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sábado, 27 de fevereiro de 2016

POLÍTICA BRASILEIRA: A ARTE DA EMBROMAÇÃO

A mídia não se cansa de trabalhar imagens boas ou ruins, ao sabor do que possa interessar a alguém. Quase nada do que se informa é concreto ou honesto; e o que há de evidente (a má administração pública e a roubalheira instalada nos poderes) flutua propositalmente num mar de nuances várias.
Vivemos um momento em que a situação política, imersa na sujeira moral, com a finalidade de instalar um sistema adverso à nossa índole, vê-se acovardada diante do inexorável olhar da dignidade. Isso leva-a a buscar no baú de sua sordidez toda sorte de artimanha, talvez capaz de acobertar seus indisfarçáveis crimes.
A onda atual é trazer ao público fatos que mudem o foco: mosquito (ou mosquita) da dengue; problemas morais ou éticos dos oponentes; pneu de ônibus, furado na Av. Paulista; inundação após as chuvas; ladrão morto ao assaltar... Tudo vale para desfocar!
A mais recente arma é a acusação de infidelidade conjugal a um ex-presidente da República! Fariseus, uni-vos a apedrejar o "imoral" FHC! Brasileiros, vejam quão inadequado é o "modus vivendi" do ex-presidente! Assim o Brasil foi para o caos!
Não há dúvida de que FHC, conforme as concepções de nossa moral, ultrapassou os limites de pai de família e esposo. Mas, vejamos:
1. Esse pecado de FHC é de foro íntimo, ainda que considerado por nós, cristãos, um agravo contra Deus. Porém, FHC não se declara cristão, logo, outra é a sua ética.
2. O ex-presidente não está sendo julgado, nem por crime político, nem por desvio ético-religioso; portanto, isso são expedientes articulados pelos criminosos do PT, a fim de não suportarem sozinhos o peso do seu inferno.
3. Se o Brasil é um país laico, como querem, o comportamento ético geral não é pautado pelos ditames bíblicos. Por isso, as pessoas têm o direito de decidir seu estilo de vida pessoal, sem interferência de ninguém. Céu ou inferno é escolha pessoal.
3. Por fim, a vida particular de FHC pertence tão-somente a ele, a partir de que não tenha afetado os interesses nacionais.
4. Manter ou não relacionamento extraconjugal prejudica menos os interesses do país do que um executivo da República ser dado à embriaguez. O resto são firulas, expedientes para tirar o foco das enormes falcatruas que jogaram o Brasil no lixo do conceito mundial. Os tolos que se apaguem aos problemas de FHC,  conquanto não olhem para os ladrões da Pátria.
5. Se é hora de passar todos os atos administrativos deste país pela peneira da limpeza, que não haja dois pesos e duas medidas, mas que a preocupação se volte a assuntos que, de fato, expõem a dignidade nacional diante do mundo.
Finalizando, ao que se sabe, a vida conjugal de alguém, sem implicações na administração pública, pode - como já afirmei - ferir menos o caráter nacional do que apresentar-se ao mundo um executivo que odeia a instrução, ama a cachaça e não mede o vocabulário chulo de que se serve.
Izaldil Tavares de Castro.

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