Translate:

Pesquisar este blog

Receba as atualizações do blog em seu e-mail:

• Arguivo do blog

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

ALTAR NO TEMPLO EVANGÉLICO?

 Uma das aberrações do neopentecostalismo e, com mais evidência, do pós-neopentecostalismo, é a forte inclinação para a miscelânea de conceitos religiosos. A ignorância do conteúdo bíblico tornou-se a tônica de grande parte dos seus ensinamentos.
Naquelas reuniões de tudo se encontra: desde o copo com "água benta", espécie de emulação do catolicismo romano, até os painéis com fotografias de dependentes químicos, paninhos sagrados, chaves para abrir caminhos e portas, piscinas de plástico com água de Naamã, lama de Israel, entre outras aberrações, além de práticas absorvidas das religiões afras etc.
A aparência nos seus templos imita o interior das igrejas evangélicas, outra emulação, a fim de atrair para suas reuniões os desapercebidos, os fanáticos e os interesseiros em coisas materiais. Por isso, são mantidas, à frente, plataformas com algumas cadeiras, geralmente estofadas e uma estante, usada pelo locutor, ao dirigir-se aos seus fiéis.
Os neopentecostais amam um vocabulário específico (digno de um estudo): "está amarrado", "esta obra", "este ministério" "casa de encosto"; "nosso apóstolo", etc. Usam a palavra "reunião" em lugar da palavra "culto", exatamente para estabelecerem uma diferença entre suas atividades e as atividades das igrejas evangélicas. Bem, por aí vão-se relatando as particularidades desses conceitos ditos religiosos. Porém, muito interessante é o conceito de altar, usado por eles: um lugar misterioso, onde ocorre toda espécie de "milagres".
Para início de conversa, a palavra altar provém do hebraico, cultura proprietária do termo. Trata-se do lugar em que os sacerdotes sacrificavam os animais destinados ao culto hebreu. Para haver altar, deveria haver o lugar em que era erigido, deveria haver sacerdote e ritual específico.
Essa noção não era apenas do povo hebreu; os povos chamados incircuncisos também erigiram altares em que sacrificavam animais e até pessoas aos seus deuses. A Bíblia relata o episódio do profeta Elias e os profetas de Baal (1Rs 18. 19-40).
No romanismo, a noção de culto é sacrificial. A missa é sacrifício, tem a finalidade de propiciar a salvação; por isso, há sacerdote e altares nos seus templos.
A igreja evangélica é neotestatamentária, portanto, nela não cabe a noção de altar, nem de sacerdote, ou seja, aquele que oferece sacrifício pelo povo. O sacrifício neotestamentário foi único, peremptório e insubstituível, feito por Jesus Cristo, o Sumo Sacerdote da Igreja.
Retornando às invencionices neopentecostais, percebe-se que foi copiado do catolicismo o uso do termo altar (e não inocentemente) com propósitos de atrair para as "reuniões" os seguidores da religião romana.
Entretanto, esse mal costume tem chegado a muitas igrejas evangélicas pentecostais. Está ficando rotineira a troca da palavra "púlpito" pela palavra "altar". Ora, o templo evangélico não tem um espaço sagrado, específico para se fazerem ofertas ou sacrifícios. Ali todos os espaços são sagrados, por questão de reverência, jamais por misticismo!
Li uma postagem em que se critica um líder dito assembleiano, bem controvertido, da região do Brás, por expor sobre o "altar" a camisa de um clube de futebol! Bem se vê que falta aos fiéis daquela e de outras igrejas um conhecimento melhor. Claro que reprovo o comportamento daquele líder (por essa e por outras atitudes), mas, não o reprovo por fanático respeito ao "altar", porque, como já disse, não há altar na igreja evangélica, não há sacerdote para o povo na igreja evangélica, não há hábitos judaicos nem romanos na igreja evangélica. Também não há levitas na igreja evangélica.
Ev. Izaldil Tavares de Castro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário