diretrizes, segundo a constituição por Ele estabelecida, isto é, a Bíblia Sagrada. As minhas convicções, as minhas certezas só têm valor, se forem aprovadas por essa Constituição. Agir diferentemente é demonstração de rebeldia, o que equivale ao pecado de feitiçaria.
Quando nosso zelo é tão grande que chega a ser conduzido à critica diuturna e insistente dos erros, devemos ver qual é a nossa disposição mental para o que interessa ao Reino. Devemos levar em conta qual seja o valor maior. Será maior a nossa convicção de que há erro ou vale mais a proteção do Reino?
Muitas vezes temos convicção de que algo está errado e, de acordo com a nossa disposição mental, temos que ir à luta. Entretanto, é possível que estejamos agindo, como a igreja em Corinto, sem observar a súplica do apóstolo Paulo. 

Que a nossa inteligência sempre nos conduza para "uma mesma disposição mental e para um mesmo parecer". Isso não significa conivência com o erro; significa que ficamos em silêncio para a preservação do valor maior; para não fazermos tumulto que exponha o Reino aos olhos dos ímpios.
Calar é uma forma sábia de ter uma mesma disposição mental: manter a integridade do Reino de Deus. Calar é também uma forma de não servir de maior pedra de tropeço.

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